Como trabalhar com os pais dos alunos, segundo a editora Abril

Como trabalhar com os pais dos alunos, segundo a editora Abril (site Educar para Crescer).

Acho muito interessante o quadro abaixo.

O sub-texto, aquele que não aparece, é o seguinte:

Você que tem centenas de alunos e que recebe uma merreca por isso; você que é pago para estar EM SALA DE AULA, com 40 alunos em cada sala; você que teve que lutar para ter uma migalha de 1/3 do seu tempo de trabalho para planejar suas aulas, desenvolver as atividades e avaliações, corrigir suas centenas de atividades; você que nem consegue decorar os nomes dos alunos que tem por serem muitos; você que dá aulas em duas, três ou até mesmo mais escolas em municípios diversos…  Aprenda o que você tem que fazer com 600 pais de alunos!!!

Ah, claro, dentro da mesma carga horária que você tem, pois nem pense em querer ganhar mais por isso!

Se quiser, use o seu tempo livre (aquele que eu não te pago) e trabalhe mais… de graça.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Out

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No Diário do Professor você encontra artigos e links sobre o dia-a-dia da Educação:

Planos de aula, Atividades, Práticas, Projetos, Livros, Cursos, Maquetes, Meio Ambiente… e muito mais!

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12 comentários sobre “Como trabalhar com os pais dos alunos, segundo a editora Abril

  1. Rapaz,eu riria dessas pérolas se não estivesse clinicamente deprimido.Da que eu gostei mais foi a de número 8:faça relatórios detalhados.Declev,me diga,por favor:QUEM SÃO ESSES IMBECIS?Desculpe,não foi com vc que eu gritei,mas acho que deveríamos ter direito de resposta cada vez que uma cucurbitácea dessa nos aparecesse na imprensa.

    • Oi Valter,

      Eu exerço meu direito de resposta neste blog…

      Quem fez este quadro-pérola como eu disse, foi o pessoal da editora abril. Volta e meia esses movimentos “pela educação” soltam pérolas que nem eles usariam.

      Abraços,

  2. Na verdade,Declev,você exerce o NOSSO direito de resposta,o direito de resposta dos professores como categoria.Mas o que eu quis dizer é que você deveria ter o direito de publicar este artigo na revista DELES,da Abril.
    Outro abraço.

  3. Conheci o blog há pouco, estou gostando muito, mas então entro nesse artigo e estou confusa. O quadro da revista sugere muitas atividades inviáveis (e algumas nem um pouco). O sub-texto do sub-texto diz “minha senhora, eu sou pago pra aturar a sua pestinha durante algumas horas por semana, a senhora não!”

    • Oi Aline, não entendi onde está a sua confusão.

      O quadro mostra um monte de coisas que “deveríamos” fazer com relação aos pais dos alunos.

      Coisa sem condição de fazermos, pois somos pagos para estarmos dentro de sala de aula.

      Eu critico esta ideia.

      Comparemo-nos com os professores universitários: os públicos são pagos para fazerem “ensino, pesquisa e extensão”, como é o dever da universidade pública.

      Eles, obviamente, não estão as 40 horas que lhes pagam dentro de uma sala de aula com 40 alunos. No máximo umas 8 ou 12 horas.

      O resto, têm tempo para se dedicar à pesquisa e à extensão e ao planejamento de suas aulas.

      Se querem que façamos tudo, para além da sala de aula, como nos pagar somente para dar aulas?

      Aqueles 1/3 fora de sala é para planejamento das aulas.

      Como querem nos sugerir tantas coisas além?

      Por que não nos pagam pra isso?

      Não concorda comigo?

  4. Eu não sabia que o atendimento aos pais não faz parte das suas atribuições. Se não faz, é óbvio que deveria fazer e é óbvio que deveria ser remunerado. Mas eu acho incrível que o atendimento aos pais não faça parte de suas atribuições e por isso não seja prestado. Veja que eu não estou querendo o quadro inteiro, mas reunião de pais e recebê-los para conversa me parece o mínimo.

    • Oi Aline,

      Não estou falando do mínimo, nem o quadro estava.

      O quadro não estava falando de reunião de pais ou atendimento a eles.

      Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

      Se sou pago por 16h e, destas, 12 tenho que estar em sala e as outras 4 são para planejar as 12 aulas, quando farei o que sugerem?

      Ah sim, trabalho de graça…

  5. Caro Declev,
    Reunião, item 4. Conversas, item 9. Tá lá sim.

    Então a minha leitura do sub-texto do sub-texto estava correta!

    Só reforçando: não me coloco contra a sua posição, de jeito nenhum! O que me espanta é saber que os pais não têm o direito a esse atendimento. Porque se não há tempo e nem previsão (e nem pagamento), não há garantia.

    De qualquer forma, estou conversando com você sem nem ser mãe de aluno seu e sem ter solicitado (Ahá!). Só me resta agradecer pela conversa e pelo blog em si. Acabei de encontrar o endereço do site Cifonauta e surtei. Minha filha está estudando animais marinhos e eu passo boa parte do dia juntando material, classificando e organizando (e explicando a ela como faz pra que ela se mexa e faça também…).

  6. Está cada vez mais dificil levar a sério revistas e jornais que estão em parceria com a prefeitura.Acabou a oposição, as críticas. E estamos com uma relação ensino e aprendizagem bastante comprometida pelos acordos.
    Luiz Costa

  7. Essas regrinhas até dariam certo se os professores tivessem tempo remunerado para dar conta delas, como bem disse o Declev. Senão fica impossível! Trabalhar de graça é que não dá, claro!!
    Tudo que é importante e é extra-classe tinha que ser remunerado e ter horas suficientes para funcionar!
    Boas idéias acabam prejudicadas, sem poder ser usadas, por causa disso…

    • É isso mesmo, Regina.

      Na hora de pagar, acham que o trabalho do professor só é dentro de sala.

      Na hora de cobrar, o trabalho do professor é em todo lugar 24 h por dia!

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