Artigos de — 02 2008
Esta educação nunca vai dar certo!
Esta semana foi de reaparecimento na escola. Ressurgimento das cinzas. Falarei sobre a escola do município do Rio de Janeiro, onde tenho matrícula e estou em sala de aula.
Vejam só o que vos digo: esta educação nunca nunca nunca vai dar certo! Por mais planos mirabolantes que se tenha, não vai. Não adiantam choros nem velas, ciclos nem série.
Na 2a feira topamos com um novo diretor. Lá, após uns dois anos de caos, com uma direção de concenso dos professores sendo praticamente expulsa pelo órgão central, loucas na direção e a escola quase em surto coletivo, estávamos com uma direção que começou a dar um jeito, em conjunto com o corpo docente.
13/02/2008 23 Comentários
Como desenvolver um projeto socioambiental
Como é cada vez maior o campo de atuação no âmbito dos projetos socioambientais, e conseqüentemente a busca por informações a respeito, além dos posts já relacionados ao assunto (ver exemplos aqui e aqui) envio a vocês o link de um manual que recebi.
Chama-se ”Manual para Elaboração, Administração e Avaliação de Projetos Socioambientais” e foi elaborado pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo E Instituto Ecoar para Cidadania.
Segundo o mesmo, “Este trabalho apresenta os conceitos fundamentais para a elaboração de um projeto e esclarece as dúvidas mais freqüentes”.
Dei uma lida e o material é bom, dando boas dicas para quem quiser começar.
Podemos, aqui, entretanto, trocar informações e responder dúvidas a respeito.
Divirtam-se:
Manual para Elaboração, Administração e Avaliação de Projetos Socioambientais
13/02/2008 10 Comentários
Retornando ao Brasil e respondendo aos comentários
Prezades amigues… voltei.
E, de início, gostaria de comentar o post anterior e os comentários recebidos. Especialmente o último, do Rafa. Como minha resposta para ele seria talvez grande, resolvi fazê-la em um novo post.
Pra começar, concordo com ele. O país seria muito melhor se as pessoas não ficassem só criticando e lamentando.
E é justamente por isso que tudo o que fiz e façlo na vida, Rafa, tem a intenção de melhorar o lugar onde vivo. Não sou destes que só criticam e lamentam.
Aliás, a crítica é construtiva, muito construtiva. Todos sabemos que a criança a qual todos passam a mão na cabeça achando que tem “muito a oferecer”, apesar das suas malcriações, não cresce, não melhora. Da crítica é que vemos os erros e os consertamos.
Mas voltando. Dizia eu linhas atrás que tudo o que faço na vida é para melhorar o lugar onde vivo. Posso dar uma lista que, tenho certeza Rafa, será difícil achar uma pessoa que faça mais do que eu.
Vamos lá:
a) Posso começar por este blog que, como você vê, não têm bobagens, asneiras, sexos e roqueinrol. É um blog destinado a discutir coisas importantes para nosso país, como a educação. Seria bom você ver algumas opiniões e ações minhas em outros posts (veja por exemplo na categoria desabafo);
b) Desde que me conheço por gente sou ligado à proteção do ambiente, da natureza. Por isso fiz biologia: para não ser um “eco-chato” que não sabe do que fala. Fiz e estudei Ciências Biológicas justamente para entender do assunto e poder falar às pessoas com mais propriedade;
c) Entrei para o magistério em 1999 e estou até hoje. Sou professor. Atuo em escolas públicas. Não falto às aulas, não enrolo os alunos. Leio e estudo sobre isto. Trabalho com práticas. (Ver outros posts na categoris práticas);
d) Fiz especialização em Educação Ambiental, pesquisando sobre o lixo e a relação das pessoas com ele, na busca de melhores soluções para seus problemas;
e) Fiz mestrado em Ciência Ambiental, pesquisando ainda sobre a relação das pessoas com o lixo na busca de soluções;
f) Faço hoje doutorado em Meio Ambiente, pesquisando sobre Educação Ambiental;
g) Atuo com Educação Ambiental (EA), através de cursos, palestras, oficinas, participações em grupos e Redes de trabalho. Sou membro e facilitador da Rede de Educação Ambiental do Estado do Rio de Janeiro, pela qual participo de outras esferas de discussões e de decisões de políticas públicas, por exemplo, dentro do Grupo Intedisciplinar de Educação Ambiental da Secretaria do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro;
h) Sou coordenador de Educação e Educação Ambiental de uma OSCIP de Niterói, minha cidade, com atuação em diversas cidades do estado. Atuei 5 anos como voluntário; hoje sou remunerado através de projetos. Atuamos com Educação Ambiental (coordeno um Centro de EA), fomento à cooperativas de catadores e outros projetos;
i) Nunca tive carro. Não sei nem dirigir. Assim, tudo o que fiz até hoje nos meus 37 anos de vida foi de ônibus. Tenho propriedade para criticar o sistema de transporte público do Brasil (talvez com a exceção de algumas cidade). Não sou daqueles que, já que os ônibus são uma merda, vão de carro com ar-condicionado e foda-se o povão;
j) Não como carne. Parei de comer carne por um motivo muito simples e prático: a produção de carne no Brasil está acabando com os ecossistemas, tais como a Mata Atlântica (que quase já não tem), Amazônia e Cerrado;
l) Não uso drogas. O uso da droga movimenta o tráfico - principal motivo de violência em muitas das cidades brasileiras;
m) Sou honesto. Se recebo troco a mais, devolvo; pago meus impostos (e pago mesmo, não “compro” notas como muitos que conheço); não recebo nem ofereço propinas; não compro em camelôs; não compro produtos roubados; não destruo o patrimônio público…
n) Não sou consumista inveterado. Procuro produzir o mínimo de lixo possível;
o) Estou meio parado por falta de tempo, mas sou artista plástico, atuando com pinturas e artesanato, incorporando materiais descartados em minhas obras - todas com mensagens sobre violência, destruição da natureza e outros;
p) Também escrevo. Contos, crônicas, poesias. Igualmente, minhas obras têm mensagens que fazem as pessoas pensarem. Tenho um blog sobre estes escritos (hebdomadario.com) e sugiro que você leia, por exemplo, este conto.
Acho que está bom né? É isso. Estudo, atuo, dou aulas, cursos, palestras, educação ambiental, ações pessoais, etc. Como vê, não fico só lamentando e criticando. Ajo.
E duvido que você ou outro qualquer faça mais do que eu. Você come carne? Tem carro? Estudou e trabalha pra ganhar dinheiro ou tem uma profissão que pensa na mudança social e ambiental?
E além de tudo Rafa, sim, tenho uma certa experiência internacional, pois adoro viajar. Adoro viajar justamente para conhecer outras culturas, outras pessoas e, inevitavelmente, fazemos comparações com o lugar onde vivemos. Estas comparações, para mim, não são meramente contemplativas; são acionais, impelem às ações para a melhora.
Sabe o que acontece? Compare o Brasil com um dos países miseráveis e desprovidos do vigésimo mundo e o acharemos uma maravilha. Assim não precisaremos levantar a bunda pra melhorar nada, pois cerveja no boteco, carnaval com mulher pelada e praia tá muito bom. Todo mundo com seu jeitinho brasileiro (que abomino) e tá tudo muito bom, tudo muito bem, todo mundo enganando todo mundo e parando pra beber uma depois. Quem não tem dinheiro que se foda.
Agora, compare o Brasil com um país onde as coisas funcionem, onde há respeito pelos cidadãos, onde há leis que se cumpram, e vemos o quanto podemos ainda melhorar.
Aí meu amigo, levantamos a bunda da cadeira do boteco, tiramos a fantasia e corremos atrás do prejuízo.
Abraços a todes.
10/02/2008 3 Comentários