Categoria — Diário
Bicicletas de todo mundo, uni-vos!
Devo confessar que não tenho bicicleta nem o hábito de utilizá-las. Mas nem por isso deixo de ser um entusiasta de seu uso nas cidades, como forma de transporte, não apenas de lazer. Acho que o sistema de transporte de uma urbe deveria levar em conta este meio barato, limpo, seguro, eficaz. Tem seus limites, é claro, mas pode muito bem ser utilizada em grande parte dos casos.
Bastaria uma série de ações para popularizar seu uso, como locais decentes e seguros para estacioná-las em pontos estratégicos como em pontos de integração com outros transportes, terminais de ônibus, barcas (no caso de Niterói e Rio, por exemplo), locais de trabalho, etc.
Algumas notícias nos dão a esperança de que a moda de utilizá-la como meio de transporte ainda pode pegar aqui no Brasil, pois a “magrela” - sem preconceitos - é quase que unicamente utilizada para lazer.
Veja isto:
23/02/2008 4 Comentários
Conferência Nacional do Meio Ambiente
Bom ida a todes,
Este ano, 2008, teremos a III Conferência Nacional do Meio Ambiente e a III Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente.
Estou mais ligado à segunda, por trabalhar diretamente com escolas, mas ambas são importantes.
Como julgo a participação - no sentido mais amplo que você quiser entender - como fundamental para as mudanças necessárias em nossa sociedade, estimulo aqueles que se interessam a buscar os órgãos, instituições e pessoas em sua cidade que estejam organizando as Conferências e a delas participar.
Coloco aqui alguns documentos importantes aos quais tive acesso. Faço parte da Comissão Organizadora Estadual do Rio de Janeiro da Infanto-Juvenil, portanto, se alguém quiser maiores informações, escreva-me.
Divirtam-se:
Texto sobre a EA na Conferência Nacional de Meio Ambiente
15/02/2008 1 Comentário
Esta educação nunca vai dar certo!
Esta semana foi de reaparecimento na escola. Ressurgimento das cinzas. Falarei sobre a escola do município do Rio de Janeiro, onde tenho matrícula e estou em sala de aula.
Vejam só o que vos digo: esta educação nunca nunca nunca vai dar certo! Por mais planos mirabolantes que se tenha, não vai. Não adiantam choros nem velas, ciclos nem série.
Na 2a feira topamos com um novo diretor. Lá, após uns dois anos de caos, com uma direção de concenso dos professores sendo praticamente expulsa pelo órgão central, loucas na direção e a escola quase em surto coletivo, estávamos com uma direção que começou a dar um jeito, em conjunto com o corpo docente.
13/02/2008 23 Comentários
Retornando ao Brasil e respondendo aos comentários
Prezades amigues… voltei.
E, de início, gostaria de comentar o post anterior e os comentários recebidos. Especialmente o último, do Rafa. Como minha resposta para ele seria talvez grande, resolvi fazê-la em um novo post.
Pra começar, concordo com ele. O país seria muito melhor se as pessoas não ficassem só criticando e lamentando.
E é justamente por isso que tudo o que fiz e façlo na vida, Rafa, tem a intenção de melhorar o lugar onde vivo. Não sou destes que só criticam e lamentam.
Aliás, a crítica é construtiva, muito construtiva. Todos sabemos que a criança a qual todos passam a mão na cabeça achando que tem “muito a oferecer”, apesar das suas malcriações, não cresce, não melhora. Da crítica é que vemos os erros e os consertamos.
Mas voltando. Dizia eu linhas atrás que tudo o que faço na vida é para melhorar o lugar onde vivo. Posso dar uma lista que, tenho certeza Rafa, será difícil achar uma pessoa que faça mais do que eu.
Vamos lá:
a) Posso começar por este blog que, como você vê, não têm bobagens, asneiras, sexos e roqueinrol. É um blog destinado a discutir coisas importantes para nosso país, como a educação. Seria bom você ver algumas opiniões e ações minhas em outros posts (veja por exemplo na categoria desabafo);
b) Desde que me conheço por gente sou ligado à proteção do ambiente, da natureza. Por isso fiz biologia: para não ser um “eco-chato” que não sabe do que fala. Fiz e estudei Ciências Biológicas justamente para entender do assunto e poder falar às pessoas com mais propriedade;
c) Entrei para o magistério em 1999 e estou até hoje. Sou professor. Atuo em escolas públicas. Não falto às aulas, não enrolo os alunos. Leio e estudo sobre isto. Trabalho com práticas. (Ver outros posts na categoris práticas);
d) Fiz especialização em Educação Ambiental, pesquisando sobre o lixo e a relação das pessoas com ele, na busca de melhores soluções para seus problemas;
e) Fiz mestrado em Ciência Ambiental, pesquisando ainda sobre a relação das pessoas com o lixo na busca de soluções;
f) Faço hoje doutorado em Meio Ambiente, pesquisando sobre Educação Ambiental;
g) Atuo com Educação Ambiental (EA), através de cursos, palestras, oficinas, participações em grupos e Redes de trabalho. Sou membro e facilitador da Rede de Educação Ambiental do Estado do Rio de Janeiro, pela qual participo de outras esferas de discussões e de decisões de políticas públicas, por exemplo, dentro do Grupo Intedisciplinar de Educação Ambiental da Secretaria do Ambiente do Estado do Rio de Janeiro;
h) Sou coordenador de Educação e Educação Ambiental de uma OSCIP de Niterói, minha cidade, com atuação em diversas cidades do estado. Atuei 5 anos como voluntário; hoje sou remunerado através de projetos. Atuamos com Educação Ambiental (coordeno um Centro de EA), fomento à cooperativas de catadores e outros projetos;
i) Nunca tive carro. Não sei nem dirigir. Assim, tudo o que fiz até hoje nos meus 37 anos de vida foi de ônibus. Tenho propriedade para criticar o sistema de transporte público do Brasil (talvez com a exceção de algumas cidade). Não sou daqueles que, já que os ônibus são uma merda, vão de carro com ar-condicionado e foda-se o povão;
j) Não como carne. Parei de comer carne por um motivo muito simples e prático: a produção de carne no Brasil está acabando com os ecossistemas, tais como a Mata Atlântica (que quase já não tem), Amazônia e Cerrado;
l) Não uso drogas. O uso da droga movimenta o tráfico - principal motivo de violência em muitas das cidades brasileiras;
m) Sou honesto. Se recebo troco a mais, devolvo; pago meus impostos (e pago mesmo, não “compro” notas como muitos que conheço); não recebo nem ofereço propinas; não compro em camelôs; não compro produtos roubados; não destruo o patrimônio público…
n) Não sou consumista inveterado. Procuro produzir o mínimo de lixo possível;
o) Estou meio parado por falta de tempo, mas sou artista plástico, atuando com pinturas e artesanato, incorporando materiais descartados em minhas obras - todas com mensagens sobre violência, destruição da natureza e outros;
p) Também escrevo. Contos, crônicas, poesias. Igualmente, minhas obras têm mensagens que fazem as pessoas pensarem. Tenho um blog sobre estes escritos (hebdomadario.com) e sugiro que você leia, por exemplo, este conto.
Acho que está bom né? É isso. Estudo, atuo, dou aulas, cursos, palestras, educação ambiental, ações pessoais, etc. Como vê, não fico só lamentando e criticando. Ajo.
E duvido que você ou outro qualquer faça mais do que eu. Você come carne? Tem carro? Estudou e trabalha pra ganhar dinheiro ou tem uma profissão que pensa na mudança social e ambiental?
E além de tudo Rafa, sim, tenho uma certa experiência internacional, pois adoro viajar. Adoro viajar justamente para conhecer outras culturas, outras pessoas e, inevitavelmente, fazemos comparações com o lugar onde vivemos. Estas comparações, para mim, não são meramente contemplativas; são acionais, impelem às ações para a melhora.
Sabe o que acontece? Compare o Brasil com um dos países miseráveis e desprovidos do vigésimo mundo e o acharemos uma maravilha. Assim não precisaremos levantar a bunda pra melhorar nada, pois cerveja no boteco, carnaval com mulher pelada e praia tá muito bom. Todo mundo com seu jeitinho brasileiro (que abomino) e tá tudo muito bom, tudo muito bem, todo mundo enganando todo mundo e parando pra beber uma depois. Quem não tem dinheiro que se foda.
Agora, compare o Brasil com um país onde as coisas funcionem, onde há respeito pelos cidadãos, onde há leis que se cumpram, e vemos o quanto podemos ainda melhorar.
Aí meu amigo, levantamos a bunda da cadeira do boteco, tiramos a fantasia e corremos atrás do prejuízo.
Abraços a todes.
10/02/2008 3 Comentários
Continuo não acreditando nesta escola! E você, que escola quer? -2-
Tentarei ser breve hoje. Estou cansado. Meus dias dariam, às vezes, cada um deles, um livro. Sei que é piegas esta frase - e é mesmo -, mas acho que dariam.
Esqueci de dizer umas coisitas no ”Não acredito nesta escola!” número um. Apesar de todo aquele blá blá blá sermaonístico que tive que ouvir da diretora - com uma rigidez rabugenta que beirava a grosseria -, eu, apesar de estar na escola há uns dois meses, nunca participei de um planejamento decente. Veja: nunca.
Todas as 6as feiras, os professores das disciplinas “sérias” matemática, português, ciências e história/geografia (são juntas) não dão aula e se juntam para fazer o “planejamento”. Os professores das outras disciplinas, as “menores”, artes e línguas, dão aulas. E nunca nos encontram!
Muito bonito ela me dizer que blá blá blá só, só, somente só se tiver um planejamento integrado e em conjunto junto nós poderíamos fazer o que fizemos (veja no link acima se você não leu). Pois este planejamento até agora eu não vi. Tudo o que fizemos foi ficar preenchendo aquele diário enorme de grande do qual eu já falei horrores aqui mesmo! Uma das 6as feiras nós ficamos arrumando as prateleiras cheias das horrendas apostilas. Isto mesmo, cares amigues: arrumando as apostilas nas prateleiras - contando, separando, limpando, matando o tempo… ops!
Nos outros dias, preencher diários. E como os diários estavam nas mãos dos outres professores… muitas vezes fiquei ali, a falar besteiras.
Alguém nos fez trabalhar em conjunto? Nos deram a oportunidade disso? Nos incitaram a tal? Nos mostraram formas? Nos proporam projetos? Nos separaram em grupos para discutir determinados temas? Conversamos sobre os problemas da escola e como resolvê-los? Pensamos em formas de nos unirmos para que os alunos realmente consigam aprender algo?
Não.
Pois é… a vida é um eterno paradoxo…
——————————————————————————————
Dindin:
a) Para que possamos todos aprender juntos e fazer um bom trabalho pela educação, pesquise títulos e compare preços de livros sobre planejamento e sala de aula! (Bondfaro)
b) E para aqueles que se sentirem tocados com meus posts, tente ler uns livros sobre o trabalho do coordenador pedagógico na escola! Compare títulos e preços com o Bondfaro.
c) Por fim, veja títulos e preços de livros sobre projetos pedagógicos, também com o Bondfaro.
——————————————————————————————
Na mesma linha:
b) A importância do coordenador pedagógico
——————————————————————————————
30/11/2007 2 Comentários
Não acredito nesta escola! E você, que escola quer?
Chamaram-me a atenção, semana passada, numa das escolas em que trabalho. Diria, aliás, que foi uma bronca mesmo. Fiquei muito puto da vida dentro deste meu corpinho bem humorado. Deve ser porque é “escola modelo”. Trabalhar em “escola modelo” pode ser bom, mas pode ser… digamos… complicado.
Pra começar, no sentido pretendido, não deveria existir escolas “modelos”. Todas deveriam sê-las. Mas deixo isto para um outro post.
Retornando. Acontece que fui broncado por ter juntado, de última hora, minha turma com a de um professor de história para assistir um filme. Disse a diretora que “não gostou nem um pouco do que viu, e que quando não gosta tem que falar!” Eu, como aprendi - ou estou aprendendo - a calar, quando não gosto de algo, tenho que escrever!
Os seus argumentos foram de que “pareceu” que colocamos nossas turmas - eu e outra professora de ciências - para assistir ao filme com o outro professor por “oportunismo”, que não foi fruto de um planejamento, coisa e tal; que os alunos percebem e se desmotivam, coisa e tal; que cada um deve trabalhar em sua sala, separados, coisa e tal; e que só, só, somente só se for o caso de um planejamento prévio, em conjunto, com introdução objetivos materiais e métodos é que poderíamos fazer algo assim e coisa e tal; que se fizermos um planejamento para aula de ciências, este planejamento não deve ser mudado, coisa e tal; que estamos em época de avaliação, não poderia perder aula, coisa e tal…
E eu, quem me viu, quem me vê, quem não me conhece não pode mais ver pra crer, quem jamais me esquece não pode reconhecer, ao mesmo tempo que aprendi a me calar - manda quem pode obedece quem tem juízo - não consigo ainda disfarçar minha cara de sentimentos impuros.
Vamos aos fatos para que entendas:
Escola à noite, de jovens e adultos. Cada professer tem sua sala, as turmas vão mudando de lugar. A minha sala é a única que tem uma TV com DVD e videocassete, com uma caixa de ferro gradeada, com cadeado, presa à parede.
Veio o professor de história perguntando se teria problema ele passar um filme na minha sala, se eu poderia trocar com ele. Disse que tudo bem e perguntei o nome do filme.
“Quase dois irmãos“, disse ele.
Putz! Este filme é uma porrada no estrômbago! Eu o vi com uma grande amiga, a Maruzza. Perguntem a ela, eu chorei adoidado no final do filme. Chorei de desesperança. Chorei de impotência. Chorei de choque de realidade.
Quando ele disse o nome do filme eu disse “só se minha turma puder assistir também!” Claro. E lá fomos nós. Tinha eu 6 alunos em sala. Seis. era uma quinta-feira que na terça foi feriado; a frequência deles já não é das melhores, a sala estava vazia, um ótimo filme para discutir assuntos da realidade deles… formô!
E então, no dia seguinte, fui chamado, por outras palavras, de opostunista… Pois é, aproveitar as oportunidades virou oportunismo!
É por isso que eu não acredito nesta escola - não falo desta especificamente, mas do modelo de escola que temos. Não acredito neste planejamento, nesta avaliação, nestas aulas, neste engessamento, nestas carteiras enfileiradas viradas pra frente, neste quadro-e-giz, nestas apostilas inócuas…
Veja: são adultos. Estão lá pra aprender? Sim, mas o quê? O que é mais importante, eu “ensinar” que ecossistema é uma comunidade biótica constituída por produtores, consumidores e decompositores fincionalmente relacionados entre si e o meio abiótico e todas as suas relações blá blá blá? Que os artrópodes são assim chamados porque têm patas articuladas? Que os seres vivos são classificados em cinco reinos com exceção do vírus? Que o reino Monera… AAAARGH!
Veja, não sou contra os “conteúdos” das disciplinas (embora também esteja mexendo em vespeiro!), mas a forma como é feito. Eles por eles não são nada!
Estas coisas desvinculadas da realidade são um engodo! Garanto, aposto e dobro a aposta que vocês que estão lendo não passariam em uma prova de ciências da 5a série! (se não forem da área, claro). E que não passariam em outras, como geografia, história… Nós não sabemos tudo!
Temos é a capacidade de aprender, de discernir, de discutir, de politizar, de construir, de raciocinar, de buscar informações, de pensar, de conversar, de ler com sentido, de ver sentido, de ouvir atento, de transformar qualquer informação em sentido, de assistir a um filme e fazer disso uma aprendizagem!
O importante é o que o aluno aprende, não o que o professor ensina!!! Então temos que fazê-los aprender - de todas as formas.
Caraca!
A diretora, ao invés de aproveitar o ensejo e direcionar a ação para um projeto, para uma ação em conjunto, para uma construção coletiva… não, cortou a ação! Deu bronca!
“Muito bom gente, e então? o que se pode tirar daí, o que se pode ensinar em ciências, em história? como podemos juntar os dois conhecimentos? como podemos desdobrar este filme em outras ações para que os alunos, ao raciocinarem sobre suas situações de vida e de cidadãos, possam ao mesmo tempo assimilar o conteúdo programático de cada disciplina?”
Não seria bem mais proveitoso para os alunos? Mas não foi.
Depois não se sabe porque tem tanta evasão na escola!
——————————————————————————————
Dindin:
Não consegui achar o DVD do filme Quase Dois Irmãos, mas quem quiser conhecer outro trabalho da mesma diretora, veja o preço do Brava Gente Brasileira no BuscaPé.
——————————————————————————————
Na mesma linha:
d) A importância dos gestores inovadores
——————————————————————————————
28/11/2007 6 Comentários
Nós que aqui estamos por vós esperamos
Hoje dei aula o dia todo. Primeiramente em um urso de eduação ambiental (já citado aqui), para uma turma em Itaboraí. Depois à noite, na educação de jovens e adultos. No curso de educação ambiental, uma das atividades que fiz foi passar o filme “Nós que aqui estamos por vós esperamos” (link 1, link 2), e é sobre ele que quero propagandear hoje.
Fantástico.
Eu já o conhecia, mas não tinha visto inteiro de cabo a rabo, como fiz hoje junto com os alunos.
Surgiram discussões diversas sobre os assuntos relatados no filme e como abordá-los na educação, de forma à mudança de paradigmas que se pretende com a educação ambiental.
Sugiro que vejam e trabalhem em sala. É uma aula de história sobre o Século XX contada por imagens e uns poucos textos que aparecem e desaparecem, com um fundo musical emocionante. Através dela, as histórias de pessoas comuns e de pessoas mais conhecidas, mas todas agentes, todas participantes da biografia deste mundo.
Pode-se trabalhar de tudo com ele: violência, desenvolvimento, ética, dominação entre os povos, natureza, natureza humana, psicologia, história, geografia, política, sociedade, artes, física, química, desenvolvimento sustentável, fordismo, economia, consumo, cultura, educação ambiental, etc. etc. etc.
Veja e me diga o que achou…
30/10/2007 1 Comentário
Formação do professor e restinho de esperança
Hoje ministrei um curso de dia inteiro em Nilópolis, sobre educação ambiental, dentro de um programa de formação de professores em Agenda 21, da Secretaria de Estado do Ambiente.
Eu gosto de trabalhar com professores. acho que dá pra plantar uma semente e, quiçá, esta semente germinar em frutos de trabalho nas escolas, através de atividades, projetos e reflexões destes professores com os alunos.
Gosto de ver os olhos brilhando de alguns, as idéias florescerem em outros, mexer com o imaginário e com aquilo que eles davam como certo e imutável em suas vidas pessoais e profissionais. É, é difícil, mas possível.
Talvez faltem espaços e oportunidades para que os professores se encontrem e reflitam sobre o que fazem. E isto é fundamental, creio, para dar novo ânimo para enfrentar o trabalho. Enfrentar mesmo, uma luta, briga, guerra, batalha diária, na busca de melhor desenvolver os alunos nas suas potencialidades e, com isto, construir uma sociedade melhor.
A educação ambiental trata disto: construir uma sociedade melhor. E estamos precisando! Dê uma olhada nisso! Sempre enfatizo a importância da educação ambiental não se restringir a aspectos puramentes individuais e comportamentais, do tipo ”faça a sua parte”. A historinha do beija-flor é muito bonitinha, mas ele NÃO RESOLVE O PROBLEMA SOZINHO! É claro que o exemplo é importante e as ações individuais também - eu mesmo pratico várias, definindo-me como um cidadão ecosocialambientalmente correto. Mas não é tudo.
Preferia na historinha acima citada, que o beija-flor organizasse uma reunião com todos os seus colegas, fizesse uma conferência às pressas (uma reunião extraordinária) e definissem todos juntos que a união faz a força e que deveriam atuar unidos. Se os outros animais não estivessem querendo participar como eles, eles fariam pressões para que se mexessem -afinal, a mata é um bem difuso - bicando a bunda de todos eles até que fossem para a beira do rio pegar água pra apagar o incêndio!
É… isto dá mais trabalho… mas a educação ambiental deve agir assim.
——————————————————————————————
Na mesma linha: http://fabiodeboni.blogs.sapo.pt/19205.html
29/10/2007 6 Comentários