Novo colunista do Diário: Professor Luiz Eduardo Farias

Como já falei antes, venho pensando e trabalhando em mudanças no Diário do Professor, no intuito de abrir o leque de opções.

Uma das propostas é convidar amigos que também pensam a educação para que escrevam por aqui, com o tema, formato e peridiocidade que quiserem.

Faço isso buscando trazer novos olhares para o blog, para ampliara a discussão.

A primeira colaboradora, como sabem, foi a Regina Milone, pedagoga e professora, que já está em pleno vapor com seus artigos.

Agora apresento a vocês, com muita alegria, o novo colaborador do Diário do Professor, o professor Luiz Eduardo Farias.

O conheci também virtualmente, através deste blog, e comecei a receber seus escritos e comentários, que acho ótimos.

Ele também tem um blog, o Gritos no Silêncio, mesmo nome de sua coluna aqui.

Seus artigos têm sempre uma crítica ácida, mas realista, sobre a educação brasileira.

Ele é historiador e professor de história desde 2006, especialista em História Contemporânea (2010/2011) e, atualmente, cursa Pedagogia.

Vejamos o Luiz por ele mesmo:

Sempre trabalhei em escolas públicas (seis, até o momento) e tenho duas matrículas – Fundação Educacional de Volta Redonda (autarquia municipal) e Rede Estadual do Rio de Janeiro. É com base nessa experiência que escrevo textos voltados ao tema da educação de qualidade e valorização do professor. Embora alguns deles tenha um tom de desabafo, a intenção deles é sempre mostrar o ponto de vista dos professores, dando voz a esta classe que, apesar de possuir cerca de 2 milhões de profissionais, pouco ou nunca é ouvida para determinar os rumos da política educacional brasileira.

Tenho uma certa visão marxista da educação, entendendo a escola como um aparelho ideológico do Estado, que por sua vez é dominado pelas classes dominantes. Esta abordagem é constantemente apontada como um dos fatores para o pessimismo de quem trabalha nesta área. Realmente, não é muito empolgante pensar que você é parte de uma engrenagem de um sistema que, em ultima análise, pretende manter o status quo da sociedade. Por isso (e para não entrar em depressão), sigo os passos deixados por Gramsci e acredito que a escola também é um espaço da construção de uma contra-hegemonia. Para tal, concordo com a linha teórica de Saviani que, falando da importância da escola, afirma que “o dominado não se liberta se ele não vier a dominar aquilo que os dominadores dominam.” Em resumo, de forma bem simples, meu trabalho em sala de aula é dar as ferramentas necessárias para que meus alunos percebam sua condição, tornem-se críticas em relação a ela, para que no futuro tenham condições de pensar e escolher seus caminhos com autonomia.

Por fim, espero que gostem e principalmente comentem as ideias expostas por aqui. O Diário do Professor foi um grande incentivo para que eu criasse meu blog (http://profluizeduardofarias.blogspot.com.br/) e me sinto lisonjeado de poder contribuir para que outros professores também possam ter voz, mesmo que sejam gritos no silêncio.

Luiz Eduardo Farias

Bem-vindo, professor Luiz!

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Mais um colega

2 comentários sobre “Novo colunista do Diário: Professor Luiz Eduardo Farias

  1. Que bom, Luiz Eduardo!
    Mais um!!!
    Seja super bem vindo!!!
    Também já li muitos dos seus comentários aqui no blog, inclusive em artigos meus e também costumo gostar muito.
    Acho que o Declev está juntando uma galera bem legal por aqui!
    Fiquei muito feliz ao saber que está cursando pedagogia, curso que acho que faz falta a muitos professores hoje em dia e que sei que, atualmente, é melhor e mais completo, em alguns pontos, do que na época que fiz (de 1982 à 1986).
    Conte com meus comentários!
    Beijos,
    Regina Milone.

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