Nojo da educação municipal do rio de janeiro

Prezados leitores, alguns de vocês devem ter percebido que tenho andado sumido. Foram cerca de 3 meses afastado.

Tenho sentido tanto nojo da forma que tratam e do que fazem da educação pública brasileira que não estou conseguindo ânimo de escrever.

Chega, novamente, a beirar uma depressão profissional, muito mais do que a própria  raiva que sinto.

Eu já publiquei aqui anteriormente minha carta de desistência, em 27 de agosto de 2010, mas não saí por falta, ainda, de uma renda que substitua a que tenho. Estou em busca e, se conseguir, saio. Se pudesse, me aposentaria hoje mesmo.

Vou tentar voltar a escrever por aqui, pois considero este blog uma de minhas formas de luta e de resistência, pensando e debatendo a educação.

Então, ainda voltarei ao tema a seguir, o qual tem muitas, mas muitas coisas a seres ditas.

O prefeito do Rio de Janeiro e sua secretária de educação (dos quais não quero nem escrever o nome) estão em cabo de guerra com todos os profissionais da educação.

Estávamos em greve por um mês (por um plano de carreira decente, por 1/3 de planejamento, por conta dos desvios de dinheiro para as empresas, etc.).

Saímos da greve, com um pé atrás e de olhos abertos, pois o prefeito prometeu entregar à câmara o nosso plano de carreira.

Eis que quando o plano surge, vem para PIORAR ainda mais a situação do professor.

Sim, piorar!

São tantos, mas tantos absurdos no plano que eu não vou falar tudo aqui de uma vez.

Vou usar as palavras do vereador Renato Cinco, do Psol. Mas, garanto: é ainda pior.

Como eu disse, ainda retorno ao tema.

No próximo post farei uma comparação entre os meus salários do município de Niterói e do Rio de Janeiro. Esperem e se assustem.

Abraços cansados,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Estupefato, revoltado, depressivo e enojado da educação do município do Rio de Janeiro