Informações Docentes, Discentes e Decentes
por Declev Reynier Dib-Ferreira
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Categoria — Trabalhos

Formação do professor e restinho de esperança

Hoje ministrei um curso de dia inteiro em Nilópolis, sobre educação ambiental, dentro de um programa de formação de professores em Agenda 21, da Secretaria de Estado do Ambiente.

Eu gosto de trabalhar com professores. acho que dá pra plantar uma semente e, quiçá, esta semente germinar em frutos de trabalho nas escolas, através de atividades, projetos e reflexões destes professores com os alunos.

Gosto de ver os olhos brilhando de alguns, as idéias florescerem em outros, mexer com o imaginário e com aquilo que eles davam como certo e imutável em suas vidas pessoais e profissionais. É, é difícil, mas possível.

Talvez faltem espaços e oportunidades para que os professores se encontrem e reflitam sobre o que fazem. E isto é fundamental, creio, para dar novo ânimo para enfrentar o trabalho. Enfrentar mesmo, uma luta, briga, guerra, batalha diária, na busca de melhor desenvolver os alunos nas suas potencialidades e, com isto, construir uma sociedade melhor.

A educação ambiental trata disto: construir uma sociedade melhor. E estamos precisando! Dê uma olhada nisso! Sempre enfatizo a importância da educação ambiental não se restringir a aspectos puramentes individuais e comportamentais, do tipo ”faça a sua parte”. A historinha do beija-flor é muito bonitinha, mas ele NÃO RESOLVE O PROBLEMA SOZINHO! É claro que o exemplo é importante e as ações individuais também - eu mesmo pratico várias, definindo-me como um cidadão ecosocialambientalmente correto. Mas não é tudo.

Preferia na historinha acima citada, que o beija-flor organizasse uma reunião com todos os seus colegas, fizesse uma conferência às pressas (uma reunião extraordinária) e definissem todos juntos que a união faz a força e que deveriam atuar unidos. Se os outros animais não estivessem querendo participar como eles, eles fariam pressões para que se mexessem -afinal, a mata é um bem difuso - bicando a bunda de todos eles até que fossem para a beira do rio pegar água pra apagar o incêndio!

É… isto dá mais trabalho… mas a educação ambiental deve agir assim.

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Na mesma linha: http://fabiodeboni.blogs.sapo.pt/19205.html

29/10/2007   6 Comentários

Quer saber mais sobre a Baía de Guanabara?

Visite o portal da Baía de Guanabara, organizado pelo Instituto Baía de Guanabara (IBG), do qual eu sou o Coordenador de Educação e Educação Ambiental. Depois falo mais sobre isso e nossos trabalhos.

21/10/2007   Nenhum Comentário

Educação Ambiental e Coleta Seletiva em Niterói

Notícia retirada do saite da FME (tô aí):

Projeto “Coleta Seletiva e Redução do Desperdício” implantado na FME

O Núcleo de Educação Ambiental da Fundação Municipal de Educação de Niterói (FME) promoveu hoje (17/10) o Projeto “Coleta Seletiva e Redução do Desperdício” nas dependências da FME. “Setenta e dois coletores de lixo reciclável foram instalados nos departamentos do órgão e os funcionários receberam uma capacitação com o objetivo de orientar sobre esta coleta seletiva”, revela o Secretário de Educação de Niterói e Presidente da FME, Waldeck Carneiro. Os servidores assistiram a uma palestra ministrada por Declev Reynier (Núcleo de Educação Ambiental da FME) e de Teresa Cristina Bernardes (Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Niterói). Eles falaram sobre a importância da coleta seletiva e da redução de desperdícios com esta medida. Lixeiras de cor laranja serão colocadas nos departamentos da FME para diferenciar o lixo reciclável do orgânico, além de coletores de copos plásticos. O lixo recolhido será levado ao Aterro Sanitário do Morro do Céu, beneficiando a cooperativa de catadores de lixo do local.

“É uma ação cidadã, pois ajuda a diminuir os impactos ambientais ao reduzir o desperdício de lixo. Funcionários e alunos disseminarão essa idéia em suas famílias”, observa o Subsecretário de Educação de Niterói, José Henrique Antunes. “A coleta seletiva melhora as condições ambientais do mundo e as pessoas geralmente não a utilizam por desconhecimento”, afirma Teresa Cristina Bernardes. “O projeto criará nos funcionários uma postura crítica e comprometida com as mudanças sócio-ambientais, visando a melhoria da qualidade de vida em nossa cidade”, diz a Diretora de Políticas Pedagógicas da FME, Glória Maria Anselmo de Souza. “A coleta seletiva na FME será um teste para que a iniciativa seja implantada, futuramente, em todas as 54 escolas da Rede Municipal de Niterói. Três destas unidades escolares já receberão o material experimentalmente: Paulo Freire (Fonseca), Padre Leonel Franca (Viradouro) e Francisco Portugal Neves (Piratininga)”, finaliza a diretora do Núcleo de Educação Ambiental da FME, Sônia Maria Rodrigues.

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Na mesma linha: 

a) Saiba mais sobre a coleta seletiva no saite da Recicloteca, projeto de ONG amiga nossa.

b) Sinfonias recicladas, no Carioca no Cerrado

21/10/2007   1 Comentário

Pinceladas sobre a Conferência Municipal de Educação de Niterói

Ontem - sábado, dia 20 - participei da 1a Conferência Municipal de Educação de Niterói. Cheguei às 8h da manhã em ponto, saí às 22:15h! Direto no batente. Fui com a dúvida se teria ou não um Grupo de Trabalho (GT) sobre Educação Ambiental (EA). Se tivesse, eu iria ficar como mediador, tentando aprovar as metas e as ações que seriam discutidas - que moéstia à parte, são muito boas, pois fui um dos autores. 

Acontece que decidiram que este tema, assim como outros (gGênero, relações étnico-raciasis, etc.) , seriam abordados como temas transversais, sendo por isto discutido em todos os GTs da Conferência. Melhor assim, eu acho.

Acabei mediando um destes GTs - o do Sistema Municipal de Ensino de Niterói - com a participação de cerca de 25 pessoas. Definimos umas metas e ações em relação ao Sistema referido. Acho que foi muito interessante. Se o poder público se comprometer em cumprí-las, será muito bom.

Como todos os outros, trabalhamos também sobre as metas para a Educação Ambiental, aprovando verbas e a adoção do Parque das Águas como um Centro de Referência Municipal em EA.

Hoje - domingo - aconteceram pela manhã a plenária e votações finais. Ainda não sei o resultado, mas manterei-os-as atualizados(as).

21/10/2007   Nenhum Comentário

Como nasce um lixão…

Aterro mostrando a escola, no círculoContinuando minha apresentação e dos meus trabalhos, ao passar para o concurso para professor (do município de Niterói, RJ), fui parar numa escola ao lado do aterro de lixo da cidade. Nesta mesma época, ao assumir a pecha de professor - afinal, era o que iria me salvar do infortúnio financeiro em que me encontrava - busquei um mestrado, mas não consegui passar. Entrei finalmente numa especialização, em Gestão para a Educação Ambiental, na UERJ, e teria que realizar uma pesquisa-ação. Claro que aproveitei o fato da escola e do lixão e fiz disso meu estudo. Pesquisei como o lixo foi parar naquele lugar tão bonito - pelo menos antes era. Fiz isso através de entrevistas, buscando a memória da população que morava lá ou que tenha tido alguma relação na época da instalação da lixeira. Entrevistei professores, diretores da escola, moradores, políticos, etc. Modéstia à parte - que eu não tenho mesmo! - ficou bom. Você pode encontrar o texto completo aqui mesmo. Divirta-se. Não esqueça dos créditos, ao citar ou usar alguma parte.

Download: MONOGRAFIA: História ambiental do morro do céu. (zip, 260K)

16/10/2007   Nenhum Comentário