Descaso e violência aos professores – Homenagem do estado e prefeitura do Rio de Janeiro

Ontem foi Dia dos Professores.

Apesar de não ter tanto a comemorar, tentei fazer um post que fosse agradável e esperançoso.

Mostrei algumas das diversas homenagens e palavras de carinho que recebemos dos nossos alunos.

Hoje, vou mostrar a vocês como o Estado e o Município do Rio de Janeiro na gestão do sérgio cabral e eduardo paes, respectivamente – ambos do pmdb e apoiados pelo pt, ex-partido dos “trabalhadores” – tratam seus professores.

Fiquem com as imagens:

Batalhão de choque

Professores em greve são chamados para explicar faltas à Secretaria do Rio

Telegrama professores

Spray pimenta

Professora é eleita personalidade educacional do ano de 2013  EBAPE  FGV

 

Foi mal professor

Polícia retira à força

'Estado do Rio paga os melhores salários para professores', diz Cabral

paulo kramer

pedro paulo

Spray de pimenta

Presidente da Câmara do RJ diz que não vai retirar professores à força - Notícias - UOL Educação - Google Chrome

Professores grevistas são retirados da Câmara à base de força - Rio - O Dia - Google Chrome

Spray

RJTV 1ª Edição - Professores da Rede Pública fazem nova greve no Rio  globo.tv - Google Chrome

Pai preocupado 2

Pai preocupado

Balas

Pra finalizar, algumas notícias relacionadas, mas que ainda me debruçarei sobre elas.

Se alguém tem alguma dúvida de que elas estão intimamente ligadas, com todo respeito, assine a revista veja, porque se merecem.

Brasil fica no penúltimo lugar em ranking de valorização do professor

Brasil é um dos países que menos respeita professor, diz estudo

Professor brasileiro é um dos mais mal pagos do mundo

Versus

Brasil fica no 88º lugar em ranking de educação da Unesco

Brasil avança, mas educação freia desenvolvimento, indica IDH dos municípios

Sem mais.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Professor

8 comentários sobre “Descaso e violência aos professores – Homenagem do estado e prefeitura do Rio de Janeiro

  1. Declev, vc tem feito um trabalho muito bom ao denunciar cada absurdo que tem sido feito contra os profissionais de educação!
    Continuo solidária à vc e à greve!!!!
    Apenas não compartilho da ideia de que “todo professor quer o melhor pro seu aluno”, “o professor é o profissional mais importante da sociedade”, etc. Quando dizem isso – não é o seu caso -, lamento profundamente, pois não estão sendo realistas, na minha opinião. E, infelizmente, os que pensam assim são os mesmos que se aproveitam de verdadeiros educadores, como vc, se escondendo atrás dos discursos para não fazerem, NUNCA, uma autocrítica verdadeira. Vc e nem nenhum outro educador que realmente se dedica deveria passar por isso, isto é, ter que conviver com quem é péssimo profissional mas se esconde atrás dos bons.
    Mas, como os ânimos estão acirrados nesse momento, estou dando um tempo antes de postar um novo artigo aqui no blog, pois, pra mim, quem está em primeiríssimo lugar de importância e que é também a maior vítima da educação pública é o aluno e não o professor.
    Quanto à Claudia Costin, conheço pessoas que respeito bastante e que a acham ótima. Mas prefiro não opinar sobre isso, pois sei que não a conheço o bastante para ser justa. Então prefiro, nesse caso, me calar e continuar ouvindo, lendo, aprendendo, questionando…
    Força, amigo!
    Conte comigo!!
    Abração.

    • Ela é ótima… para comprar pacotes prontos da fundação getúlio vargas, fundação roberto marinho, instituto ayrton sena, para mandar imprimir milhares de apostilas horrorosas na ediouro mesmo tendo o livro didático nas escolas.

      Para quem acha que a educação deve ser privatizada, ela é ótima.

      E, sim, o professor é aquele que quer o melhor para seu aluno. O MAU profissional, aquele que nem deveria ser professor, não.

      Ora, advogados, promotores, juízes e afins são aqueles que estão ao lado da Justiça. Pero nem sempre.

      Abraços.

      • Bem… Como eu disse, não posso dar opinião sobre ela – a Claudia Costin -, pois seria injusta. Não conheço suficientemente suas propostas. Mas, a princípio – e sei que pensamos diferente nisso, Declev -, não sou contra toda e qualquer dobradinha das escolas públicas com ONGs e demais setores. Não sou a favor de ter tudo estatizado. Sou a favor da existência de escolas particulares sim, até porque existem muitas idealistas o bastante para poderem, por isso mesmo, tentar outras formas de educação, mais modernas do que as conservadoras e ultrapassadas (na minha opinião) que existem na educação pública. Graças a uma dessas escolas particulares e progressistas que pude oferecer ao meu filho uma educação mais próxima do que acredito, o que foi ótimo pra ele e pra mim.
        E, NÃO. O professor NÃO é aquele que quer o bem de seu aluno!!! Isso é ilusão e é o mesmo que dizer que “todos os pais querem o melhor pros seus filhos”, o que vemos o quanto é falso, diariamente, na psicologia clínica, por exemplo. Então, apenas o bom professor quer o melhor pros seus alunos. Os outros só estão pensando em si mesmos.
        Mas não precisamos concordar, Declev. Numa boa. Tá tudo bem. 🙂
        Abração.

  2. Postei uma resposta ontem pra vc, Declev, mas parece que não entrou.
    O que eu disse e repito é que não posso ficar falando mal ou bem dessa secretária de educação, pois não a conheço (o seu trabalho e as suas propostas) suficientemente para isso. Mas apoio a greve e as manifestações porque reivindicam muito mais do que a mera substituição de uma secretária.
    Fora isso… Pensei que vc não achava que “todo professor quer o melhor pro seu aluno”, a não ser aquele que nem professor deveria ser, mas enfim… Discordo de vc. Totalmente. Seria mais simples que a realidade fosse assim, preta ou branca, mas é muito mais complexa. O “mal”, os “erros”, as “más intenções”, etc., não estão só fora, não são só de origem social, o ser humano já traz dentro de si. É próprio do ser humano. E negar isso é perigoso na medida em que essa negação leva a se olhar tudo sem autocrítica nenhuma, procurando “culpados” pra tudo sempre do lado de fora, o que é uma visão até infantil, ilusória, pouco realista, na minha opinião. Essa é uma das verdades que aprendi na vida, através da filosofia, da psicologia, etc. E acredito que existam poucas “verdades” na vida. Mas essa é uma, pra mim.
    Sou a favor da iniciativa privada em muitos casos, sou a favor de parcerias com ONGs em muitos casos também, sou a favor da existência de escolas públicas e particulares, enfim… Não sou “esquerda roxa” em nada disso. Na verdade, já fui esquerda de uma forma até radical, mas mudei muito nisso ao longo da minha vida. E, olhando pelo lado positivo (que tudo tem), a existência de escolas particulares favorece, por exemplo, que existam escolas progressistas, anti-convencionais, o que é importantíssimo até pro brasileiro ir vendo, aos poucos, que é possível se fazer uma educação da maior qualidade sem ser conservador, tradicionalista, conteudista, etc., como a maioria das escolas públicas brasileiras ainda tenta ser. E viva a diferença! 🙂
    Abração.

    • Oi Regina,

      Como sempre, não se preocupe, eu respeito as opiniões contrárias, quando acompanhadas de bom senso e de argumentos, o que é seu caso.

      O seu comentário anterior eu vejo no administrador, não sei porque não entrou.

      Veja que há uma diferença no que você fala e eu falo.

      Você diz: “E, NÃO. O professor NÃO é aquele que quer o bem de seu aluno!!! Isso é ilusão e é o mesmo que dizer que “todos os pais querem o melhor pros seus filhos”, ”

      Veja que o “todos” na frente de uma frase e suprimido da outra faz toda a diferença.

      Eu digo que o professor quer o bem do seu aluno tanto quanto posso dizer que os pais querem o melhor para os seus filhos.

      Mas não posso dizer “todos” os professores, nem “todos” os pais.

      Ora, isso não é uma mera questão semântica, isso muda toda a frase!

      Assim como dizer, voltemos às comparações, que “os médicos querem o bem, a saúde, o bem estar e a sobrevivência de seus pacientes”. O que não impede de existir muitos, mas muitos e muitos mengeles por aí!

      Estou falando da “profissão”, do que deve é um “profissional”, e não de uma pessoa.

      Em relação às escolas, eu sei que existem ótimas escolas particulares, mais uma vez, não é este o caso.

      Se esta senhora seria boa para escolas particulares, que vá dirigir uma!

      Mas a escola pública, é pública e deve ser boa pública.

      E tem muito mais envolvido do que isso. Ora, as melhores escolas particulares existem para a nata da população. Eu sou contra existirem coisas que só existem para a nata da população, pois eu acho que as coisas boas deveriam ser para todo mundo.

      Mas ela não está transformando a escola pública numa boa escola particular – o que seria bom -, mas sim enfiando na escola pública um monte de produtos particulares.

      Quero ver uma escola pública dar aulas com os vídeos da fundação roberto marinho.

      Ela quer uma educação “à la Finlândia”? Então faça o certo:

      http://blogdotarso.com/2013/03/28/finlandia-a-melhor-educacao-do-mundo-e-100-estatal-gratuita-e-universal/

      Então, a “dobradinha” com ongs e demais setores nada mais é, neste caso especialmente, do que uma forma de desviar, legalmente, dinheiro público, da edcuação, para setores “amigos” e para quem financiou campanha.

      Te darei um simples exemplo. Chegou certa feita lá na escola mais um projeto, de “aulas de reforço”. Era de uma ong e nem sei se tinha dinheiro da secretaria envolvido, mas não importa.

      O cara contratado disse, numa reunião, algo assim: “eu não estou aqui para tomar o espaço de ninguém…” e antes dele completar eu disse “SIM, você, assim como todos os projetinhos e projetões, estão aqui, SIM, para tomar o nosso espaço. Ora, eu SEI que tem alunos que precisam de uma atenção melhor, que têm, que receber ajuda, que têm que ser trabalhados em pequenos grupos, que têm que ter aulas extras ou reforço. Eu, como professor concursado, sabendo disso e vendo isso no dia a dia, posso fazer um grupo pequeno de alunos para trabalhar fora do horário das aulas? Posso dar aulas de reforço? Posso, ao identificar esta necessidade, reunir alunos pra fazer isso? Não. Só “de graça”. Só fora do meu horário, porque eu sou pago para ficar dentro de sala e tomar conta de 40 alunos por vez. Então, ao invés de me pagarem para fazer isso, para construir projetos, para identificar as necessidades e suprir as necessidades, paga-se A ONGS, EMPRESAS, INSTITUTOS E FUNDAÇÕES – COM O DINHEIRO PÚBLICO DA EDUCAÇÃO – para fazer o que EU queria estar fazendo. E, detalhe, paga-se MUITO MAIS do que me pagam. Então, SIM, estão lá para me substituir.”

      Ponto.

      • Ah, só pra terminar.

        Este grandioso “projeto” acabou, saíram todos da escola e as “aulas de reforço” acabaram.

        Mas os alunos continuam precisando e eu, professor concursado, continuo sem poder fazer isso.

        Isso, pra mim, é engendrado para que muitos ganhem muito dinheiro e a escola pública continue uma merda e os pobres, pobres.

        Manter o status quo e ainda distribuir muito dinheiro público por aí.

        • Mais uma coisa, aqui em Niterói abriram chamada para os professores – como dupla regência – para darem aulas de reforço para os alunos com mais dificuldades no 9o ano.

          Eu estou dando aulas de reforço para um grupo de 9 alunos, em uma outra escola.

          Não estou defendendo ninguém, porque nem acho que seja o ideal e tem muita coisa a ser ajustada por aqui.

          Mas a apostila de reforço de Ciências do 7o ano aqui de Niterói EU QUE FIZ, pago pelo serviço, agora estou fazendo estas aulas, pago pelo serviço, outro dia o coordenador de Ciências me ligou perguntando o que EU estava precisando para a sala de ciências, porque o secretário vai comprar – e não me enviar uns kits de alguma empresa particular.

          Esta pessoa, claudia costin, é nociva á educação pública.

          Mas acumula o cargo de membro do conselho consultivo da comlurb:

          http://www.jb.com.br/anna-ramalho/noticias/2013/10/11/boquinha-pode/

  3. Declev, acho que vc usou um trecho do meu comentário que não entrou na página (também não sei porque; coisas da internet), mas consegui ser mais clara no comentário que entrou aqui afinal (às vezes nos expressamos melhor num segundo texto do que num primeiro). Usar ou não a palavra “todo”, antes de professores ou de pais, nem sempre faz essa diferença toda ou muda o sentido da frase, na minha opinião, mas se pra vc foi o que pareceu, então baseie-se no que escrevi no segundo comentário, onde disse que não concordo com a ideia de que “todo professor quer o melhor pro seu aluno”. E penso o mesmo sobre os pais, isto é, acho ilusório achar que todos os pais querem o melhor pros seus filhos. A raiz do meu argumento é uma crítica à generalizações que são feitas de forma simplista e que acabam encobrindo verdades que fazem parte do próprio funcionamento do ser humano, que tem contradições, além de ter o “bem” e o “mal” dentro de si. O importante pra mim é deixar clara essa crítica, pois generalizações desse tipo são extremamente nocivas na vida, de maneira geral, e não só na Educação. Quando comento algo sobre outras profissões, também costumo usar o termo “bom profissional” (que não é o que não erra e sim o que está comprometido em tentar aprender e melhorar sempre) e o termo “mau profissional”. Não faço isso só em relação a professores e pais. Acho mais justo e verdadeiro ver assim do que ver todos da mesma forma. Espero ter deixado clara a minha opinião agora.
    Só mais uma coisa: tenho horror a corporativismo. Acho péssimo em qualquer profissão, porque, na prática, as pessoas acabam justamente defendendo a todos os profissionais (não importando se até abusadores de menores estiverem entre eles – e eu conheci professores assim, infelizmente…) e não a profissão!!! Por isso, acho que a luta deveria ser pela Educação, pelo Magistério e pela Pedagogia. Considero que esses é que deveriam ser os termos usados, na maioria das vezes. Parece só um detalhe, mas é algo importante, na minha opinião.
    Queria te parabenizar por estar fazendo esse belo trabalho em relação às aulas de reforço, que vc comentou nesse trecho: “a apostila de reforço de Ciências do 7o ano aqui de Niterói EU QUE FIZ, pago pelo serviço, agora estou fazendo estas aulas, pago pelo serviço, outro dia o coordenador de Ciências me ligou perguntando o que EU estava precisando para a sala de ciências, porque o secretário vai comprar – e não me enviar uns kits de alguma empresa particular.”
    Uma das maiores críticas que tenho em relação às políticas públicas para a Educação é justamente o fato de não serem criadas com a colaboração direta e efetiva dos profissionais que trabalham dentro das escolas. Esse é um dos motivos principais que me faz apoiar greves, por exemplo. Pacotes lançados de cima pra baixo na cabeça dos profissionais em geral não funcionam e, muitas vezes, estão bastante fora da realidade escolar realmente.
    Agora, voltando à Claudia Costin, lendo todas as informações que vc passou aqui (e eu já tinha lido e ouvido outras, mas vc coloca com mais clareza), concordo que ela esteja errando bastante. Mas não esqueça que uma secretária de educação também tem pés e mãos atados, muitas vezes, pois cargos de confiança (uma praga!!!) nesse país sempre foram uma forma de se manipular melhor quem tem um poder que, na verdade, é ilusório, como o dela nesse caso. Precisamos lutar contra políticas públicas antidemocráticas que temos e não contra esse ou aquele indivíduo somente. No Rio tenho horror ao Sérgio Cabral e ao Eduardo Paes, por exemplo, não votei em nenhum dos dois, mas não defendo tirar alguém de seu cargo sem provas, por exemplo, por mais que eu tenha nojo desses dois (sabemos que são uns safados, ladrões, etc., como tantos políticos, mas precisamos provar isso e processá-los, pra conseguir um impeachment, por exemplo, de forma democrática – a democracia é um sistema cheio de falhas, mas ainda considero melhor do que as alternativas existentes; mas sonho com o dia em que as minorias (e não estou falando dos pobres, pois eles – ou a classe média?… – são maioria em nosso país) tenham tanta força quanto as maiorias, sendo também contempladas em projetos políticos, por exemplo). Prefiro, por enquanto, investir em algo mais democrático e que só trará resultados a longo prazo, mas que considero mais importante, que é conscientizar politicamente quem ainda não percebeu minimamente como as coisas funcionam na política brasileira (e não só na brasileira).
    Vc coloca que vc, como professor concursado, tem a capacidade de dar aulas de reforço muito bem, mas que não as dará de graça, no que eu concordo totalmente!!! Mas, infelizmente, Declev, vc é minoria em relação a estar realmente capacitado, de forma ampla, como professor, não só para fazer isso. E os concursos para professores e pedagogos são muito fracos, na minha opinião, senão não entraria tanta gente que mal sabe usar a própria língua, por exemplo… Já fiz concursos pra outras áreas e eram muito mais difíceis!!!!
    De qualquer maneira, repito: as políticas públicas para a Educação tinham que ser definidas junto com os profissionais que estão dentro das escolas, sem dúvida nenhuma!
    Fora isso, sou a favor de avaliações, capacitações, atualizações, etc. Até porque quem está em primeiro lugar, pra mim, na Educação, é o aluno e não o professor ou o pedagogo. Isso pra mim é básico.
    Em relação a ONGs e outras organizações, continuo achando que podem haver boas parcerias e ser muito bom, em vários casos. A sociedade civil precisa participar de perto do que é “público”. Se é público, é de responsabilidade de todos, em diferentes graus para cada setor. É o que penso.
    Acho um absurdo e uma falta de informação danada, de maneira geral (não é uma crítica pessoal; não leve pra esse lado, ok!?), afirmações do tipo “escolas particulares são só pra “nata” da sociedade e tem que acabar”, como meus amigos de esquerda continuam a repetir, muitas vezes. E digo porque isso é falta de informação: estudei em escola particular a vida toda, assim como boa parte dos meus amigos, e se convivi com uns dois colegas, no máximo, que eram de família rica, foi muito. Eram e são todos de classe média, assim como são de classe média os que defendem o fim da escola particular!!! É de uma incoerência chocante! Eu realmente respeito as diferenças, mas pra quem pensa assim não tenho mais a menor paciência pra debater esse assunto, pois quem critica não conhece a realidade das escolas particulares e acha que conhece! É muita injustiça!!! Quem estuda nas escolas particulares tem pais trabalhadores, na maioria esmagadora das vezes! É tão absurdo o que dizem das escolas particulares quanto se falar das escolas públicas sem conhecê-las por dentro. É a mesma coisa! A mesma atitude!
    Existem classes sociais? Sim. Mas podemos, ainda hoje, dividir o mundo entre classes dominantes e classes dominadas (e exploradas…), opressor X oprimido, etc.? Eu penso que não. Penso que esse assunto é mais complexo do que essa divisão, que considero simplista e maniqueísta e que teve sim sua razão de existir na época da Guerra Fria, mas que deve ser revista, pois estamos em outra época. Até porque, nessa forma (marxista?) de pensar, a classe média é a classe dos alienados burgueses que gostariam, no máximo, de serem ricos e exploradores como os das classes dominantes, o que simplesmente não é verdade!!! Claro que esses existem – os que queriam ser ricos e exploradores, o que, aliás, é a ambição de muuuuuuita gente pobre também, infelizmente (não querem justiça social e sim ser elite) -, mas não me parece que são maioria não. E quem defende o “proletariado” em nosso país é de classe média, na maioria esmagadora das vezes!!!
    Enfim…
    Politicamente temos nossas diferenças, Declev, mas cada um tem suas razões para pensar do jeito que pensa. E respeito essas diferenças. Mas tenho minhas opiniões e convicções, como vc tem as suas. No final das contas, o mais importante é trocarmos ideias e, se possível, crescermos com as diferenças, como acredito que já cresci, em muitos aspectos, nesse tempo aqui no blog.
    Repito o final do meu comentário anterior (o que apareceu aqui na página): e viva a diferença!!! 😉
    Abração. 🙂

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