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	<title>Comentários sobre: Esse aí é o maior &#8220;filhinho-de-papai&#8221;!</title>
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	<description>Informações Docentes, Discentes e Decentes</description>
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		<title>Por: Regina Milone</title>
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		<dc:creator>Regina Milone</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 15:02:36 +0000</pubDate>
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		<description>Senti muita falta dos seus artigos, Declev!!!!
Que bom que voltou!
Essa questão dos limites é fundamental e dificílima de lidar, tanto para pais quanto para a escola. Como mãe, pra mim sempre foi difícil encontrar o equilíbrio nesse ponto, a dosagem certa, o momento mais adequado, a melhor forma de colocar esse ou aquele limite. Mas procurei fazer o meu melhor. Meu filho está com 18 anos agora e acho que, entre erros e acertos, consegui alguma coisa, principalmente porque sempre fui uma mãe PRESENTE, o que anda muito em falta por aí, em todas as classes sociais.
Crianças e adolescentes sem limites existem cada vez mais, tanto nas escolas particulares quanto nas públicas e, como educadora, encontrei dificuldades ainda maiores com isso do que como mãe, especialmente com aqueles pais que de &quot;responsáveis&quot; não têm nada. Esses, que são os que a gente mais precisa conversar, para pensarmos juntos em causas e soluções para o comportamento dos filhos na escola, esses não aparecem nunca! Chamamos mil vezes, mandamos cartas,  contactamos o Conselho Tutelar (totalmente inoperante e, geralmente, administrado por pessoas em &quot;cargos de confiança&quot; (grande PRAGA em nosso país!!!), que não têm a menor habilitação para exercer esse papel), mas nada adianta. Os pais, quando aparecem, só querem surrar os filhos ou empurrar a &quot;culpa&quot; para alguém (pais separados fazem muito isso, por exemplo), muitas vezes pra própria escola.
Mas me desculpe, Declev, a escola é responsável TAMBÉM por esse estado de coisas. E não é por causa do ECA, que foi uma conquista sofrida que veio depois de muita luta e que acaba sendo culpabilizado injustamente. A parcela de responsabilidade da escola vem, em grande parte, a meu ver, do imediatismo geral que faz com que só se pense em sanções e mais sanções, sem a mínima preocupação em se ter um olhar mais profundo sobre tudo isso. Como orientadora educacional e psicóloga cansei de ouvir:  &quot;eu não quero saber o que ele (aluno) tem, qual é a causa, o que ele passa (e passou, desde a infância) no dia-a-dia pra chegar na escola assim... só quero que ele mude JÁ ou saia daqui!!!!&quot; E aí fica difícil, pois a escola acaba fazendo a mesma coisa que os pais que não querem ter trabalho, tentando empurrar o &quot;problema&quot;, de alguma forma, pra fora dali, tentando convencer os pais, por exemplo, a tirar o filho da escola e tentar outra, onde ele pode não conhecer ninguém e, por isso, se &quot;comportar&quot; melhor...
A maioria dessas crianças e adolescentes estão é LARGADOS mesmo, nas ruas (caso dos pobres) ou nas academias e shoppings (caso das escolas particulares), sendo &quot;educados&quot; assim e não pelos pais, que não dão limites porque também não estão dando atenção mínima pra eles, na maioria das vezes! Dar limite é dar amor, é parte importante da responsabilidade de educar, mas essas crianças e adolescentes acabam sem limites pois estão é LARGADOS e não porque são &quot;filhinhos-de-papai&quot;, na maioria das vezes.
E não acho que o exemplo da novela a que vc se referiu sirva para entendermos a complexidade do que acontece com os alunos das escolas públicas hoje, pelo menos onde trabalhamos (vc no Rio e em Niterói e eu em Caxias, baixada fluminense), onde a maioria absoluta dos alunos é de comunidades carentes de tudo, favelas, etc. Por mais que tentem se espelhar nos valores de classe média (burguesa, consumista, etc.) passados pela telinha global diariamente, esses alunos, assim como seus pais, avós, etc., vêm de realidades totalmente diferentes, vivem em &quot;outro Brasil&quot;, em outra cultura e olhá-los com olhar de classe média é não entender nem o básico, na maioria das vezes. Isso eu vi diariamente acontecer em Caxias nesses anos em que estive/estou lá. E ninguém quer nem PENSAR sobre isso! Só querem soluções rápidas e pronto. E isso não existe!!!
A situação é muito complexa e complicada mesmo.
LIMITE é fundamental na Educação, mas dado com coerência para servir como chão, continente, suporte, preparação para o mundo, onde mil frustrações serão vividas e não como castigo ou punição. Confundem demais essa questão. E só pioram as coisas assim... Tanto pais quanto profissionais de Educação. Infelizmente...
Um abração,
Regina Milone.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Senti muita falta dos seus artigos, Declev!!!!<br />
Que bom que voltou!<br />
Essa questão dos limites é fundamental e dificílima de lidar, tanto para pais quanto para a escola. Como mãe, pra mim sempre foi difícil encontrar o equilíbrio nesse ponto, a dosagem certa, o momento mais adequado, a melhor forma de colocar esse ou aquele limite. Mas procurei fazer o meu melhor. Meu filho está com 18 anos agora e acho que, entre erros e acertos, consegui alguma coisa, principalmente porque sempre fui uma mãe PRESENTE, o que anda muito em falta por aí, em todas as classes sociais.<br />
Crianças e adolescentes sem limites existem cada vez mais, tanto nas escolas particulares quanto nas públicas e, como educadora, encontrei dificuldades ainda maiores com isso do que como mãe, especialmente com aqueles pais que de &#8220;responsáveis&#8221; não têm nada. Esses, que são os que a gente mais precisa conversar, para pensarmos juntos em causas e soluções para o comportamento dos filhos na escola, esses não aparecem nunca! Chamamos mil vezes, mandamos cartas,  contactamos o Conselho Tutelar (totalmente inoperante e, geralmente, administrado por pessoas em &#8220;cargos de confiança&#8221; (grande PRAGA em nosso país!!!), que não têm a menor habilitação para exercer esse papel), mas nada adianta. Os pais, quando aparecem, só querem surrar os filhos ou empurrar a &#8220;culpa&#8221; para alguém (pais separados fazem muito isso, por exemplo), muitas vezes pra própria escola.<br />
Mas me desculpe, Declev, a escola é responsável TAMBÉM por esse estado de coisas. E não é por causa do ECA, que foi uma conquista sofrida que veio depois de muita luta e que acaba sendo culpabilizado injustamente. A parcela de responsabilidade da escola vem, em grande parte, a meu ver, do imediatismo geral que faz com que só se pense em sanções e mais sanções, sem a mínima preocupação em se ter um olhar mais profundo sobre tudo isso. Como orientadora educacional e psicóloga cansei de ouvir:  &#8220;eu não quero saber o que ele (aluno) tem, qual é a causa, o que ele passa (e passou, desde a infância) no dia-a-dia pra chegar na escola assim&#8230; só quero que ele mude JÁ ou saia daqui!!!!&#8221; E aí fica difícil, pois a escola acaba fazendo a mesma coisa que os pais que não querem ter trabalho, tentando empurrar o &#8220;problema&#8221;, de alguma forma, pra fora dali, tentando convencer os pais, por exemplo, a tirar o filho da escola e tentar outra, onde ele pode não conhecer ninguém e, por isso, se &#8220;comportar&#8221; melhor&#8230;<br />
A maioria dessas crianças e adolescentes estão é LARGADOS mesmo, nas ruas (caso dos pobres) ou nas academias e shoppings (caso das escolas particulares), sendo &#8220;educados&#8221; assim e não pelos pais, que não dão limites porque também não estão dando atenção mínima pra eles, na maioria das vezes! Dar limite é dar amor, é parte importante da responsabilidade de educar, mas essas crianças e adolescentes acabam sem limites pois estão é LARGADOS e não porque são &#8220;filhinhos-de-papai&#8221;, na maioria das vezes.<br />
E não acho que o exemplo da novela a que vc se referiu sirva para entendermos a complexidade do que acontece com os alunos das escolas públicas hoje, pelo menos onde trabalhamos (vc no Rio e em Niterói e eu em Caxias, baixada fluminense), onde a maioria absoluta dos alunos é de comunidades carentes de tudo, favelas, etc. Por mais que tentem se espelhar nos valores de classe média (burguesa, consumista, etc.) passados pela telinha global diariamente, esses alunos, assim como seus pais, avós, etc., vêm de realidades totalmente diferentes, vivem em &#8220;outro Brasil&#8221;, em outra cultura e olhá-los com olhar de classe média é não entender nem o básico, na maioria das vezes. Isso eu vi diariamente acontecer em Caxias nesses anos em que estive/estou lá. E ninguém quer nem PENSAR sobre isso! Só querem soluções rápidas e pronto. E isso não existe!!!<br />
A situação é muito complexa e complicada mesmo.<br />
LIMITE é fundamental na Educação, mas dado com coerência para servir como chão, continente, suporte, preparação para o mundo, onde mil frustrações serão vividas e não como castigo ou punição. Confundem demais essa questão. E só pioram as coisas assim&#8230; Tanto pais quanto profissionais de Educação. Infelizmente&#8230;<br />
Um abração,<br />
Regina Milone.</p>
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		<title>Por: João Carlos</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2010/06/30/esse-ai-e-o-maior-filhinho-de-papai/comment-page-1/#comment-2166</link>
		<dc:creator>João Carlos</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 03:36:22 +0000</pubDate>
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		<description>Andaram esquecendo que &quot;deveres&quot; vem antes de &quot;direitos&quot; até no dicionário... Qualquer reclamação nesse sentido é &quot;ranço autoritário&quot;.
E são os mesmos que não ensinam às crianças as obrigações decorrentes da vida em sociedade, que reclamam dos políticos (que eles mesmos elegeram), das autoridades que &quot;não poem ordem na casa&quot; (mas &quot;dão um jeitinho&quot; sempre que podem) e das escolas que &quot;não ensinam nada&quot;. (a omissão de um comentário entre parênteses foi intencional)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Andaram esquecendo que &#8220;deveres&#8221; vem antes de &#8220;direitos&#8221; até no dicionário&#8230; Qualquer reclamação nesse sentido é &#8220;ranço autoritário&#8221;.<br />
E são os mesmos que não ensinam às crianças as obrigações decorrentes da vida em sociedade, que reclamam dos políticos (que eles mesmos elegeram), das autoridades que &#8220;não poem ordem na casa&#8221; (mas &#8220;dão um jeitinho&#8221; sempre que podem) e das escolas que &#8220;não ensinam nada&#8221;. (a omissão de um comentário entre parênteses foi intencional)</p>
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	<item>
		<title>Por: Graça Aguiar</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2010/06/30/esse-ai-e-o-maior-filhinho-de-papai/comment-page-1/#comment-2165</link>
		<dc:creator>Graça Aguiar</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Jul 2010 02:55:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://diariodoprofessor.com/?p=1151#comment-2165</guid>
		<description>Declev
O pior de tudo é que estão criando  pessoas sem responsabilidade, caráter, dignidade e respeito ao próximo. Até completar 18 anos, tudo é permitido, depois vão ter enfrentar um mundo altamente coercitivo. É um crime criar um filho numa bolha de permissividade para depois jogá-lo às feras, pois estes jovens e essas crianças não tem o menor preparo para lidar com as frustações e as limitações que a vida em sociedade exige. 
Que bom que você está de volta, estava faltando algo na blogosfera, ela não é a mesma sem você. 
Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Declev<br />
O pior de tudo é que estão criando  pessoas sem responsabilidade, caráter, dignidade e respeito ao próximo. Até completar 18 anos, tudo é permitido, depois vão ter enfrentar um mundo altamente coercitivo. É um crime criar um filho numa bolha de permissividade para depois jogá-lo às feras, pois estes jovens e essas crianças não tem o menor preparo para lidar com as frustações e as limitações que a vida em sociedade exige.<br />
Que bom que você está de volta, estava faltando algo na blogosfera, ela não é a mesma sem você.<br />
Abraços</p>
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