Exposição sobre o Corpo Humano - Real e Fascinante
Mais uma vez venho aproveitar uma dica recebida do meu irmão Dimitri por email, sobre uma boa exposição na cidade do Rio de Janeiro.
Vocês podem achar que é preguiça de escrever e que estou aproveitando o que ele escreveu pra não ter que escrever falando a mesma coisa; mas é isso mesmo!
Também vi a mesma em São Paulo, posso afirmar que o que ele diz é verdade.
Aproveitem a dica, depois digam o que acharam…
“Caros,
Dia 27/09 vai começar aqui no Rio, no Museu Histórico Nacional (praça XV), uma exposição imperdível: Corpo Humano – Real e Fascinante.
Essa expo esteve em SP e naquela época, quase 2 anos atrás, não havia garantia de que viria para cá, então eu sai daqui num sábado de noite, chuvoso e no meio de uma festa, para cruzar a Dutra e chegar lá no domingo de manhã (tb chuvoso, afinal estava em SP!!!) e enfrentar uma fila quilométrica para vê-la. E posso garantir que valeu cada centavo do ingresso (salgado….) e cada quilômetro rodado até lá. Agora, vcs que foram mais espertos do que eu, que ficaram aqui e nem gastaram dinheiro de passagem até sampa, poderão vê-la aqui do lado.
Para quem nunca ouviu falar: trata-se de corpos humanos (reais, de chineses, que segundo consta doaram seus corpos de livre e espontânea vontade……) dissecados e preservados de uma forma nunca vista antes, completamente diferente da forma que os estudantes de medicina e de biologia estão acostumados nas faculdades.
A técnica deixa o corpo ou o órgão com aparência de plástico em qualquer posição. E até por isso a polêmica é muito grande onde quer que ela esteja (já passou por 33 países): são pessoas de carne e osso, “adquiridas” não sabemos ao certo como e expostas em um Museu. Mas a técnica tb deixou-os com aparências de grandes bonecos de plástico, o que de uma certa forma diminui a repugnância que poderia causar em pessoas mais sensíveis.
Bem, polêmicas científicas, morais e religiosas à parte, acho que cada um deveria tirar suas próprias conclusões dando um pulinho lá. Para os biólogos que estão lendo é uma obrigação e para os que nunca viram um corpo humano internamente (adultos e crianças), seus órgãos e seus sistemas, será uma apresentação e tanto a esse mundo realmente real e fascinante.
O site da exposição aqui no Rio é www.corpohumanorio.com.br e o do Museu onde ficará a expo aqui é http://www.museuhistoriconacional.com.br/ (que já vale uma visita por si só pelo belíssimo acervo e arquitetura).
Como eu disse o preço é salgado: 40 reais inteira e 20 meia porém é uma vez na vida e outra na morte….
Um abraço
Dmtr”
24/09/2008 3 Comentários
Pequena descrição de uma aula de ciências de um professor frustrado e alunos desinteressados…
Escrevi isso em sala de aula…
Destranco a porta, abro o cadeado e entro na sala de ciências - onde vendo aulas - seguido dos alunos. Uns sentam, outros ligam o ventilador.
Uns não entraram em sala, perambulando e gazeteando pela escola.
Um grupo de 4 ou 5 vão ao terrário onde está um casulo se emborboletando e uma lagartixa. Batem no vidro. Chamo àtenção. Raspam a unha no isopor que está no fundo do aquário, depedaçando-o. Brigo.
Um grupo de meninas senta numa mesa (nas cadeiras!) no centro da sala e elas fazem tranças de cabelo a aula inteira, com fios coloridos.
Uns 10 ficam conversando.
Um aluno abre a janela (em forma de basculante), coloca a boca na fresta e grita para algum aluno na outra sala.
Um pede uma revista para ler. Eu deixo. 2,5 minutos depois ele está com a revista enrolada em megafone gritando coisas, cantando fanque.
5 alunos estão fazendo o trabalho proposto, continuidade das aulas anteriores. Não preciso mandar fazer, pois eles sabem - ou deveriam…
Consigo, entre os sons emitidos por todos, fazer a chamada. Lá se vai mais da metade da aula.
Me mexo passando de mesa em mesa. Alguns poucos, ao me ver ao lado da mesa, começam a trabalhar, ou fingem que o fazem. Vão abrindo as mochilas como uma tartaruga com preguiça.
Outros nem assim.
As que estavam fazendo trancinhas nos cabelos com fios coloridos, agora estão fazendo trancinhas nos cabelos com fios coloridos.
Bate o sinal, todos gritam êêêêêêêêêêê e saem.
A vontade que eu tenho é de desistir. O sentimento é de total frustração e depressão.
Definitivamente, a educação se dá - claro que para além do esforço, dedicação e trabalho de cada um - pela interação entre quemaprende-quemensina. E esta interação fica impossível com turmas com muita gente.
Não estou falando nem de 40, 50 ou 60 pessoas. Neste exato momento tenho 25 alunos em sala; muitos faltaram.
Mas a absoluta falta de interesse deles aliada ao meus sentimentos de frustração e depressão, o que se desdobra em auto-falta de interesse em tentar interessar quem não tem interesse, monta uma cena trágica: a escola como depósito de gente.
07/06/2008 4 Comentários
Reflexões sobre os problemas da escola brasileira e a busca de soluções
Bom gentes, todos conhecem a escola em que trabalho, certo? (Mas quem não conhece e quiser saber, veja, por exemplo, este artigo, mais este e este outro).
Pois é. Posso listar uma série de fatos que a fazem o que é - e sei que muitas e muitas são o que são por motivos parecidos:
a) localizada dentro de um bairro perigoso, acuado pelo tráfico e sem a infraestrutura de lazer ou urbanização dos bairros de classe média;
b) com salas de aula lotadas (30, 35 ou 40 alunos);
c) com alunos sem base familiar que possa ajudar, de alguma forma, na sua educação escolar;
d) com falta de professores;
e) sem equipe técnico-pedagógica, contando apenas com uma coordenadora - hoje, porque ficamos dois anos sem;
f) com salas de aula barulhentas e quentes - sem ar-condicionado, com ventiladores barulhentos, dando de frente para uma rua com intenso fluxo de caminhões;
g) com falta de inspetores para dar conta dos corredores - o que tem não dá;
h) com intensa movimentação de alunos nos corredores;
i) que sofre com depredações diversas de portas, ventiladores, banheiros, etc.;
j) pela qual a maioria dos alunos não consegue aprender o mínimo - ler e escrever decentemente;
l) onde os alunos adoram ir, mas detestam assistir aulas;
m) onde há ótimos professores, mas também os problemáticos, que não ajudam na melhora - por má vontade ou mesmo por incapacidade;
n) onde os professores não têm tempo livre e pouco se encontram para programarem e planejarem sua prática conjunta;
o) na qual a relação diretoria corpo docente não seria a melhor do mundo.
E por aí vai. Poderíamos chegar a “z(n)”.
Mas eu sou inquieto.
Sou teimoso que nem mula empacada.
E gostaria de desempacar esta educação capenga.
Além de tudo o que sofro fazer, como já mostrei aqui (veja exemplo e exemplo), começo a tentar um movimento de mudança; mais por minha própria sobrevivência, confesso o egocentrismo, pois realmente não aguentava mais [não] dar aulas naquele inferno.
Uma das coisas que tenho feito, podem me criticar à vontade, é dividir a turma e dar duas aulas diferentes.
Um grupo deixo trabalhando na sala de ciências com uma proposta de pesquisa e trabalho em grupo. Deixo-os lá e vou de vez em quando retirar dúvidas e ver o andamento das pesquisas.
Lá este grupo tem à disposiçao livros, revistas, aquários, materiais de artes (lápis de cor, hidrocor, réguas, cola, cartolinas, etc.), etc.; ou seja, tudo o que tem na sala.
É claro que eu deixo lá aqueles que eu sei - ou que eu acho - que posso confiar. Aqueles que se eu deixar fazendo uma pesquisa, com toda a dificuldade que têm, vão fazer.
E na sala mais esvaziada fico com os outros, trabalhando com o livro didático. Passo exercícios, cópias no quadro, leio o livro com eles, respondo os exercícios junto, etc.
Está funcionando! Eureca! Com dois lugares com menos alunos, consigo dar aulas!
E não me venham com o pedagogês de “mas você está fazendo uma separação dos bons e dos ruins”, “você pode traumatizar as crianças” e blá blá blá! TRaumatizado estava eu!
SIM! Estou separando! E fazendo isso, consigo desenvolver trabalhos específicos para cada grupo! Consigo ver quem tem dificuldades nisso ou naquilo. Consigo separar os “grupinhos”. Consigo fazer com que, aqueles que atendem à proposta, busquem o conhecimento através de pesquisas em grupos.
Ou seja, consigo.
E tenho menos trabalho do que trabalhando com todos juntos.
Mas não paro por aí hein! Tem mais coisas acontecendo por lá!
Estou em conversas com um grupo de professores e com a coordenadora - parceira - para o desenvolvimento de trabalhos diferenciados não só por mim e nem só com a simples separação da turma em duas.
Mas esta é uma história para um próximo artigo.
Esperem e verão.
29/04/2008 12 Comentários
Produção de jogos para o ensino/aprendizagem de ciências
Outro trabalho que propus aos alunes na sala de ciências foi a produção de jogos. Pedi que cada grupo inventasse um jogo que pudesse ser utilizado para aprender ciêcnias e que, depois, os outros grupos o utilizariam.
Foi interessante, considerando que - pra não variar - alguns grupos se dedicaram, fizeram, perguntaram, responderam, testaram. E outros nada.
Mas a vida é assim mesmo… uns são outros não; uns tão, outros não; uns bão outros não; uns…
Vejam as fotos e divirtam-se.
11/11/2007 3 Comentários
Corpo humano - trabalho prático na sala de ciências
Então, vamos ao que deu certo - ao menos mais ou menos…
Fiz certa vez uma proposta de construirmos um corpo humano como um “quebra-cabeças”, talvez inspirado em mim mesmo…
Os alunos, em grupo, desenharam e recortaram, em papelão, um formato de corpo humano. Depois, desenharam e pintaram em papel os órgãos do corpo humano, que também foram colados em papelão e recortados.
Assim, eles puderam, ao apresentar o trabalho para os outros grupos, “reconstruir” o corpo e seus sistemas, explicando, claro, as funções de cada órgão, cada sistema, as questões de saúde envolvidas, etc.
Vamos às fotos:








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Na mesma linha:
a) http://www.ocorpohumano.com.br/
b) http://colorirasaladeaula.blog.pt/Metodologia/
c) http://www.webciencia.com/11_00menu.htm
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Dindin:
Veja os preços, pelo BuscaPé, de diversos livros sobre o Corpo Humano, para subsidiar as suas práticas…
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Veja também um livro sobre prática em Ciências!!
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10/11/2007 13 Comentários
Sala de Ciências - um privilégio!
Bom, sempre lutei por uma sala de ciências para dar aulas. Assim que entrei no município do Rio, descobri que a escola tinha um laboratório enorme, que não era utilizado. Me apossei! Passei a somente dar aulas nele, a ponto de os alunos já irem direto para lá quando toca o sinal.
Como sempre juntei tudo quanto é coisinhas do mundo natural: conchas, ossos, penas, pedras, etc. etc. etc., levei alguma coisas pra lá e ainda fomos juntando outras, junto com os alunos.
Ano passado solicitei uma pequena reforma, retirando aquelas bancadas de laboratório (deixando apenas uma), compramos aquários, coloquei mesas e TCHAM! um lugar bom para estudar e fazer pesquisas.
Vejam algumas fotos. Depois coloco algumas coisas sobre os trabalhos desenvolvidos e as dificuldades.
Como eu disse, nas próximas mensagens coloco algumas das atividades que consegui desenvoilver por aqui.
Fique ligado e até lá.
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Na mesma linha:
a) http://www.esmaria.g12.br/projetos_2003/projetos_salas.asp
b )http://www.gluon.com.br/blog/
09/11/2007 3 Comentários





