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	<title>Diário do Professor &#187; Textos e artigos acadêmicos</title>
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	<description>Informações Docentes, Discentes e Decentes</description>
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		<title>Como citar as fontes&#8230; Conversa sobre citações em trabalhos acadêmicos</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2011/11/08/como-citar-as-fontes-conversa-sobre-citacoes-em-trabalhos-academicos/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 01:41:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Para estudantes]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e artigos acadêmicos]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhos acadêmicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Este texto eu fiz para meus alunos de pós-graduação à distância.

Percebi que muitos trabalhos vem com diversos pedaços copiados.


Então fiz este texto orientando a forma correta de citar, pois percebi que muitos os faziam por ignorância mesmo, por falta de conhecimento de como escrever um texto acadêmico (sem contar os “propositais”).
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este texto eu fiz para meus alunos de <strong>pós-graduação à distância</strong>.</p>
<p>Percebi que muitos trabalhos vem com diversos pedaços copiados.</p>
<p>Muitas, vezes, capítulos inteiros, senão todo o trabalho.</p>
<p>Esta questão de <strong>plágio no meio acadêmico</strong> está se tornando uma epidemia, especialmente com as facilidades advindas da internet.</p>
<p>“CTRL C CTRL V” virou forma de escrever…</p>
<p>Então fiz este texto orientando a <strong>forma correta de citar</strong> (ou uma delas), pois percebi que muitos faziam por ignorância mesmo, por falta de conhecimento de <strong>como escrever um texto acadêmico</strong> (sem contar os “propositais”).</p>
<p>Estou inserindo o texto aqui e quem quiser utiliza-lo, fique a vontade, bastando <strong>citar a fonte</strong> (re re re).</p>
<p>Quem perceber alguma falha minha nas orientações, peço o favor de avisar.</p>
<p>Abraços,</p>
<p align="right">Declev Reynier Dib-Ferreira<br />
Professor</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="center"><strong>Considerações sobre cópias, citações, plágios e outros bichos</strong></p>
<p align="right">por<strong> <em>Declev Reynier Dib-Ferreira</em> </strong></p>
<p align="right"><strong><a href="http://diariodoprofessor.com">http://diariodoprofessor.com</a> </strong></p>
<p align="right"><strong>Professor-Orientador de TCC</strong></p>
<p align="right">
<p style="text-align: justify;">Nenhum conhecimento adquirido em outro trabalho é utilizado sem dar o crédito e nada, absolutamente nada se copia sem deixar muito claro de que se utilizou daquele conhecimento adquirido ou se copiou aquele pedaço de texto. Por menor que seja.</p>
<p style="text-align: justify;">Em um trabalho científico não ter cuidado com isso é perigosíssimo. É <strong>plágio</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">É claro que deve-se fazer pesquisas e utilizar as informações mais relevantes para fazer o seu texto. Mas, repetindo, é para fazer o <strong>SEU</strong> texto. As informações devem fazer parte de seu texto, não SER o seu texto!</p>
<p style="text-align: justify;">Você tem que entender as informações lidas de um texto, mesclá-las com de outras fontes e com suas próprias palavras. Então você vai ler, entender, fazer anotações, pegar as coisas mais importantes e construir <strong>um texto seu</strong>, com as SUAS palavras.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, como fazer isso sem ser plágio (que é crime)?</p>
<p style="text-align: justify;">Pode-se, sim, retirar pedaços inteiros da sua fonte e colocá-los no seu texto, sem problemas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas quando utilizamos uma ideia contida em um texto para construir nosso próprio texto, devemos obrigatoriamente <strong>citar a fonte</strong> – seja quando for uma citação direta (igual ao texto lido, uma cópia literal de um pedaço), seja quando não for uma cópia direta. E há regras claras para isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejamos:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Caso 1 – </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quando se utiliza algo que você apreendeu de outro trabalho, uma ideia, um conhecimento, <span style="text-decoration: underline;">sem ser cópia literal</span>.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Neste caso, deve-se citar o outro autor <span style="text-decoration: underline;">na parte em que você utiliza a ideia dele</span>, e o seu trabalho deve estar na sua bibliografia.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste caso, coloca-se, por exemplo, no final da frase: (DIB-FERREIRA, 2005), onde &#8220;Dib-Ferreira&#8221; é o último sobrenome do autor e 2005 é o ano de sua obra.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou, também, o nome do autor pode estar na frase que você mesmo escreveu: “Conforme Dib-Ferreira (2005) analisou, o lixo nem sempre é visto como vilão&#8230;”.</p>
<p style="text-align: justify;">O texto utilizado, como dito antes, deve ser citado nas referências, ao final do seu trabalho (e que também há regras para tal). Veja:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">DIB-FERREIRA, Declev Reynier. <strong>As Diversas Visões do Lixo</strong>. Dissertação de Mestrado. Niterói: Universidade Federal Fluminense, Instituto de Geociências, Mestrado em Ciência Ambiental, 2005.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Caso 2 – </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quando se utiliza um <span style="text-decoration: underline;">pedaço copiado</span> de outro autor – <span style="text-decoration: underline;">Pequeno</span>, com 3 linhas ou menos.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Neste caso, o pedaço copiado (por menor que seja) vem <span style="text-decoration: underline;">entre &#8220;aspas&#8221;</span> e, na citação, vem também a página de onde tirou, além do sobrenome e ano da publicação. As aspas dirão que o pedaço é cópia. Nas referências, ao final do seu trabalho, é igual ao caso anterior.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja o exemplo:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">“Devemos refletir se uma pedagogia baseada na descartabilidade e seu posterior aproveitamento pela coleta seletiva/reciclagem é de fato sustentável” (DIB-FERREIRA, 2005, p.150).</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Ou</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Conforme Dib-Ferreira (2005, p.150) afirma, “devemos refletir se uma pedagogia baseada na descartabilidade e seu posterior aproveitamento pela coleta seletiva/reciclagem é de fato sustentável”.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Caso 3 – Quando se utiliza um <span style="text-decoration: underline;">pedaço copiado</span> de outro autor – <span style="text-decoration: underline;">Grande</span>, com 4 linhas ou mais.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Neste caso, a citação deve vir com <strong>recuo no texto de 4 cm, em fonte menor e espaçamento 1</strong>, bem destacado. Como já está destacado, não precisa nem de “aspas”.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja o exemplo:</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo Dib-Ferreira (2006, p. 149),</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">devemos nos comprometer com uma educação ambiental e com políticas públicas que questionem o modelo de sociedade que estamos construindo – baseada no consumo, na descartabilidade e na injustiça social, a qual poderá fatalmente nos levar a uma crise ambiental e social de grandes proporções e solução cada vez mais complexa.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Observações:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Quando você retira alguma coisa de algum autor de dentro do texto de outro autor, você usa o “apud”. As regras acima são as mesmas, mas na hora de citar a fonte, você cita, por exemplo:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Eigenheer (2000, apud DIB-FERREIRA, 2005)</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">ou</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">(EIGENHEER, 2000 apud DIB-FERREIRA, 2005)</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, as palavras são de Eigenheer, mas você as viu em Dib-Ferreira. Nas referências, você coloca a referência de Eigenheer (que você pega no trabalho que você leu), seguido de apud e a referência do Dib-Ferreira.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Considerações Finais:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Construir um texto dá trabalho. Ele tem que ser <strong>SEU</strong>. Não se pode simplesmente pegar partes aqui e acolá e copiá-las, fazendo um Frankstein a partir da cópia de pedaços de outros autores. Deve-se escrever com suas próprias palavras.</p>
<p style="text-align: justify;">Você gostou do que os outros autores escreveram? Ótimo! Mas foram ELES que escreveram, não você! Então, <span style="text-decoration: underline;">não pode dizer que é seu</span>. Assim como também <span style="text-decoration: underline;">não pode <strong><em>não</em> dizer</strong> que não é seu</span>.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso que existem as regras.</p>



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		</item>
		<item>
		<title>Minha tese de doutorado</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2010/12/14/minha-tese-de-doutorado/</link>
		<comments>http://diariodoprofessor.com/2010/12/14/minha-tese-de-doutorado/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 00:37:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas: Livros textos artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e artigos acadêmicos]]></category>
		<category><![CDATA[Tese]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://diariodoprofessor.com/?p=1233</guid>
		<description><![CDATA[Apresento minha tese de doutorado. 

Chama-se Educação Ambiental na Educação Formal: do Paradigma Moderno ao Paradigma da Complexidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de alguns meses… </p>
<p>Acho que chegou a hora de divulgar minha tese de doutorado.</p>
<p>Sim, sobrevivi…</p>
<p>O trabalho foi desenvolvido no <strong>doutorado em Meio Ambiente </strong>na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (<strong>UERJ</strong>).</p>
<p>Chama-se <strong>Educação Ambiental na Educação Formal: do Paradigma Moderno ao Paradigma da Complexidade.</strong></p>
<p>Eis o resumo:</p>
<p>DIB-FERREIRA, Declev Reynier. <em>Educação ambiental na educação formal: do paradigma moderno ao paradigma da complexidade</em>. 193f. Tese (Doutorado em Meio Ambiente) – Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2010.</p>
<p> A educação ambiental vem sendo disseminada por grande parte das escolas do país, conforme atestam pesquisas oficiais, mas uma lenta transformação a acompanha no que diz respeito à mudança dos princípios do modelo de desenvolvimento industrial, que enfatiza o consumismo como estratégia de reprodução. Ao mesmo tempo em que as pesquisas sugerem uma ampliação da consciência ambiental da sociedade como um todo, percebe-se um acirramento dos problemas socioambientais e soluções sendo alcançadas em escala inferior ao patamar considerado desejado. Onde estaria, então, o problema? Qual a razão desta possível defasagem educação ambiental x resultados? Foi com o intuito de responder a estas perguntas que essa tese foi realizada. Parte-se de uma percepção de que a Educação Ambiental praticada na escola reflete e acentua o paradigma moderno hegemônico, que se baseia em uma concepção dualista homem / natureza, em que uma está a serviço do outro, sem promover o questionamento sobre os desdobramentos da adoção dos valores da sociedade de consumo no desequilíbrio da vida no planeta. Essa dicotomia entre cultura e natureza, sociedade e ciência, sujeito e objeto se reflete na busca de soluções parciais, incompletas, visando-se apenas a uma parte do problema socioambiental, que não é visto como um sistema complexo. A educação ambiental realizada nessas bases dificulta a reunião das condições necessárias à mudança das estruturas da atual sociedade brasileira e à busca das soluções dos seus problemas socioambientais. Nessa perspectiva, esse trabalho objetiva criar subsídios para um caminho para a educação ambiental que possa contribuir para uma visão complexa da realidade e dos problemas socioambientais, na busca de soluções mais abrangentes. Para isto, procura entender: a) como a teoria da complexidade poderia colaborar para esta mudança; b) em quais modelos práticos e teóricos a Educação Ambiental ocorre no Brasil, ou seja, quais as diversas tendências da educação ambiental brasileira; e c) como esses modelos se expressam nas práticas dos professores analisando-se artigos publicados em anais de seminários, congressos e/ou encontros sobre o tema.</p>
<p>Palavras-chave: Educação Ambiental. Educação Formal. Paradigmas. Complexidade.</p>
<p>Ei-la. Divirtam-se:</p>
<p><strong><a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2010/12/Tese-DIB-FERREIRA-Declev-Reynier-versão-final1.pdf">Tese de Doutorado &#8211; Declev Reynier Dib-Ferreira</a></strong></p>
<p>Declev Reynier Dib-Ferreira<br />
Sobrevivente</p>



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		<title>Livro do VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Oct 2010 14:09:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas: Livros textos artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e artigos acadêmicos]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[VI Fórum]]></category>

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		<description><![CDATA[Finalmente o livro do VI Fórum, intitulado “O VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental – Participação, Cidadania e Educação Ambiental”, está pronto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Finalmente o livro do VI Fórum, intitulado “O VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental – Participação, Cidadania e Educação Ambiental”, está pronto.</p>
<p>Pra quem não lembra, o VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental foi o mega evento que eu organizei em julho de 2009, no campus da UFRJ, na Praia Vermelha, aqui no Rio de Janeiro.</p>
<p>Pra lembrar: <a href="http://diariodoprofessor.com/2009/08/24/vi-forum-brasileiro-de-educacao-ambiental-meu-filho-nasceu/" target="_blank">VI Fórum</a>.</p>
<p>São artigos de mais de vinte autores que atuam com educação ambiental em diversas regiões do país, todos participantes das mesas de debates ocorridas no VI Fórum, falando sobre suas experiências, seus saberes, seus trabalhos.</p>
<p>O livro foi patrocinado pelo BNDES e organizado por mim e Jacqueline Guerreiro.</p>
<p>Está autorizada sua divulgação em qualquer outro site que tenha interesse, assim como sua reprodução para fins não comerciais, desde que seus organizadores e autores sejam devidamente citados.</p>
<p>Quem quiser o livro, basta baixá-lo por este link:</p>
<p><a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2011/02/Livro-VI-Fórum-versão-final.pdf">Livro VI Fórum &#8211; versão final</a></p>
<p>Abraços,</p>
<p style="text-align: right;">Declev Reynier Dib-Ferreira<br />
Cicatrizando feridas abertas</p>



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		<title>Entrevista para o jornal Folha Dirigida</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2008/11/07/entrevista-para-o-jornal-folha-dirigida/</link>
		<comments>http://diariodoprofessor.com/2008/11/07/entrevista-para-o-jornal-folha-dirigida/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 08 Nov 2008 02:02:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e artigos acadêmicos]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhos]]></category>
		<category><![CDATA[Problemas escolares]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhos acadêmicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Entrevista que dei para o jornal Folha Dirigida, aqui do Rio de Janeiro. Nela, falo de experiências envolvendo casos de agressão de alunos, sentimentos de impotência, doenças e conflitos de autoridade com outras instâncias, tais como os conselhos tutelares.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tive o privilégio de ser convidado a conceder uma entrevista ao jornal Folha Dirigida, aqui do Rio.</p>
<p>É um jornal especializado em concursos diversos, mas tem seções e cadernos direcionados à Educação e aos professores.</p>
<p>Eles chegaram até moi através deste belo site que vos é lido. Bacana, não?</p>
<p>O interesse veio pelo artigo <a href="http://diariodoprofessor.com/2007/11/16/ser-professor-e-correr-riscos/" target="_blank">Ser professor é correr riscos?.</a></p>
<p style="text-align: center;">Saiu na <strong>Folha Dirigida</strong> do dia <strong>15 de outubro de 2008</strong>, <strong>Suplemento do Professor</strong>, <strong>caderno 2</strong>, <strong>página 15</strong>. O nome da chamada foi <strong>&#8220;Professor, profissão perigo&#8221;</strong> e o entrevistador e autor foi o <strong>Renato Deccache.</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><br />
</strong></p>
<p>Divirtam-se&#8230;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Professor, profissão perigo</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong></p>
<p style="text-align: center;">Renato Deccache &#8211; Folha Dirigida, 15/10/08</p>
<p style="text-align: center;">Entrevista com Declev Reynier Dib-Ferreira</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Se o professor tivesse R$5 mil de salário, possivelmente também trabalharia em três ou quatro escolas para ganhar R$15 mil a R$20 mil por mês. Então, acho que é preciso criar condições de fazer com que o professor se dedique mais à escola e não à profissão exatamente&#8221;</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Salário não é sinônimo de bom trabalho. É só pensarmos em políticos e juízes. Eles têm ótimos salários mas não vemos um trabalho condizente com o que recebem&#8221;</p>
<p style="padding-left: 30px;">&#8220;Há um aluno em uma de minhas turmas que não faz nada, por mais que eu tente formas diferentes. Conversei com a mãe dele, que disse não saber o que fazer. Ela queria colocá-lo para trabalhar, mas não pode, por ser menor de idade. Ela é obrigada a colocá-lo na escola, mesmo sem ele querer, pois, do contrário, pode sofrer sanções penais. E se nem a mãe sabe o que fazer, o que eu faço com um caso destes?&#8221;</p>
<p style="padding-left: 30px;">
<p style="text-align: justify;">O professor Declev Reynier Dib-Ferreira fala de experiências vividas por ele &#8211; e por seus colegas de profissão &#8211; envolvendo casos de agressão de alunos, sentimentos de impotência, somatização de doenças e até conflitos de autoridade com os conselhos tutelares. Dificuldades que, experimentadas no dia-a-dia, traduzem os muitos percalços enfrentados por todos aqueles que, apesar de tudo isso, ainda encontram prazer no labor do magistério.</p>
<p style="text-align: justify;">Há cerca de nove anos o então biólogo Declev Reynier Dib-Ferreira deixava de lado a pretensão inicial de ser pesquisador para tornar-se professor de Ciências Biológicas no ensino fundamental. O período, dedicado a uma escola municipal de Niterói e outra da rede municipal do Rio na qual trabalha até hoje, foi suficiente para conhecer de perto alguns dos riscos da profissão. O mais temido deles, ser vítima de violência por parte dos próprios alunos, ele viu de perto. E não só na condição de alvo &#8211; por pouco não foi atingido por uma pedrada que estraçalhou o vidro da sala em que estava. O educador também assistiu ao drama de colegas agredidos e humilhados por bandidos, alunos ou não.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Este risco passa pela própria profissão, que não é valorizada, e ainda pela impunidade que existe em toda a sociedade e que se reproduz na escola&#8221;, analisa Declev, que é mestre em Ciência Ambiental pela UFF, cursa doutorado em Meio Ambiente na Uerj e coordena a área de Ciências Naturais da Fundação Municipal de Educação de Niterói.</p>
<p style="text-align: justify;">Para contar suas experiências em sala, Declev criou o Diário do Professor, um blog em que escreve artigos sobre assuntos variados, a maior parte deles relacionados ao cotidiano da escola. No espaço, ele fala não só dos riscos da profissão, mas mostra a visão otimista de quem acredita que, na maior parte dos casos, é possível fazer o aluno gostar de estudar. Para isto, defende, é preciso mudar alguns parâmetros do ensino de hoje. &#8220;Uma coisa é ter salas de aula que têm carteiras viradas para um quadro, outra é ter um espaço com uma disposição que facilite um trabalho mais dinâmico.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Nesta entrevista, Declev mostra algumas das preocupações de quem ensina nas salas de aula Brasil a fora. Para ele, bom salário é, sem dúvida, importante, mas falta mais atenção às condições de trabalho. Os mestres se ressentem também de infra-estrutura para dar aulas melhores e de apoio, em especial nos casos de alunos que nem os pais conseguem controlar. &#8220;Se ele ficar em minha sala, quieto, pelo menos dou aula para os outros. Agora, se ele resolve bagunçar? Me preocupo com ele ou com os outros 25, 30 que estão na mesma sala?&#8221;, questiona o professor que, mesmo diante das dificuldades, conseguiu descobrir o caminho para se realizar no magistério. &#8220;Acho que está valendo a pena ser professor por sempre tentar fazer algo diferente&#8221;, concluiu Declev Dib-Ferreira.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Em seu blog, &#8220;Diário do Professor&#8221;, o senhor escreveu um artigo no qual fala sobre os riscos de ser professor. Quais são eles?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Declev Dib-Ferreira — Para começar, nem sempre trabalhamos nas regiões centrais das cidades. Dependendo de onde se localiza a escola, muitas vezes, se trabalha em locais perigosos. Se há um tiroteio, uma guerra entre policiais e traficantes, estamos no meio do confronto. Eu nunca passei por uma situação como esta, mas já ouvi relatos de muitos colegas que, durante a aula, tiveram de se jogar no chão quando ocorrem tiroteios próximo de onde trabalham. No meu blog, mostro a foto de uma pedra atirada contra a escola, que quebrou a janela de minha sala e passou entre mim e uma aluna. Então, há este risco da própria violência local, que, muitas vezes, entra na escola. A região do colégio em que trabalho, no bairro do Caju, é dominada por mais de uma facção criminosa. E estamos no meio desta guerra. Não temos muito problema pois há alunos que pertencem a estas facções. Mas, muitas vezes, a violência entra mesmo. São vários os casos em que controlamos brigas, encontramos revólveres e facas com alunos e percebemos a entrada de pessoas do bairro que não são estudantes. Estamos sujeitos a isto no dia-a-dia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O senhor relatou o caso de uma pedra que foi jogada em sua sala de aula e que quase o atingiu. Também não é raro ouvir relatos de professores que são agredidos por alunos. Por que se perdeu o respeito?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não foram só os alunos que perderam este respeito. Todo mundo perdeu. A própria educação perdeu o valor. E se isto aconteceu, aqueles que são responsáveis pelo trabalho educacional também passam a não ter valor. Antigamente, as pessoas estudavam para ganhar dinheiro e ser alguém na vida. Hoje em dia, parece que não há mais esta perspectiva entre nossos estudantes. E também, antigamente, este respeito à escola e aos professores existia muito por um certo medo que os estudantes tinham dos professores e dos pais. Hoje, não há mais esta rigidez. Muitas vezes, nem os pais agüentam estes alunos mais problemáticos e são agredidos por eles. Imagine como fica a situação do professor. No meu blog eu relato o caso de uma professora, uma senhora de 50 anos, que teve a bolsa pichada com xingamentos e a sigla de uma facção criminosa. Na minha escola, há o caso de uma professora negra que tem de ouvir as mais preconceituosas baixarias de estudantes. E não se faz nada. Se o aluno tivesse algum tipo de punição, talvez pudesse existir algum freio. Mas nada acontece&#8230; E daí surge a impunidade. Este risco passa pela própria profissão do professor, que não é valorizada, e ainda pela impunidade que existe hoje em dia em toda a sociedade e que se reproduz na escola.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O que autoridades e até alguns estudiosos em Educação defendem é que, em situações como esta, a melhor estratégia é conquistar o estudante e levá-lo a gostar da escola. E sustentam ainda que o trabalho do professor é fundamental para este objetivo. O senhor acredita nisto?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que é possível. Mas, temos vários poréns. Em primeiro lugar, o professor precisa estar motivado para isto e preparado. O que não é possível para quem tem três, quatro, cinco empregos. O professor entra na escola, vai para a sala e, quando termina a aula, é para sair da escola. Então, não há nem tempo para se preparar, fazer uma pesquisa, reunir materiais. E em casa não dá porque ele já chega exausto. O segundo ponto é a própria estrutura da escola. Conheço vários professores que tentam fazer alguma coisa e que não conseguem. Aí, me refiro a problemas de estrutura física, rigidez dos horários, pouco tempo que o professor tem na escola para fazer coisas diferentes, a falta de material. Tudo isto atrapalha. Há também o número de alunos. Motivar 15 estudantes é uma coisa, 40 é outra completamente diferente. Uma coisa é ter salas de aula que têm carteiras viradas para um quadro, outra é ter um espaço com uma disposição que facilite um trabalho mais dinâmico, que é o que tento fazer lá. Então, resolvendo-se estes pontos, que são gargalos, acho que é possível motivar a maior parte dos alunos. Em geral, os casos de professores que conseguem isto são aqueles em que o número de alunos nas salas é menor, as escolas possuem melhor estrutura, há tempo de planejar as aulas ou é possível realizar atividades no contra-turno. Ou seja, tem alguma coisa a mais e bem diferente do que é a maioria das escolas, onde os alunos entram para ficar quatro horas, sentados em uma cadeira para assistir aulas e depois ir embora.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Em uma das passagens encontradas em seu blog, o senhor diz que o professor se sente, por muitas vezes, como &#8220;Daniel na cova dos leões&#8221;. O que quis dizer com isto?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Talvez seja até uma posição pessoal minha, pois detesto esta estrutura de sala de aula que existe. Nos dias de hoje, em que há inúmeros recursos disponíveis como televisão, jogos, computador, internet, tudo isto que é tão dinâmico, o que se faz é colocar os alunos em uma sala de aula em que ele só tem cadeira, quadro e um livro didático que, na maior parte dos casos, nem é tão interessante assim. Há turmas em que até se consegue trabalhar com isto. Mas, há casos em que não tem jeito. Em uma turma de 40 adolescentes, cujo interesse não é exatamente a matéria que o professor quer ensinar, é complicado. O professor só tem a si próprio e um quadro. Não há profissionais de apoio na retaguarda. Falta também tempo, materiais e uma estrutura diferente de escola. É como se dissessem: se vira com seus 40 alunos. E muitas vezes, o professor é considerado bom quando consegue fazer com que seus 40 estudantes fiquem sentados, quietos, sem fazer nada.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Hoje em dia, o magistério compõe uma classe numerosa e com um certo poder de fogo. Por que, então, é tão difícil reunir forças para uma mobilização que traga melhorias efetivas para questões básicas, como as condições de trabalho? Acha que o foco da mobilização sindical está errado?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Acho que está. Sou contra qualquer sindicato. Não gosto de nada corporativo. Não temos de lutar por uma causa só de uma profissão, de um profissional. Então, sempre que vejo a luta de um sindicato, a realização de greves, em geral, a maior motivação é conseguir aumento salarial. Mas, o salário não é o único problema. É o salário, a falta de tempo, a estrutura da escola, tudo o que já comentei. E esta estrutura de horário de hoje, em que os professores têm de trabalhar em várias escolas, acaba por desmobilizar a categoria. Imagine se os professores trabalhassem só em uma escola, durante todo o dia. Aí teríamos tempo de conversar, discutir, debater e até fazer uma pressão para melhorar. Na escola em que trabalho, há cerca de 50 professores. Se eu encontro com dez, semanalmente, é muito. E como vamos nos fortalecer sem nos ver? É complicado.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Nas pautas dos sindicatos, realmente a questão do reajuste salarial é prioritária, mas há também outras reivindicações referentes às condições de trabalho. Qual o problema então?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O problema é que estes outros itens são pouco trabalhados. Não há uma pressão para que estas reivindicações sejam atendidas. Se dobrássemos, triplicássemos os salários, não mudaria muito. Se o professor tivesse R$5 mil de salário, possivelmente também trabalharia em três ou quatro escolas para ganhar R$15 mil a R$20 mil por mês. Então, acho que é preciso criar condições de fazer com que o professor se dedique mais à escola e não à profissão exatamente. Ela tinha de estar a serviço de uma escola. Quando alguém leciona em duas, três, vai só para dar aula e não para fazer uma educação diferente, pois não há meios de fazer isto. Os professores deveriam se mobilizar mais pela melhoria das condições de trabalho. Hoje, em uma greve que tenha dezenas de reivindicações na pauta, se o reajuste salarial for concedido, acaba o movimento. Não quero dizer que não é preciso aumentar a remuneração, mas que este é só um dos pontos. Salário não é sinônimo de bom trabalho. É só pensarmos em políticos e juízes. Eles têm ótimos salários mas não vemos um trabalho condizente com o que recebem.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Uma boa relação na sala de aula é fundamental para o bom aprendizado. Muitos professores, no entanto, hoje sofrem na posição de quase reféns, sob ameaça de estudantes. Como se comportar nesta situação? Como reverter isto?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É possível resgatar o respeito e a autoridade que o professor já teve em outras épocas. Mas, acredito que isto tem que ser feito pedagogicamente. Por isto, acho que a escola tem que mudar. Querer que 30, 40 adolescentes fiquem sentados em uma cadeira lendo um livro, assistindo a uma aula, é difícil. E, teoricamente, eles vão para a escola só para fazer isto. Acho que se tivéssemos uma dinâmica diferente, trabalhando com oficinas, atividades extra-classe intercaladas com as aulas, atuando com grupos menores, talvez conseguíssemos fazer com que os estudantes se interessassem e nos respeitassem um pouco mais.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Diante de um quadro onde falta respeito dos alunos, parceria com as famílias, respaldo das autoridades educacionais, entre outros problemas, o professor se sente impotente?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Acho que se sente impotente. E, com isto, fica doente. Conheço vários colegas que estão de licença por depressão, crise nervosa. E não se trata, como muitos dizem, de pegar licença para ficar sem trabalhar. Eles estão de fato doentes, justamente por esta impotência. Não é que queiram fugir do trabalho. Mas, se não têm condições de ensinar as pessoas, sente-se reféns. E o detalhe é que, em muitos casos, temos de ensinar àqueles que não querem aprender, por mais que nos esforcemos para fazer algo diferenciado, interessante. Há um aluno em uma de minhas turmas que não faz nada, por mais que eu tente formas diferentes. Conversei com a mãe dele, que disse não saber o que fazer. Ela queria colocá-lo para trabalhar, mas não pode, por ser menor de idade. Ela é obrigada a colocá-lo na escola, mesmo sem ele querer, pois, do contrário, pode sofrer sanções penais. E se nem a mãe sabe o que fazer, o que eu faço com um caso destes? Se ele ficar em minha sala, quieto, pelo menos, dou aula para os outros. Agora, se ele resolve bagunçar? Me preocupo com ele ou com os outros 25, ou 30 que estão na mesma sala? É principalmente em casos como estes que nos sentimos reféns.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>O senhor também critica muito, em seu blog, a atuação dos conselhos tutelares, do Ministério Público. Por quê?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Somente em uma oportunidade vi um conselheiro tutelar, que deu uma palestra na escola em que trabalho, comentar e até ser incisivo com os pais sobre as obrigações do estudante para com a escola. Ele frisou que o aluno não tem só direito, que pode fazer o que quer. Só este disse que pode haver punição. Todas as outras experiências que tive com conselho tutelar não foram positivas neste ponto educativo, principalmente nos casos de alunos que trazem mais problemas. Pode ser que exista, mas ainda não vi uma parceria da escola com o conselho tutelar, como também não há parceria com o posto de saúde, com o clube da região local. E o aluno precisa da parceria com todas estas instituições, deste trabalho conjunto.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>A formação dos professores nas universidades, em geral, não dá conta desta realidade que vocês, por vezes, enfrentam? O que é preciso existir nestes cursos para que o professor chegue mais preparado para o pior que ele pode enfrentar em uma sala de aula?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Por melhor que possa ser a formação inicial, só mesmo a prática e a formação continuada e em serviço é que podem fazer o professor aprender. Uma das formas seria apostar mais nos estágios. É preciso que exista maior vivência do dia-a-dia da escola por parte do professor em formação. Talvez seja interessante também estreitar o contato entre universidade e escola. Professores universitários e da educação básica vivem realidades totalmente diferentes. Então, se um professor universitário não passou pelo ensino básico, pelo menos, tem poucas condições de passar esta realidade das escolas. Por isso, acho importante estreitar esta relação, talvez conversando mais com profissionais da educação básica ou levando alunos para conhecer colégios.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Diante de todas estas adversidades e riscos colocados, o senhor diria que ainda vale a pena ser professor?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Eu gosto. Não queria, mas gosto. E gosto por tentar fazer algo diferente. Desde que comecei a dar aulas, sempre atuei com projetos. Sou professor de Ciências e, por isso, sempre procurei trabalhar com aulas práticas, principalmente em laboratórios. Na escola em que trabalho, no Caju, tenho a bênção de ter uma sala de Ciências e procuro organizá-la da forma que uma escola tem que ser. Em vez de carteiras individuais, colocamos mesas para trabalho em grupo; tenho aquário, terrários, livros, dicionários, enciclopédias, materiais de exposição, arte, tudo espalhado pela sala. Acho que toda sala de aula deveria ser desta forma. Temos de quebrar este paradigma de que sala de aula é só carteira e quadro-negro. Toda sala deveria ter computador, televisão. Acho que está valendo a pena ser professor por sempre tentar fazer algo diferente.</p>



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		<title>Pra início de conversa &#8211; o que é meio ambiente?</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2008/09/29/pra-inicio-de-conversa-o-que-e-meio-ambiente/</link>
		<comments>http://diariodoprofessor.com/2008/09/29/pra-inicio-de-conversa-o-que-e-meio-ambiente/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Sep 2008 20:51:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas: Livros textos artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e artigos acadêmicos]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhos acadêmicos]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse texto eu fiz, a pedido, para um jornal de bairro, o &#8220;Folha da Ilha&#8221;, aqui do Rio de Janeiro. Como foi o primeiro de uma série, tem o tom de um início de conversa, por isso o nome. Já foi publicado e, por isso, republico aqui, assim como eu farei com os outros. Divirtam-se&#8230; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse texto eu fiz, a pedido, para um jornal de bairro, o &#8220;Folha da Ilha&#8221;, aqui do Rio de Janeiro.</p>
<p>Como foi o primeiro de uma série, tem o tom de um início de conversa, por isso o nome.</p>
<p>Já foi publicado e, por isso, republico aqui, assim como eu farei com os outros.</p>
<p>Divirtam-se&#8230;</p>
<p> </p>
<p>Referência:</p>
<p>DIB-FERREIRA, Declev Reynier. <em>Pra início de Conversa. In:</em> <strong>Jornal Folha da Ilha</strong>. Rio de Janeiro: RJ, n.º 12, ANO I, setembro, 2008, p.9. </p>
<p> </p>
<p><strong>PRA INÍCIO DE CONVERSA</strong></p>
<p>Nossa cabeça normalmente pulula de pensamentos. Somos assolados minuto a minuto com eles, em uma rapidez absurda. A vontade que temos, muitas vezes, é colocá-los pra fora, em ordem, num papel, mostrá-los ao mundo, discutir nossas idéias, conversar com os outros e achar pontos em comum.</p>
<p>Ao fazê-lo por escrito, aqui, é isso o que pretendo: lançar sementes de idéias, que possam crescer e, quiçá, darem outros frutos e novas sementes. Disseminar pensamentos não absolutos, mas que possam servir de inspiração para uma rica discussão sobre os temas abordados.</p>
<p>Uma floresta de idéias.</p>
<p>Ao ser convidado a escrever ao jornal, vislumbro a oportunidade iniciar a plantá-la. E aproveito estendendo o convite à discussão, comentários, concordância ou discordância de quem ler.</p>
<p>E em se tratando de meio ambiente, apesar do aparente consenso, muitos embates se apresentam.</p>
<p>Falar sobre meio ambiente hoje é “moda”, mas nem sempre foi assim. A premência do assunto vem acompanhando a necessidade da própria mudança no que fazemos com nosso meio. E o nosso meio é onde vivemos.</p>
<p>Falar sobre meio ambiente é, portanto, falar de onde vivemos. Encontramos em muitas fontes a referência ao Planeta, à Terra, à “Nave Mãe”. É certo que aqui vivemos, mas, antes disso, nosso meio ambiente é outro.</p>
<p>Podemos tratar sobre Aquecimento Global, Camada de Ozônio, Desmatamento da Amazônia – e vamos fazê-lo em outras oportunidades –, mas temos um ambiente mais próximo de nós para nos preocuparmos também.</p>
<p>Meio ambiente é tudo o que tem a ver com nossa vida, tudo o que nos cerca e nos influencia. É o conjunto de fatores naturais, sociais e culturais que nos envolve e com os quais interagimos. Nosso corpo e tudo o que a ele se refere – alimentação, estresse, saúde, bebidas, drogas, exercícios, etc. –, nossa casa, nossa família, nosso local de trabalho&#8230;</p>
<p>Como é nosso meio ambiente? Esse que está ao nosso redor, diretamente ao nosso redor, com o qual lidamos diariamente? O que fazemos com nosso meio ambiente? O que fazemos pra melhorá-lo ou não? O que fazemos que o transforma em um local cada vez pior?</p>
<p>São questões que esquecemos no meio da roda viva do dia-a-dia. Mas  transformar o local onde vivemos em um lugar melhor pra todos é tarefa de todos. Uma melhor habitação, melhor qualidade de alimentação, um melhor transporte público, trabalho digno, formas de lazer adequadas, prevenção de doenças e tratamento da saúde quando necessário, respeito mútuo, especialmente aos mais jovens, aos mais idosos, aos mais necessitados&#8230;</p>
<p>Fazer a nossa parte é um começo, mas não o suficiente. Batalhar por uma rua melhor, um bairro melhor, uma cidade melhor deve ser constante, e isso não se faz sozinho. É necessário participação, união, a força do trabalho em conjunto. É necessário, além do que podemos fazer por nós mesmos, o que podemos fazer juntos.</p>
<p>Por isso a força do coletivo, da reivindicação, da ação política.</p>
<p>Devemos caminhar para a evolução desta democracia representativa que nos imobiliza – quando votamos em alguém e achamos que ele fará tudo por nós, deixando nosso “meio” em suas mãos – para uma democracia participativa, quando, além de votar, direcionamos nossos representantes para uma atuação voltada a toda sociedade, para o bem comum.<br />
Isso inclui o meio ambiente. Isso pode começar agora.</p>
<p>Estamos em época de eleição. Será que em quem votaremos trabalhará para o bem do nosso meio ambiente? E será que nós o ajudaremos – com fiscalização, cobranças, colaborações – para que isso aconteça?</p>



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		<title>Como os projetos podem ampliar o espaço e o tempo da sala de aula</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Sep 2008 03:53:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas: Livros textos artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Projetos]]></category>
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		<description><![CDATA[Olá a todes, Disponibilizo aqui mais um artigo meu, fruto de um trabalho apresentado no II EREBIO &#8211; Encontro Regional de Ensino de Biologia. Ele é de 2003, do tempo em que eu ainda estava na escola em Niterói. Como sabem &#8211; ou não &#8211; eu agora estou na Fundação Municipal de Educação, no Núcleo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá a todes,</p>
<p>Disponibilizo aqui mais um artigo meu, fruto de um trabalho apresentado no II EREBIO &#8211; Encontro Regional de Ensino de Biologia.</p>
<p>Ele é de 2003, do tempo em que eu ainda estava na escola em Niterói.</p>
<p>Como sabem &#8211; ou não &#8211; eu agora estou na Fundação Municipal de Educação, no Núcleo de Educação Ambiental.</p>
<p>Este artigo discorre sobre umas observações de resultados do trabalho que eu estava lá desenvolvendo com os alunos, entre eles o <a href="http://diariodoprofessor.com/2007/10/29/uma-experiencia-de-educacao-ambiental-na-escola/" target="_blank">projeto de educação ambiental</a>.</p>
<p>Além disso, falo do uso dos espaços na escola e de algumas dificuldades encontradas.</p>
<p>Espero ser útil de alguma forma.</p>
<p>Divirtam-se:</p>
<p><a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2008/09/dib-ferreira-declev-reynier-o-espaco-e-o-tempo-de-fora-da-sala-de-aula.pdf" target="_blank">O Espaço e o Tempo de fora da sala de aula &#8211; observações preliminares.pdf</a></p>
<p><a href="http://www.portaleducacao.com.br/educacao/cursos/afiliado/3205" target="_blank"><img src="http://www.portaleducacao.com.br/arquivos/banners_afiliados/banner_educacao_468x60.gif" alt="Educação a Distância" width="468" height="60" border="0" /></a></p>



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		</item>
		<item>
		<title>Cartilha sobre coleta seletiva &#8220;Lixo, o que fazer&#8221;</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2008/09/10/cartilha-sobre-coleta-seletiva-lixo-o-que-fazer/</link>
		<comments>http://diariodoprofessor.com/2008/09/10/cartilha-sobre-coleta-seletiva-lixo-o-que-fazer/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 03:32:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre lixo]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e artigos acadêmicos]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalhos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://diariodoprofessor.com/?p=296</guid>
		<description><![CDATA[Prezades amigues, Eis-me aqui, mais uma vez, para vos brindar com algo que creio interessante. Como sabem (ou não), trabalhei como coordenador de educação do Projeto CatAÇÃO-RIO, desenvolvido pelo Instituto Baía de Guanabara e patrocinado pela Petrobras. Foi um projeto (foi, porque acabou e ainda não renovamos) para a organização de catadores de materiais recicláveis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezades amigues,</p>
<p>Eis-me aqui, mais uma vez, para vos brindar com algo que creio interessante.</p>
<p>Como sabem (ou não), trabalhei como coordenador de educação do <a href="http://www.portalbaiadeguanabara.org.br/catacao/" target="_blank">Projeto CatAÇÃO-RIO</a>, desenvolvido pelo <a href="http://www.portalbaiadeguanabara.com.br/sitenovo/" target="_blank">Instituto Baía de Guanabara</a> e patrocinado pela Petrobras.</p>
<p>Foi um projeto (foi, porque acabou e ainda não renovamos) para a organização de catadores de materiais recicláveis em cooperativas. Quem quiser mais detalhes, vai no saite já lincado acima e <a href="http://www.portalbaiadeguanabara.org.br/catacao/" target="_blank">aqui</a> de novo.</p>
<p>De qualquer forma, estou aqui não para falar do projeto, mas da cartilha que de lá surgiu.</p>
<p>Fizemos, entre muitas coisas, trabalhos de palestras e oficinas em escolas do entorno das cooperativas. Para auxiliar o fluxo de informações acerca do lixo e da coleta seletiva &#8211; foco também do projeto &#8211; desenvolvemos a cartilha em questão, que agora ofereço aqui, para baixar.</p>
<p>É isso. Espero que gostem e que ajude em algma coisa.</p>
<p>Divirtam-se:</p>
<p><a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2008/09/cartilha.pdf">Cartilha &#8220;Lixo: o que fazer?&#8221;</a></p>



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		</item>
		<item>
		<title>O conhecimento de sua região e a construção de uma maquete</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2008/03/23/o-conhecimento-de-sua-regiao-e-a-construcao-de-uma-maquete/</link>
		<comments>http://diariodoprofessor.com/2008/03/23/o-conhecimento-de-sua-regiao-e-a-construcao-de-uma-maquete/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Mar 2008 22:12:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Práticas]]></category>
		<category><![CDATA[Projetos]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e artigos acadêmicos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://diariodoprofessor.com/2008/03/23/o-conhecimento-de-sua-regiao-e-a-construcao-de-uma-maquete/</guid>
		<description><![CDATA[Este trabalho eu realizei, junto com o professor de geografia, na escola em que dei aulas em Niterói, de 1999 a 2005. 

Fizemos uma maquete da região da escola com material reutilizável.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este trabalho eu realizei, junto com o professor de geografia, na escola em que dei aulas em Niterói, de 1999 a 2005.</p>
<p>Desenvolvi lá um <strong>projeto de educação ambiental </strong>que durou alguns anos. Já falei dele por aqui algumas vezes (Veja <a href="http://diariodoprofessor.com/2007/10/29/uma-experiencia-de-educacao-ambiental-na-escola/" target="_blank">neste post</a> e <a href="http://diariodoprofessor.com/2007/12/14/reflexoes-sobre-uma-experiencia-em-educacao-ambiental-na-escola/" target="_blank">neste post</a>).</p>
<p>Além dele, fiz diversas pesquisas sobre a região e sua relação com a escola. Quanto a estas pesquisas, veja <a href="http://diariodoprofessor.com/2007/10/18/monografia-historia-ambiental-do-morro-do-ceu/" target="_blank">neste post</a> e <a href="http://diariodoprofessor.com/2007/10/21/dissertacao/" target="_blank">neste post</a>.</p>
<p>Este trabalho, sobre uma das atividades que realizamos, foi apresentado num simpósio de EA. O resumo abaixo está publicado nos Anais e a referência está aí.</p>
<p>Vale como dica de um trabalho prático que pode ser interessante.</p>
<p>Fizemos uma <strong>maquete </strong>da região da escola com <strong>material reutilizável</strong>.</p>
<p>Divirtam-se.</p>
<p><strong>Referência:</strong></p>
<p>DIB-FERREIRA, Declev Reynier, SANTOS, Anderson R. dos. <em>O conhecimento de sua região e a construção de uma maquete. In:</em> ZAKARZEVSKI, Sonia et alli (orgs.). <strong>Anais do I Simpósio Sul Brasileiro de Educação Ambiental , II Simpósio Gaúcho de Educação Ambiental, XIV Semana Alto Uruguai do Meio Ambiente</strong>. Erechim, RS. EdiFAPES. p. 244. 2002.</p>
<p><span style="font-family: Georgia;"><strong>O CONHECIMENTO DE SUA REGIÃO E A CONSTRUÇÃO DE UMA MAQUETE</strong></span></p>
<p>O conhecimento de uma determinada região, tantos nos aspectos geográficos e ambientais quanto nos sociais, torna-se cada vez mais importante à medida que a educação ambiental volta-se para a resolução de problemas locais. Estes problemas devem ser utilizados como temas-geradores da educação ambiental, aproximando os processos educativos à realidade e suscitando uma visão crítica desta realidade e das verdadeiras causas da degradação ambiental. Desta forma, o trabalho com educação ambiental em uma comunidade ou escola necessita de um conhecimento da região em que se está inserido. Uma análise desta realidade se faz necessária, para que possamos desenvolver no público-alvo de nosso trabalho, uma visão crítica que se transforme em base sólida para a mudança de atitudes e mentalidade. A escola em questão situa-se ao lado do lixão da cidade, o que faz com que muitos dos alunos sejam filhos de catadores, catadores, ou simplesmente tenham contato direto com o lixo e toda a problemática dele advinda: barulho (caminhões), poeira, odor, vetores de doenças, contaminação das águas, entre outros. Os problemas são conhecidos. Consciência de que moram ao lado da lixeira existe. Mas buscamos com nosso trabalho a consciência crítica das verdadeiras causas de estarem eles sujeitos a esses problemas. Por quê o lixo está ali? Quem o coloca? Por quê traz tantos problemas (se já existem técnicas para sua minimização)? Por quê as águas estão contaminadas? O que os órgão públicos estão fazendo para solucionar os problemas? Essas questões geralmente passam à margem dos problemas. Para o alcance de nossos objetivos, desenvolvemos na escola um projeto de educação ambiental que envolve diversas atividades e projetos paralelos. Um deles é a construção uma maquete que abrange toda a área do Morro do Céu, incluindo a lixeira, alguns rios e as próprias casas dos alunos. Através desta maquete podemos observar as mudanças que ocorreram desde a implantação da lixeira, a contaminação das águas, o quanto ocorreu de desmatamento e, em geral, como a região sofre com o vazadouro e o descaso do poder público. Esta maquete está sendo apresentada à comunidade escolar, alunos, professores, direção, servidores e pais, além de ser apresentada fora da escola pelos próprios alunos, em exposições e encontros de educação ambiental.</p>
<p><strong>Vejam as fotos&#8230;</strong></p>
<p><span id="more-253"></span></p>
<p><img style="border: 0px;" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2008/03/image.gif" border="0" alt="image" width="332" height="484" /></p>
<p>Fizemos no primeiro momento visitas à região, desenhando suas ruas, seus problemas (esgoto a céu aberto, focos de lixo, etc.) e as casas, as áreas públicas.</p>
<p><img style="border: 0px;" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2008/03/image1.gif" border="0" alt="image" width="466" height="323" /></p>
<p>Visita à região.</p>
<p><img style="border: 0px;" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2008/03/image2.gif" border="0" alt="image" width="445" height="315" /></p>
<p>Depois das visitas, os mapas foram redesenhados, baseando-nos em mapas oficiais, fotos aéreas, etc.</p>
<p><img style="border: 0px;" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2008/03/image3.gif" border="0" alt="image" width="568" height="328" /></p>
<p>Mapas desenhados pelas crianças.</p>
<p><img style="border: 0px;" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2008/03/image4.gif" border="0" alt="image" width="297" height="442" /></p>
<p>Com as informações dos mapas fizemos a base com isopor (a base comprada e os outros reaproveitados), tentando ser fiéis à geografia local.</p>
<p><img style="border: 0px;" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2008/03/image5.gif" border="0" alt="image" width="388" height="266" /></p>
<p>                                                                                                                                                       Com materiais reaproveitados fizemos as casas, árvores, postes, orelhões e outros aparelhos e prédios do local. </p>
<p><img style="border: 0px;" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2008/03/image6.gif" border="0" alt="image" width="393" height="296" /></p>
<p>Produzindo as casas e outros.</p>
<p><img style="border: 0px;" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2008/03/image7.gif" border="0" alt="image" width="500" height="341" /></p>
<p>A base da maquete sendo construída.</p>
<p><img style="border: 0px;" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2008/03/image8.gif" border="0" alt="image" width="528" height="366" /></p>
<p>Ela foi coberta por jornal, embebido em cola de farinha.</p>
<p><img style="border: 0px;" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2008/03/image9.gif" border="0" alt="image" width="396" height="266" /> </p>
<p>A base semi-pronta</p>
<p><img style="border: 0px;" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2008/03/image10.gif" border="0" alt="image" width="304" height="414" /></p>
<p>A base de jornal levou primeiramente uma camada de tinta branca.</p>
<p><img style="border: 0px;" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2008/03/image11.gif" border="0" alt="image" width="276" height="428" /></p>
<p>Depois foi colorida de acordo com a região a ser caracterizada.</p>
<p><img style="border: 0px;" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2008/03/image12.gif" border="0" alt="image" width="291" height="434" /></p>
<p>Com ela pintada as peças produzidas foram coladas em seus devidos lugares, atentando ao máximo para a realidade estudada.</p>
<p><img style="border: 0px;" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2008/03/image13.gif" border="0" alt="image" width="292" height="406" /></p>
<p>Colagem das peças.</p>
<p><img style="border: 0px;" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2008/03/image14.gif" border="0" alt="image" width="381" height="277" /></p>
<p>Colagem das peças.</p>
<p><img style="border: 0px;" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2008/03/image15.gif" border="0" alt="image" width="399" height="277" /></p>
<p>                                                                                                                                                      Cada aluno teve a oportunidade de produzir e colocar no lugar a sua casa, a dos seus amidos, parentes,etc.</p>
<p>E também os objetos públicos de seu interesse (um clube, um orelhão, uma venda, etc.)</p>
<p><img style="border: 0px;" src="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2008/03/image16.gif" border="0" alt="image" width="474" height="661" /></p>
<p>A maquete quase pronta.</p>
<p>Depois desta foto ainda entraram outros objetos como casas e árvores.</p>
<p>A maquete ficou exposta muitos meses na escola, foi utilizada por vários professores(as) em suas aulas, foi exposta em encontros e fóruns locais de educação ambiental, foi apresentada em um Centro de Educação Ambiental, entre outras.</p>
<p>Hoje ela não existe mais&#8230; a escola ainda não está preparada para ter este &#8220;trabalho&#8221; de preservar sua memória&#8230;</p>
<p>Abraços,</p>
<p>Declev Reynier Dib-Ferreira</p>
<p><a href="http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/cursos/43/curso-de-projetos-educacionais/afiliado/3205" target="_blank"><img title="Projetos Educacionais - Portal Educação" src="http://www.portaleducacao.com.br/arquivos/banners_afiliados/banner_proj_educ.gif" border="0" alt="Curso online de Projetos Educacionais" width="440" height="60" /></a><br />
<span style="color: #ffffff;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</span></p>
<p><strong>Dindin:</strong></p>
<p>a) Procure <a href="http://www.bondfaro.com.br/categorias?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=maquetes&amp;site_origem=1763353" target="_blank"><strong>livros que ensinam a construir maquetes</strong> </a>(Bondfaro).</p>
<p>b) Procure <strong><a href="http://www.bondfaro.com.br/categorias?id=3482&amp;lkout=1&amp;kw=educacao+ambiental&amp;site_origem=1763353" target="_blank">livros sobre educação ambiental</a></strong> (Bondfaro).</p>
<p><span style="color: #ffffff;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</span></p>
<p><strong>Na mesma linha:</strong></p>
<p>a) <a href="http://www.maqueteemeioambiente.blogspot.com/" target="_blank">Maquetes e meio ambiente</a>;</p>
<p>b) <a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2007/11/maquetes-ramon-abeya.pdf" target="_blank">Maquetes do Ramon Abeyá</a>;</p>
<p>c) <a href="http://blog.aprendaki.net/2007/09/23/alfabetizacao-cartografica-da-tridimensao-a-bidimensao-239-10h30/" target="_blank">Aprendaki</a></p>



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<br/><br/><img src="http://diariodoprofessor.com/?ak_action=api_record_view&id=253&type=feed" alt="" /><h3  class="related_post_title">Artigos Relacionados</h3><ul class="related_post"><li><a href="http://diariodoprofessor.com/2008/10/17/final-do-sequestro-de-eloa-que-sociedade-e-essa-afinal/" title="Final do sequestro de Eloa &#8211; que sociedade é essa afinal?">Final do sequestro de Eloa &#8211; que sociedade é essa afinal?</a></li><li><a href="http://diariodoprofessor.com/2007/11/09/sala-de-ciencias-um-privilegio/" title="Sala de Ciências &#8211; um privilégio!">Sala de Ciências &#8211; um privilégio!</a></li><li><a href="http://diariodoprofessor.com/2011/08/22/e-realmente-muito-dinheiro-para-a-educacao-senhor-burro-vejamos-o-caso-da-sangari-no-municipio-do-rio-de-janeiro/" title="É, realmente, &#8220;muito dinheiro para a educação&#8221;, senhor Burro? Vejamos o caso da sangari, no município do Rio de Janeiro">É, realmente, &#8220;muito dinheiro para a educação&#8221;, senhor Burro? Vejamos o caso da sangari, no município do Rio de Janeiro</a></li><li><a href="http://diariodoprofessor.com/2011/12/01/professores-de-educacao-fisica-e-atletas-terao-que-saber-cozinhar/" title="Professores de Educação Física e Atletas terão que saber cozinhar!">Professores de Educação Física e Atletas terão que saber cozinhar!</a></li><li><a href="http://diariodoprofessor.com/2010/08/27/sou-um-desistente/" title="Sou um desistente">Sou um desistente</a></li></ul>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://diariodoprofessor.com/2008/03/23/o-conhecimento-de-sua-regiao-e-a-construcao-de-uma-maquete/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>44</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Artigo sobre o nascimento de uma lixeira e suas consequências socioambientais</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2007/12/19/artigo-sobre-o-nascimento-de-uma-lixeira-e-suas-consequencias-socioambientais/</link>
		<comments>http://diariodoprofessor.com/2007/12/19/artigo-sobre-o-nascimento-de-uma-lixeira-e-suas-consequencias-socioambientais/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Dec 2007 03:26:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos e artigos acadêmicos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://diariodoprofessor.com/2007/12/19/artigo-sobre-o-nascimento-de-uma-lixeira-e-suas-consequencias-socioambientais/</guid>
		<description><![CDATA[Disponibilizo um trabalho apresentado no X Seminário de Educação Ambiental, ocorrido no Instituto Militar de Engenharia, Rio de Janeiro, em novembro de 2001.Foi baseado, ou melhor, retirado de minha monografia de especialização &#8220;História Ambiental do Morro do Céu: a atuação dos diverssos atores sociais&#8220;, também disponível aqui. Mas é menor, mais conciso, para aqueles que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font size="2">Disponibilizo um trabalho apresentado no X Seminário de Educação Ambiental, ocorrido no Instituto Militar de Engenharia, Rio de Janeiro, em novembro de 2001.</font><font size="2">Foi baseado, ou melhor, retirado de minha monografia de especialização &#8220;<a target="_blank" href="http://diariodoprofessor.com/2007/10/18/monografia-historia-ambiental-do-morro-do-ceu/">História Ambiental do Morro do Céu: a atuação dos diverssos atores sociais</a>&#8220;, também disponível aqui.</p>
<p>Mas é menor, mais conciso, para aqueles que têm preguiça de ler. Então, acho que vale a pena.</p>
<p>Obserevem que de lá pra cá muita coisa mudou, especialmente minha visão do lixo hospitalar, dentre outros aspectos.</p>
<p>Porém, as propostas que apresento ao final continuam extremamente atuais.</p>
<p> Divirtam-se.</p>
<p><a href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2007/12/historia-ambiental-do-morro-do-ceu-declev-reynier-dib-ferreira.pdf" title="História Ambiental do Morro do Céu">História Ambiental do Morro do Céu</a> - Artigo</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Na mesma linha:</p>
<p>a) <a target="_blank" href="http://midiaemeioambiente.blogspot.com/2006/07/impasse-no-morro-do-cu.html">Impasse no Morro do Céu</a>;</p>
<p>b) <a target="_blank" href="http://jornalesquerda.blogspot.com/2007/09/morro-do-cu.html">Morro do Céu</a>;</p>
<p>c) <a target="_blank" href="http://agencia-consciencia-textos.blogspot.com/2007/09/lixo-do-morro-do-cu-recebe-feira-com.html">Proposta</a></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p></font></p>



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<br/><br/><img src="http://diariodoprofessor.com/?ak_action=api_record_view&id=186&type=feed" alt="" /><h3  class="related_post_title">Artigos Relacionados</h3><ul class="related_post"><li><a href="http://diariodoprofessor.com/2009/11/04/experiencias-como-processo-de-aprendizagem/" title="Experiências como processo de aprendizagem">Experiências como processo de aprendizagem</a></li><li><a href="http://diariodoprofessor.com/2011/06/29/educacao-como-projeto-profissional-frustracao-alegria-raiva-superacao-insatisfacao-contentamento-sei-la-mil-coisas/" title="Educação como projeto profissional: frustração, alegria, raiva, superação, insatisfação, contentamento&#8230; Sei lá, mil coisas">Educação como projeto profissional: frustração, alegria, raiva, superação, insatisfação, contentamento&#8230; Sei lá, mil coisas</a></li><li><a href="http://diariodoprofessor.com/2009/01/08/sobre-comentario-a-carta-a-secretaria-artigo-de-ali-kamel-escola-educacao/" title="Sobre comentário à Carta à Secretária, artigo de Ali Kamel, escola, educação&#8230;">Sobre comentário à Carta à Secretária, artigo de Ali Kamel, escola, educação&#8230;</a></li><li><a href="http://diariodoprofessor.com/2011/11/12/quem-educa-qual-o-papel-de-cada-um/" title="Quem educa? Qual o papel de cada um?">Quem educa? Qual o papel de cada um?</a></li><li><a href="http://diariodoprofessor.com/2010/12/07/nao-sou-dante-mas-fui-ao-inferno-e-voltei/" title="Não sou Dante, mas fui ao inferno e voltei!">Não sou Dante, mas fui ao inferno e voltei!</a></li></ul>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Reflexões sobre uma experiência em educação ambiental na escola</title>
		<link>http://diariodoprofessor.com/2007/12/14/reflexoes-sobre-uma-experiencia-em-educacao-ambiental-na-escola/</link>
		<comments>http://diariodoprofessor.com/2007/12/14/reflexoes-sobre-uma-experiencia-em-educacao-ambiental-na-escola/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 14 Dec 2007 03:46:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Declev Dib-Ferreira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Textos e artigos acadêmicos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://diariodoprofessor.com/2007/12/14/reflexoes-sobre-uma-experiencia-em-educacao-ambiental-na-escola/</guid>
		<description><![CDATA[Este artigo que posto aqui foi escrito em 2002. De lá pra cá, muita coisa mudou, mas lendo-o, achei ainda pertinente e atual. O fiz para apresentação em um encontro de EA, mas não pude ir ao encontro e ele não foi apresentado e publicado. Publico-o aqui então. Faço uma reflexão sobre um trabalho de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este artigo que posto aqui foi escrito em 2002. De lá pra cá, muita coisa mudou, mas lendo-o, achei ainda pertinente e atual. O fiz para apresentação em um encontro de EA, mas não pude ir ao encontro e ele não foi apresentado e publicado. Publico-o aqui então.</p>
<p>Faço uma reflexão sobre um trabalho de educação ambiental que realizei numa escola &#8211; na qual já não estou há dois anos &#8211; que foi bem interessante. Desenvolvi lá um projeto que durou mais de 4 anos, com diversas atividades.</p>
<p>Relato um pouco uma delas e contextualizo com a literatura, especialmente os PCNs e a Lei de EA.</p>
<p>Divirtam-se.</p>
<p><a target="_blank" href="http://diariodoprofessor.com/wp-content/uploads/2007/12/implantacao-da-educacao-ambiental-na-escola-declev-reynier-dib-ferreira.pdf">Implantação da EA na escola.pdf</a> </p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>Na mesma linha:</p>
<p>a) <a target="_blank" href="http://midiaemeioambiente.blogspot.com/2006/06/professores-apresentam-projeto-de.html">Professores apresentam projeto de EA</a></p>
<p>b) <a target="_blank" href="http://cienetec.blogspot.com/2007/09/projeto-educao-ambiental.html">Projeto em escola</a></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>



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