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	<title>Comentários sobre: Docência profissão frustração</title>
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	<description>Informações Docentes, Discentes e Decentes</description>
	<lastBuildDate>Sat, 19 May 2012 16:18:06 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Por: orlando</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2008/05/26/docencia-profissao-frustracao/comment-page-1/#comment-3958</link>
		<dc:creator>orlando</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 16:59:05 +0000</pubDate>
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		<description>Muitas coisas ditas parecem extremamente relevantes para os profissionais da educação, mas gostaria de opinar sobre alguns pontos apenas.

1) igualdade ficta: mais do que a aprovação automática, a meta de universalização do ensino básico parece canhestra, se não acompanhada por políticas que promovam a maior igualdade material entre os estudantes, que os capacite a acompanhar o ritmo e o conteúdo da escola. É realmente frustrante tentar ensinar números complexos para quem chega ao final do ensino médio sem conhecer bem os números naturais, ou análise de causa e efeito sobre fatos históricos para quem não domina ainda a leitura dos textos do ensino fundamental. Acho que a escola deveria ser para quem quer, mas me sinto incapaz de propor algo assim, para uma população facilmente manipulável e que tomaria tal medida como um insulto, além de representar um risco para as famílias, de terem que assumir a responsabilidade pela Educação dos filhos. Também me deparo em sala de aula com jovens que demonstram um grande esforço para aprender, embora não dominem os conteúdos anteriores à série que estão cursando.

2) Se a escolha social é que o ensino seja universal, a qualidade tem que ser boa, mas as estruturas administrativas dos municípios e dos Estados parecem montadas para que não funcione (pior, tenho o sentimento de que saúde e educação não são tão ruins por acaso). Realmente, não tenho mais paciência de ouvir dizer que não há livros escolares, sabendo que o governo federal repassa recursos para esse fim. E é frustrante quando os alunos demonstram falta de apreço pelos livros, especialmente sabendo o volume de recursos orçamentários para esse fim (este ano, está em torno de 1,28 bilhão de Reais do governo federal para material didático das escolas).

3) se a vida dos alunos não favorece o aprendizado e a qualidade não é a razoável, uma resposta simples é atribuir a culpa aos profissionais, o que me parece completamente injusto. Não sou professor em tempo integral, mas tenho muito orgulho de ter trabalhado com diversos profissionais em instituições privadas e públicas municipais, estaduais e federais. Além da capacitação necessária para atuação como professores, demonstraram firmeza de ideais digna de um verdadeiro sacerdócio. O que esses profissionais recebem? Alunos sem estímulo para o aprendizado, pais que querem se livrar do &quot;problema&quot; e exigem mais do que a escola é capaz de oferecer, resultados ruins em avaliações nacionais e internacionais. Participei do último concurso para professor do Estado do Rio de Janeiro e este ano inovaram: os professores tiveram todos que fazer perícia médica em Volta Redonda, pagando do próprio bolso as despesas, qualquer que fosse o município de trabalho.

4) tudo parece favorecer, portanto, a frustração desse profissional e não tenho como consolar muito nesse sentido. Nós somos humanos, não podemos fazer milagres. Mas o pouco que fizermos pode fazer a diferença para muitos desses estudantes. Sinto um grande prazer na área da educação mas, diante desse quadro, o que tenho feito nos últimos anos é ter a profissão como secundária em termos financeiros. Procuro as escolas onde possa fazer algo que me motive e, sempre que possível, atuo em cursos comunitários, em que a motivação dos discentes é bem maior. 

5) na rede pública, tenho a impressão de que o aprendizado seria bem  melhor se fossem extintas as estruturas. Não consegui até hoje descobrir para que servem na prática SEEDUC e a SME do Rio de Janeiro. Um exemplo para ilustrar a inutilidade: quando atuei como professor do município, os livros escolares não haviam chegado até julho. Conversei com a direção da escola, que não tinha solução, e registrei a ocorrência na Prefeitura. Solução brilhante: reclamação à direção da minha escola do professor que reclamou.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Muitas coisas ditas parecem extremamente relevantes para os profissionais da educação, mas gostaria de opinar sobre alguns pontos apenas.</p>
<p>1) igualdade ficta: mais do que a aprovação automática, a meta de universalização do ensino básico parece canhestra, se não acompanhada por políticas que promovam a maior igualdade material entre os estudantes, que os capacite a acompanhar o ritmo e o conteúdo da escola. É realmente frustrante tentar ensinar números complexos para quem chega ao final do ensino médio sem conhecer bem os números naturais, ou análise de causa e efeito sobre fatos históricos para quem não domina ainda a leitura dos textos do ensino fundamental. Acho que a escola deveria ser para quem quer, mas me sinto incapaz de propor algo assim, para uma população facilmente manipulável e que tomaria tal medida como um insulto, além de representar um risco para as famílias, de terem que assumir a responsabilidade pela Educação dos filhos. Também me deparo em sala de aula com jovens que demonstram um grande esforço para aprender, embora não dominem os conteúdos anteriores à série que estão cursando.</p>
<p>2) Se a escolha social é que o ensino seja universal, a qualidade tem que ser boa, mas as estruturas administrativas dos municípios e dos Estados parecem montadas para que não funcione (pior, tenho o sentimento de que saúde e educação não são tão ruins por acaso). Realmente, não tenho mais paciência de ouvir dizer que não há livros escolares, sabendo que o governo federal repassa recursos para esse fim. E é frustrante quando os alunos demonstram falta de apreço pelos livros, especialmente sabendo o volume de recursos orçamentários para esse fim (este ano, está em torno de 1,28 bilhão de Reais do governo federal para material didático das escolas).</p>
<p>3) se a vida dos alunos não favorece o aprendizado e a qualidade não é a razoável, uma resposta simples é atribuir a culpa aos profissionais, o que me parece completamente injusto. Não sou professor em tempo integral, mas tenho muito orgulho de ter trabalhado com diversos profissionais em instituições privadas e públicas municipais, estaduais e federais. Além da capacitação necessária para atuação como professores, demonstraram firmeza de ideais digna de um verdadeiro sacerdócio. O que esses profissionais recebem? Alunos sem estímulo para o aprendizado, pais que querem se livrar do &#8220;problema&#8221; e exigem mais do que a escola é capaz de oferecer, resultados ruins em avaliações nacionais e internacionais. Participei do último concurso para professor do Estado do Rio de Janeiro e este ano inovaram: os professores tiveram todos que fazer perícia médica em Volta Redonda, pagando do próprio bolso as despesas, qualquer que fosse o município de trabalho.</p>
<p>4) tudo parece favorecer, portanto, a frustração desse profissional e não tenho como consolar muito nesse sentido. Nós somos humanos, não podemos fazer milagres. Mas o pouco que fizermos pode fazer a diferença para muitos desses estudantes. Sinto um grande prazer na área da educação mas, diante desse quadro, o que tenho feito nos últimos anos é ter a profissão como secundária em termos financeiros. Procuro as escolas onde possa fazer algo que me motive e, sempre que possível, atuo em cursos comunitários, em que a motivação dos discentes é bem maior. </p>
<p>5) na rede pública, tenho a impressão de que o aprendizado seria bem  melhor se fossem extintas as estruturas. Não consegui até hoje descobrir para que servem na prática SEEDUC e a SME do Rio de Janeiro. Um exemplo para ilustrar a inutilidade: quando atuei como professor do município, os livros escolares não haviam chegado até julho. Conversei com a direção da escola, que não tinha solução, e registrei a ocorrência na Prefeitura. Solução brilhante: reclamação à direção da minha escola do professor que reclamou.</p>
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	<item>
		<title>Por: Declev Dib-Ferreira</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2008/05/26/docencia-profissao-frustracao/comment-page-1/#comment-2850</link>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Mar 2011 14:19:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://diariodoprofessor.com/2008/05/26/docencia-profissao-frustracao/#comment-2850</guid>
		<description>Oi Antonio,

Já fiz algo parecido. Tinha [ainda tenho] uma tabela onde anoto tudo do aluno: comportamento, participação, trabalhos realizados, etc]. Grande parte não fazia nada [ainda não faz].

Propunha 10 trabalhos, não faziam.

Eu reprovava 70% da turma, se preciso. Fui, inclusive, chamado &quot;pra conversar&quot; sobre isso.

Descobri depois que não adianta.

Hoje não reprovo alunos, pois a escola [tradicional] não é feita para alunos [&quot;normais&quot;, de comunidade, carentes] aprenderem.

E eu não sou super-homem da educação. Ninguém é.

A culpa não é do professor [e não se pode culpabilizá-los e puni-los] nem do aluno [e não se pode culpabilizá-los e puni-los]. É do &quot;sistema&quot;. E não querem mudar, de verdade, o sistema.

Ministro minhas aulas da melhor maneira possível, tentando fazer com que todos saibam o mínimo, tentando incentivá-los ao estudo.

Quem foi, foi. Quem não foi, irá um dia.

Abraços,</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Antonio,</p>
<p>Já fiz algo parecido. Tinha [ainda tenho] uma tabela onde anoto tudo do aluno: comportamento, participação, trabalhos realizados, etc]. Grande parte não fazia nada [ainda não faz].</p>
<p>Propunha 10 trabalhos, não faziam.</p>
<p>Eu reprovava 70% da turma, se preciso. Fui, inclusive, chamado &#8220;pra conversar&#8221; sobre isso.</p>
<p>Descobri depois que não adianta.</p>
<p>Hoje não reprovo alunos, pois a escola [tradicional] não é feita para alunos ["normais", de comunidade, carentes] aprenderem.</p>
<p>E eu não sou super-homem da educação. Ninguém é.</p>
<p>A culpa não é do professor [e não se pode culpabilizá-los e puni-los] nem do aluno [e não se pode culpabilizá-los e puni-los]. É do &#8220;sistema&#8221;. E não querem mudar, de verdade, o sistema.</p>
<p>Ministro minhas aulas da melhor maneira possível, tentando fazer com que todos saibam o mínimo, tentando incentivá-los ao estudo.</p>
<p>Quem foi, foi. Quem não foi, irá um dia.</p>
<p>Abraços,</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Clilson Antonio</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2008/05/26/docencia-profissao-frustracao/comment-page-1/#comment-2849</link>
		<dc:creator>Clilson Antonio</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Mar 2011 11:13:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://diariodoprofessor.com/2008/05/26/docencia-profissao-frustracao/#comment-2849</guid>
		<description>Pessoal , o professor esta com plena razão,e o problema reforço esta nos berços do lar,os pais querem ter filhos ,planejados ou não ,mas a postura defenciva dos pis quando um professor reclama de uma malcriação de aluno é de um galo de briga ,,,bons eram os tempos em que o professor fazia os alunos cantarem o hino nacional toda sexta feira com a mão direita no peito e o aluno tinha medo do diretor e as palmadas caseiras de infancia faziam efeito, a escola tem que ser obrigação do aluno. Aindadefendo o direito de provas onde o aluno da escola tira a nota ou reprova não este ensino mecdonalizado onde o professor tenta ensinar uns e é o brigado a passar o tempo cuidando dos outros ,,,CAro professor sugiro aplicar provas dificeis baseadas no conteudo e reprovar os alunos que não tirarem a nota ....e se a instituição não concordar ,,,ela perdeu um professor mas  o mundo ganhou uma pessoa com honra e ética profissional</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoal , o professor esta com plena razão,e o problema reforço esta nos berços do lar,os pais querem ter filhos ,planejados ou não ,mas a postura defenciva dos pis quando um professor reclama de uma malcriação de aluno é de um galo de briga ,,,bons eram os tempos em que o professor fazia os alunos cantarem o hino nacional toda sexta feira com a mão direita no peito e o aluno tinha medo do diretor e as palmadas caseiras de infancia faziam efeito, a escola tem que ser obrigação do aluno. Aindadefendo o direito de provas onde o aluno da escola tira a nota ou reprova não este ensino mecdonalizado onde o professor tenta ensinar uns e é o brigado a passar o tempo cuidando dos outros ,,,CAro professor sugiro aplicar provas dificeis baseadas no conteudo e reprovar os alunos que não tirarem a nota &#8230;.e se a instituição não concordar ,,,ela perdeu um professor mas  o mundo ganhou uma pessoa com honra e ética profissional</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Declev Dib-Ferreira</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2008/05/26/docencia-profissao-frustracao/comment-page-1/#comment-2673</link>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Dec 2010 12:17:01 +0000</pubDate>
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		<description>Oi Sonia,

Não precisamos dar 3 anos... acho que bastam uns poucos meses dentro de sala. 

Mas dentro de sala.

Abraços,</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Sonia,</p>
<p>Não precisamos dar 3 anos&#8230; acho que bastam uns poucos meses dentro de sala. </p>
<p>Mas dentro de sala.</p>
<p>Abraços,</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Sonia Lenhare</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2008/05/26/docencia-profissao-frustracao/comment-page-1/#comment-2672</link>
		<dc:creator>Sonia Lenhare</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Dec 2010 10:40:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://diariodoprofessor.com/2008/05/26/docencia-profissao-frustracao/#comment-2672</guid>
		<description>Bom, depois de ler o comentário da ManoellA resolvi me manifestar, acompanho estas dicussões a algum tempo e parabenizo o Declev pela coragem de dizer a verdade. Cara ManoellA, de fato você desconhece os fatos, ser professor é estar no corpo a corpo com os alunos e sua atividade neste momento segundo a coordenadora pedagógica da escola que trabalho deve ser 80% administrativa e 20% ser humano então realmente fica MUITO fácil falar de amor a profissão e etc... todas estas baboseiras que que vocês orientadores leêm e reproduzem aos nossos ouvidos já esgotados com tanta falta de respeito e consideração. Como disse nosso amigo Declev: Encare uma sala de aula pelo menos 3 anos e volte a nos escrever. Vamos ver o que você terá para dizer em relação a sua ferramenta de trabalho (alunos) e a sua equipe de apoio ( coordenadores pedagógicos e diretores).  Boa sorte e até lá!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, depois de ler o comentário da ManoellA resolvi me manifestar, acompanho estas dicussões a algum tempo e parabenizo o Declev pela coragem de dizer a verdade. Cara ManoellA, de fato você desconhece os fatos, ser professor é estar no corpo a corpo com os alunos e sua atividade neste momento segundo a coordenadora pedagógica da escola que trabalho deve ser 80% administrativa e 20% ser humano então realmente fica MUITO fácil falar de amor a profissão e etc&#8230; todas estas baboseiras que que vocês orientadores leêm e reproduzem aos nossos ouvidos já esgotados com tanta falta de respeito e consideração. Como disse nosso amigo Declev: Encare uma sala de aula pelo menos 3 anos e volte a nos escrever. Vamos ver o que você terá para dizer em relação a sua ferramenta de trabalho (alunos) e a sua equipe de apoio ( coordenadores pedagógicos e diretores).  Boa sorte e até lá!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Declev Dib-Ferreira</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2008/05/26/docencia-profissao-frustracao/comment-page-1/#comment-2460</link>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Oct 2010 19:26:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://diariodoprofessor.com/2008/05/26/docencia-profissao-frustracao/#comment-2460</guid>
		<description>Oi Manuella,
Concordo em parte com você, mas seu texto incorre em alguns equívocos.
Em primeiro lugar, é bom que você esteja com este sentimento de querer fazer algo. E já que você está há pouco tempo, como você disse, espero que este sentimento perdure. Mas não se esqueça que as pessoas mudam, se cansam, se desgastam, ficam doentes... água mole em pedra dura... cuidado com o que fala pra não se arrepender depois. Tenha calma em seus julgamentos.
De qualquer forma, você é coordenadora pedagógica, não está em sala de aula. Posso te dizer que muito diferente. Faz toda a diferença. Toda. Se você acha que não faz, por favor, faça um teste: substitua uma professor durante um mês.
Por outro lado, sim, nossos alunos estão realmente se acostumando a serem tratados como lixo, a base de “PATADAS”... mas não pelos professores!!!
Este é justamente o discurso de quem está fora de sala de aula, culpabilizando os professores pelo fracasso da educação. Discurso de políticos, de secretários, de uma parcela dos responsáveis, de uma parcela dos coordenadores pedagógicos... 
Um discurso ingênuo e ao mesmo tempo cruel.
É claro que tem muito professor ruim, mas, como eu já falei por aqui (veja este artigo: http://diariodoprofessor.com/2010/07/07/brasil-foi-mal-no-ideb-mas-por-acaso-o-brasil-vai-bem-em-algo/) TUDO está ruim e em todos todos todos os setores há bons e maus profissionais.
E somos nós, não se iluda, somos justamente nós, professores, que estamos em sala, que tratamos diretamente com os alunos, brigando e discutindo sim, mas também afagando, ajudando, ensinando, obrigando a estudar, tentando educar.
É muito fácil falar de fora, muito fácil.
E, pra terminar, nossos alunos têm a violência em suas vidas FORA DA ESCOLA. Vejo diariamente alunos apanhando, morrendo, vivendo em tiroteios, maltratados por bandidos, por policiais, por toda a situação social de merda em que eles vivem. 
Achar que os professores são culpa disso, é, se não for maldade, muita ingenuidade.
Nós somos também vítima.
E, por favor, me escreva quando tiver uns 15 anos de SALA DE AULA.
Abraços,
Declev Reynier Dib-Ferreira</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Manuella,<br />
Concordo em parte com você, mas seu texto incorre em alguns equívocos.<br />
Em primeiro lugar, é bom que você esteja com este sentimento de querer fazer algo. E já que você está há pouco tempo, como você disse, espero que este sentimento perdure. Mas não se esqueça que as pessoas mudam, se cansam, se desgastam, ficam doentes&#8230; água mole em pedra dura&#8230; cuidado com o que fala pra não se arrepender depois. Tenha calma em seus julgamentos.<br />
De qualquer forma, você é coordenadora pedagógica, não está em sala de aula. Posso te dizer que muito diferente. Faz toda a diferença. Toda. Se você acha que não faz, por favor, faça um teste: substitua uma professor durante um mês.<br />
Por outro lado, sim, nossos alunos estão realmente se acostumando a serem tratados como lixo, a base de “PATADAS”&#8230; mas não pelos professores!!!<br />
Este é justamente o discurso de quem está fora de sala de aula, culpabilizando os professores pelo fracasso da educação. Discurso de políticos, de secretários, de uma parcela dos responsáveis, de uma parcela dos coordenadores pedagógicos&#8230;<br />
Um discurso ingênuo e ao mesmo tempo cruel.<br />
É claro que tem muito professor ruim, mas, como eu já falei por aqui (veja este artigo: <a href="http://diariodoprofessor.com/2010/07/07/brasil-foi-mal-no-ideb-mas-por-acaso-o-brasil-vai-bem-em-algo/" rel="nofollow">http://diariodoprofessor.com/2010/07/07/brasil-foi-mal-no-ideb-mas-por-acaso-o-brasil-vai-bem-em-algo/</a>) TUDO está ruim e em todos todos todos os setores há bons e maus profissionais.<br />
E somos nós, não se iluda, somos justamente nós, professores, que estamos em sala, que tratamos diretamente com os alunos, brigando e discutindo sim, mas também afagando, ajudando, ensinando, obrigando a estudar, tentando educar.<br />
É muito fácil falar de fora, muito fácil.<br />
E, pra terminar, nossos alunos têm a violência em suas vidas FORA DA ESCOLA. Vejo diariamente alunos apanhando, morrendo, vivendo em tiroteios, maltratados por bandidos, por policiais, por toda a situação social de merda em que eles vivem.<br />
Achar que os professores são culpa disso, é, se não for maldade, muita ingenuidade.<br />
Nós somos também vítima.<br />
E, por favor, me escreva quando tiver uns 15 anos de SALA DE AULA.<br />
Abraços,<br />
Declev Reynier Dib-Ferreira</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ManoellA</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2008/05/26/docencia-profissao-frustracao/comment-page-1/#comment-2457</link>
		<dc:creator>ManoellA</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Oct 2010 16:03:09 +0000</pubDate>
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		<description>Olá,sou coordenadora pedagógica de uma escola publica em minha cidade (estou nesta escola a pouco tempo); vejo este cenário diariamente e a cada dia tenho mais certeza de que é esta profissao que quero seguir. Acredito que a educação se dá pela forma que a encaramos, e infelizmente os &#039;&#039;educadores&#039;&#039; de hoje olham para seus alunos encarando-os como &quot;burros, sem futuro, ladraozinho, pilantra,...&quot; entao o que podemos esperar? nao posso querer que o outro mude se eu nao mudar primeiro! é necessario mudar a nossa concepção de educação, nossos alunos estao se acostumando a serem tratados como lixo, a base de &quot;PATADAS&quot;. como querer explicar a trignometria, as captanias hereditarias, tabela periódica,... se eles muitas vezes estao com a barriga doendo de fome, envolvidos com drogas, brigas em casa, ameaçados por outros &quot;colegas&quot; e etc??? é facil culpa o outro né? dizer &quot;&quot;ele nao quer nada!!!&quot; mas porque nao olhar pra dentro e dizer &quot;onde EU estou errando?&quot; sabe onde esta o problema? no nosso comodismo, e muito mais facil nao se importar, ignorar, nos conformar diante desse &quot;sistema&quot;, que nunca prorizou a educação, simplesmente porque nunca interessou a formação de cidadaos criticos, que questionam sua realidade. E ao invés de profissionais interessados em transformar essa realidade, o que encontramos é pessoas que permanecem mudas diante de tudo sustentando esse caos que esta o nosso país no ambito político, economico e social.

Agora, se não esta interessado em transformar a realidade e lutar por algo melho........MUDE DE PROFISSAO!!!!!!!!!

um abraço!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá,sou coordenadora pedagógica de uma escola publica em minha cidade (estou nesta escola a pouco tempo); vejo este cenário diariamente e a cada dia tenho mais certeza de que é esta profissao que quero seguir. Acredito que a educação se dá pela forma que a encaramos, e infelizmente os &#8221;educadores&#8221; de hoje olham para seus alunos encarando-os como &#8220;burros, sem futuro, ladraozinho, pilantra,&#8230;&#8221; entao o que podemos esperar? nao posso querer que o outro mude se eu nao mudar primeiro! é necessario mudar a nossa concepção de educação, nossos alunos estao se acostumando a serem tratados como lixo, a base de &#8220;PATADAS&#8221;. como querer explicar a trignometria, as captanias hereditarias, tabela periódica,&#8230; se eles muitas vezes estao com a barriga doendo de fome, envolvidos com drogas, brigas em casa, ameaçados por outros &#8220;colegas&#8221; e etc??? é facil culpa o outro né? dizer &#8220;&#8221;ele nao quer nada!!!&#8221; mas porque nao olhar pra dentro e dizer &#8220;onde EU estou errando?&#8221; sabe onde esta o problema? no nosso comodismo, e muito mais facil nao se importar, ignorar, nos conformar diante desse &#8220;sistema&#8221;, que nunca prorizou a educação, simplesmente porque nunca interessou a formação de cidadaos criticos, que questionam sua realidade. E ao invés de profissionais interessados em transformar essa realidade, o que encontramos é pessoas que permanecem mudas diante de tudo sustentando esse caos que esta o nosso país no ambito político, economico e social.</p>
<p>Agora, se não esta interessado em transformar a realidade e lutar por algo melho&#8230;&#8230;..MUDE DE PROFISSAO!!!!!!!!!</p>
<p>um abraço!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carol</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2008/05/26/docencia-profissao-frustracao/comment-page-1/#comment-2206</link>
		<dc:creator>Carol</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jul 2010 16:06:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://diariodoprofessor.com/2008/05/26/docencia-profissao-frustracao/#comment-2206</guid>
		<description>Adorei este post. Apesar de não ser docente, quis registrar meu comentário.
Sou formada em Direito, mas um dos meus grandes sonhos sempre foi dar aulas.
E mesmo com este cenário caótico no qual se encontra a educação brasileira, eu ainda não desisti hehe.
Ao contrário de muitos jovens nesse Brasilzão aí fora, tive sorte de estudar em escolas particulares.
Sei como a educação pública no nosso País está terrível, tenho amigos que são professores e eles me contam as mesmas agruras que foram narradas aqui.
Concordo com o comentário da Marina (logo acima): o professor tem que voltar a ter autoridade em suas aulas?
Mas como fazer isso?

Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Adorei este post. Apesar de não ser docente, quis registrar meu comentário.<br />
Sou formada em Direito, mas um dos meus grandes sonhos sempre foi dar aulas.<br />
E mesmo com este cenário caótico no qual se encontra a educação brasileira, eu ainda não desisti hehe.<br />
Ao contrário de muitos jovens nesse Brasilzão aí fora, tive sorte de estudar em escolas particulares.<br />
Sei como a educação pública no nosso País está terrível, tenho amigos que são professores e eles me contam as mesmas agruras que foram narradas aqui.<br />
Concordo com o comentário da Marina (logo acima): o professor tem que voltar a ter autoridade em suas aulas?<br />
Mas como fazer isso?</p>
<p>Abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Marina</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2008/05/26/docencia-profissao-frustracao/comment-page-1/#comment-2201</link>
		<dc:creator>Marina</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Jul 2010 19:15:58 +0000</pubDate>
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		<description>É a educação está realmente um caos...
Pensei que que só eu tivesse problemas... você ensina, eles fingem que aprendem, e assim vai...
Daqui a um breve tempo, não terá mais professores, pois os novatos querem sair e os veteranos estão só esperando aposentadoria...
JÁ PASSOU DA HORA DO BRASIL ABRIR O OLHO.
O PROFESSOR TEM QUE VOLTAR A TER AUTORIDADE EM SUAS AULAS.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É a educação está realmente um caos&#8230;<br />
Pensei que que só eu tivesse problemas&#8230; você ensina, eles fingem que aprendem, e assim vai&#8230;<br />
Daqui a um breve tempo, não terá mais professores, pois os novatos querem sair e os veteranos estão só esperando aposentadoria&#8230;<br />
JÁ PASSOU DA HORA DO BRASIL ABRIR O OLHO.<br />
O PROFESSOR TEM QUE VOLTAR A TER AUTORIDADE EM SUAS AULAS.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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		<title>Por: Declev Dib-Ferreira</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2008/05/26/docencia-profissao-frustracao/comment-page-1/#comment-2055</link>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 23:26:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://diariodoprofessor.com/2008/05/26/docencia-profissao-frustracao/#comment-2055</guid>
		<description>Oi Lídia,

Acho que sim, agravada por uma série de problemas pessoais.

Mas essa fase já passou...

Abraços,</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Lídia,</p>
<p>Acho que sim, agravada por uma série de problemas pessoais.</p>
<p>Mas essa fase já passou&#8230;</p>
<p>Abraços,</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
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