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	<title>Comentários sobre: Se nem cópia adianta, é melhor não fazer nada!</title>
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	<description>Informações Docentes, Discentes e Decentes</description>
	<lastBuildDate>Sat, 19 May 2012 16:18:06 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Por: Declev Dib-Ferreira</title>
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		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 12:03:39 +0000</pubDate>
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		<description>Pois é João, a maioria dos professores que conheço faz isso. Mas sabe?, nem os culpo. É realmente complicado dar aulas para certas turmas. Você não tem o que fazer! Eles não prestam atenção e não calam a boca se não for com cópía! E o problema é cíclico: se os professores não pararem com este sistema, os alunos nunca se acostumarão a pensar, ao invés de copiar; e se eles não se acostumarem nos primeiros anos de ensino, ferrou!, depois é que não vai dar pra fazer mais nada!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é João, a maioria dos professores que conheço faz isso. Mas sabe?, nem os culpo. É realmente complicado dar aulas para certas turmas. Você não tem o que fazer! Eles não prestam atenção e não calam a boca se não for com cópía! E o problema é cíclico: se os professores não pararem com este sistema, os alunos nunca se acostumarão a pensar, ao invés de copiar; e se eles não se acostumarem nos primeiros anos de ensino, ferrou!, depois é que não vai dar pra fazer mais nada!</p>
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		<title>Por: Joao Paulo</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2007/12/01/se-nem-copia-adianta-e-melhor-nao-fazer-nada/comment-page-1/#comment-115</link>
		<dc:creator>Joao Paulo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Feb 2008 22:27:22 +0000</pubDate>
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		<description>Resolvi comentar porque esse texto me lembra de minha experiência na vida escolar, e se não se importa vou contá-la aqui.

Eu sempre fui uma criança curiosa e interessada na aula, mas tive um defeito, grave na opinião dos meus professores: era lento pra escrever. Quando o professor apagava a lousa pela segunda vez, eu já tinha que pular umas linhas pra copiar depois. E claro, existiam professores que [i]adoravam[/i] encher a lousa 8 vezes numa aula só.

Sabendo que não podia depender dos meus &quot;manuscritos&quot; pra passar de ano, eu optei por usar outra estratégia: prestar atenção. E eu fazia isso muito bem; enquanto os outros alunos guardavam a matéria no caderno, eu guardava no cérebro. Não só passava de ano como aprendia o conteúdo. Por efeito colateral, ainda desenvolvi uma memória acima da média pois precisava lembrar da lição no dia da prova. Chegou o ponto em que praticamente nem usava mais o caderno (talvez pra desenhar durante períodos ociosos da aula ou fazer bolinhas de papel hehehehehe). Nem fazia mais os exercicios, pois resolvia a maioria de cabeça.

Por vezes, encontrei professores que julgavam que meu comportamento era preguiça, falta de respeito, desinteresse... faziam questão de que eu enchesse o caderno. Tive um professor de filosofia que dava a nota das provas proporcional à quantidade de tinta depositada no papel. Descobri isso na primeira prova, ao dar respostas concisas (3 ou 4 linhas) coerentes com o conteúdo e levar uma nota baixa; ao comparar com meus colegas que encheram linguiça na folha vi onde tinha &quot;errado&quot;. Claro que eu, que escrevia devagar, odiei o sistema de avaliação dele. Aprendi a tempo da segunda prova, mas essa foi a matéria que quase me reprovou na faculdade. Passei com 6,75 (arredondando = 7 hehehehe)

Na época senti muita raiva, mas hoje sinto pena dessas pessoas, com suas mentes pequenas que acham que quem aprendeu é porque copiou a lousa, entrou num grupo de 8 alunos onde 2 trabalharam, soube colar sem ser pego. No fundo são todos vítimas, como eu e você tambem somos, do patético sistema de ensino brasileiro. Quem dera chegue o dia em que formaremos geneticistas aos montes,  astrônomos, físicos nucleares e eles terão trabalho no Brasil mesmo? Quando teremos autores renomados (Paulo Coelho NÃO É literatura) e ganhadores de prêmios Nobel? Quem sabe um dia seremos o país da cultura e não o país da bunda ou da corrupção? Talvez meus netos vivam pra ver esse dia...

Abraços
João Paulo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Resolvi comentar porque esse texto me lembra de minha experiência na vida escolar, e se não se importa vou contá-la aqui.</p>
<p>Eu sempre fui uma criança curiosa e interessada na aula, mas tive um defeito, grave na opinião dos meus professores: era lento pra escrever. Quando o professor apagava a lousa pela segunda vez, eu já tinha que pular umas linhas pra copiar depois. E claro, existiam professores que [i]adoravam[/i] encher a lousa 8 vezes numa aula só.</p>
<p>Sabendo que não podia depender dos meus &#8220;manuscritos&#8221; pra passar de ano, eu optei por usar outra estratégia: prestar atenção. E eu fazia isso muito bem; enquanto os outros alunos guardavam a matéria no caderno, eu guardava no cérebro. Não só passava de ano como aprendia o conteúdo. Por efeito colateral, ainda desenvolvi uma memória acima da média pois precisava lembrar da lição no dia da prova. Chegou o ponto em que praticamente nem usava mais o caderno (talvez pra desenhar durante períodos ociosos da aula ou fazer bolinhas de papel hehehehehe). Nem fazia mais os exercicios, pois resolvia a maioria de cabeça.</p>
<p>Por vezes, encontrei professores que julgavam que meu comportamento era preguiça, falta de respeito, desinteresse&#8230; faziam questão de que eu enchesse o caderno. Tive um professor de filosofia que dava a nota das provas proporcional à quantidade de tinta depositada no papel. Descobri isso na primeira prova, ao dar respostas concisas (3 ou 4 linhas) coerentes com o conteúdo e levar uma nota baixa; ao comparar com meus colegas que encheram linguiça na folha vi onde tinha &#8220;errado&#8221;. Claro que eu, que escrevia devagar, odiei o sistema de avaliação dele. Aprendi a tempo da segunda prova, mas essa foi a matéria que quase me reprovou na faculdade. Passei com 6,75 (arredondando = 7 hehehehe)</p>
<p>Na época senti muita raiva, mas hoje sinto pena dessas pessoas, com suas mentes pequenas que acham que quem aprendeu é porque copiou a lousa, entrou num grupo de 8 alunos onde 2 trabalharam, soube colar sem ser pego. No fundo são todos vítimas, como eu e você tambem somos, do patético sistema de ensino brasileiro. Quem dera chegue o dia em que formaremos geneticistas aos montes,  astrônomos, físicos nucleares e eles terão trabalho no Brasil mesmo? Quando teremos autores renomados (Paulo Coelho NÃO É literatura) e ganhadores de prêmios Nobel? Quem sabe um dia seremos o país da cultura e não o país da bunda ou da corrupção? Talvez meus netos vivam pra ver esse dia&#8230;</p>
<p>Abraços<br />
João Paulo</p>
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