Melhores alunos de escolas pobres têm apoio dos pais

Nós, professores, SEMPRE apontamos esta questão da família

Mas, no nosso caso, é porque “queremos colocar a culpa em alguém”, né?

Mas agora “descobriram” isso:

A especialista afirma que vários estudos já demonstravam como crianças de famílias com baixa renda acabam tendo ainda menos incentivo para estudar. (…)

Uma das pesquisas da OECD mostra que adolescentes de 15 anos para quem os pais costumavam ler em casa, quando eles eram crianças, têm desempenho escolar melhor que os demais.

Fonte

Eu mesmo já falei sobre isso por aqui, inclusive propondo uma “Escola de Pais”:

A importância da educação familiar: como atuar na raiz do problema

É engraçado como levam tanto tempo fazendo estudos para “descobrir” aquilo que os professores vêm dizendo há décadas…

E, não, secretárias e gestores, NÃO estamos falando de reuniões chatas e obrigatórias apenas para poder receber a bolsa-auxílio-apa-manter-a-criança-na-escola.

Agora uma última questão, aos defensores da meritocracia entre profesosres e ranking das escolas em “melhores e piores”:

Se “adolescentes de 15 anos para quem os pais costumavam ler em casa, quando eles eram crianças, têm desempenho escolar melhor que os demais”, COMO medir isso? COMO isso entra nos índices? COMO esses índices podem ser justos?

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Família

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3 comentários sobre “Melhores alunos de escolas pobres têm apoio dos pais

  1. Declev, falando não só como professor mas como pai, acredito que a presença da família na educação dos filhos não necessariamente passa pela presença dos pais na escola. Acredito que fazendo o seu papel em casa (uma educação baseada no respeito e uma cobrança em relação ao comprometimento na escola) já é o suficiente.

    Abraços!

    • Luiz,

      Pode ser suficiente para alguns, mas acho pouco para a maioria. Especialmente esta maioria que não sabe como fazer isso em casa.

      Por isso acho que a família deveria estar mais presente na escola – até para aprender como acompanhar a educação dos filhos.

  2. Declev,
    Acho que o apoio e presença da família são absolutamente fundamentais!!!
    Isso TAMBÉM é dito e comprovado na Pedagogia e na Psicologia há décadas!!! E como é!!!!!!! Nas duas áreas de atuação tive comprovações diárias disso. A própria prática validou constantemente essa afirmação, independente de qualquer embasamento teórico ou técnico (que também tenho, tanto da formação em Pedagogia quanto em Psicologia).
    Acredito que toda pessoa realmente esclarecida saiba disso – que os pais que dão apoio estão por trás dos melhores alunos, em geral -, mesmo que não trabalhe nas nossas áreas.
    Mas o fato é que grande parte dos nossos alunos, em geral a maioria, infelizmente, não tem esse apoio em casa.
    Discordo do Luiz quanto à importância dos pais irem à escola, acompanhar de perto a formação escolar do filho, conversando com os professores dele, por exemplo. Também sou mãe e sempre fiz isso, principalmente quando ele era criança. E fez diferença! E, como profissional, sempre observei isso também, tanto nos alunos quanto em pacientes.
    Quanto aos professores falarem das famílias dos alunos só para culpá-las, isso acontece muito sim, infelizmente. Mas não são todos os professores que fazem isso, claro, senão estaríamos todos mais perdidos ainda!
    Acho que uma simples matéria jornalística não mostra nem um por cento de tudo que tem sido pesquisado, debatido, descoberto, tentado, etc. Seremos injustos se nos basearmos demais nessas matérias.
    Quanto a meritocracia, se não for muito bem explicada como essa avaliação é feita, não dá mesmo para aceitá-la ou debater sobre ela. E, de qualquer forma, prêmios ou punições são uma forma antiga de educar e avaliar tanto alunos quanto qualquer profissional, na minha opinião. Não sou a favor dessa forma, que não desenvolve o pensamento, a crítica e tolhe algo tão fundamental quanto a liberdade de ser e existir, cada qual com suas particularidades. É uma forma que tenta igualar todos, no pior sentido da palavra, como se tivessem todos que sair de uma mesma máquina, tipo produção em série. E como se todos se deparassem com o mesmo tipo de realidade e de pessoas. Um horror! Lembro do Chaplin nessas horas…
    E concordo com suas questões, justas e lógicas, quando pergunta: “COMO medir isso? COMO isso entra nos índices? COMO esses índices podem ser justos?”. Isso é o mínimo que todos deveriam saber – secretárias e gestores tinham que esclarecer sim – para até poderem começar a debater o assunto!
    Abração,
    Regina.

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