Informações Docentes, Discentes e Decentes
por Declev Reynier Dib-Ferreira
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Eleição nos Estados Unidos: Obama, quem ganhou a eleição foi o mundo todo

Apesar de ser um sistema de certa forma inteligente - por ser proporcional aos Estados - o sistema eleitoral estadunidense é extremamente burro e ineficiente, pela forma de votar: cédulas de papel em alguns estados, confusões em outros, problemas onde tem urnas etc.

Apesar disso, desta vez a família Bulshit… ops!, família Bush, não conseguiu roubar para eleger seu sucessor.

Bastam os 8 anos de shit da família Bulshit… ops!, família Bush.

Guerras, mortes, bilhões e bilhões de dólares em armamentos e afins, conflitos, acordos pró meio ambeinte negados ou desfeitos, crises…

Considero esta uma vitória do mundo inteiro. Nunca vi em todas minhas quase 4 décadas de história, uma movimentação mundial tão grande em torno de algo.

Sentado na minha cadeira verde de esperança - e talvez repleto de ingenuidade -, vejo isso como um movimento de mudança.

Acho que esta torcida mundial revela uma vontade de mudança de mundo, uma vontade de fazer algo diferente, uma vontade de dizer basta! a determinados setores e práticas da sociedade.

Sim, sim… pode ser que eu e alguns bilhões de pessoas venhamos a nos decepcionar - mais uma vez, diga-se de passagem.

Pode ser que não mude nada e ele não seja nada daquilo que gostaríamos que fosse (alguém aí já passou por isso?…).

Mas o que a situação revela é muito mais profundo.

Revela o desejo de mudança.

Revela a quebra de padrões.

Revela a mudança de determinados paradigmas.

Revela que, na verdade, os estadunidenses não são e não queriam aquilo que o mundo todo - incluindo-me - pensava que eles eram ou que eles queriam.

Se, no calor do orgulho ferido no 11 de setembro alguns apoiaram guerras sem sentido baseadas em mentiras, demonstraram hoje que não apoiam a manutenção de uma política de guerras sem sentido baseadas em mentiras.

Passei, hoje, até a gostar mais dos Estados Unidos.

05/11/2008   2 Comentários

A passagem (morte) de Eloa e a morte da imprensa, da polícia, da política, da justiça, de nós…

Acabou.

O Quê?!? Acabou?

Não, não acabou…

Ligo a televisão e estamos no enterro da menina.

Não quero participar, mudo de canal e estamos no enterro da menina.

Mudo de novo e vou para um canal estrangeiro.

Volto uns dez minutos depois e ainda estamos no enterro da menina.

Suguem os últimos sangues, vampiros!, arranquem os últimos fiapos de carne, abutres!! Roubem o último grama de outro, bandidos!

Façam isso por que este espetáculo vai acabar e o circo vai se mudar de cidade.

Os espectapalhaços estão doidos para ver outros esquetes.

E assim caminha (ou não) a humanidade.

A cada época, a eleição de uma nova desgraça para mover a roda da fortuna da imprensa.

Como estes casos são “escolhidos”?

Clamor popular faz a escolha da imprensa ou a escolha da imprensa faz o clamor popular?

Oras, oras… o que a imprensa não “imprensa” não existe!

As milhares de prostitutas mirins que os grandes também comem não existem; os milhares de escravos nas fazendas dos donos das empresas que pagam a publicidade na imprensa não existem; os cartéis montados pelas grandes empresas que também pagam publicidade na imprensa não existem… os milhares de assassinatos diários dos pobres não existem…

É interessante o processo de escolha da imprensa. Elegem um caso para ser o da vez e sugam até o fim.

Exagero meu? Veja a quantidade de notícias aqui (percebam, lá em baixo, que são 5 - cinco - páginas!)

Não há paz para a polícia trabalhar; não há paz para a família sofrer; não há paz para o povinho bunda escolher…

E, interessante… esses casos nunca são de negros ou pobres - quanto mais de negros pobres!!!

Quer dizer, às vezes o negro ou pobre ou negro pobre é o protagonista do lado “do mal”. Aí o show pode ficar ainda pior.

Ou, para valer a pena à imprensa o caso ser de negro ou pobre ou negro pobre como vítima, tem que ser um monte de uma vez.

Um branco vale, então, muitos negros ou pobres ou negros pobres!

Que matemática é essa?

Que imprensa é essa?!?

Aí, meus amigues, se a imprensa “imprensa” o caso, o povinho bunda todo se comove… coitado da garotinha bonitinha… que pena do riquinho… coitadinho da branquinha…

Choram por quem nunca viram, comovem-se, indignam-se, ficam de vigília no local e… pasmem!: entopem o velório e o cemitério por alguém que nunca viram na vida, mas que conheceram apenas através da televisão.

São - ironicamente - os minutos de fama - finais - da vítima!

Mas se a imprensa ignora, ignora-se o fato.

Se a imprensa dá apenas uma notícia do tipo “mãe joga filha de seis anos da janela do sexto andar de um prédio da periferia do bairro pobre da cidade do interior…” e nunca mais volta ao assunto… lágrimas para quê?, comover-se com o quê?, velório de quem?, enterro de indigente qual?

Que lógica é essa?

Que povinho bunda é esse?!?

Ê povinho que gosta de espetáculo!

E, como a polícia faz parte desse povinho de merda, como a polícia gosta de um espetáculo!!!

Precisava, por exemplo, de 15 carros, 87 policiais e até helicóptero para buscar os Nardonis em casa?

Precisava aquele show todo em frente ao apartamento da Eloa para negociar durante 4 dias com o cara?

Precisavam matar o 174 esganado dentro da mala?

Não… não precisavam…

Duvido que esses shows sejam dados se não houver câmeras junto!

Que estratégia é essa?

Que polícia é essa?!?

E, uma análise final:

Quando o lado “do mal” é um branco rico ou conhecido, tudo na lei pesa a seu favor: réu primarismo, antecedentes, motivação, habeas corpus, fiança, ser ou não conhecido da mídia, conhecer amigos influentes, prisões especiais

Vide o caso de Pimenta Neves, que está SOLTO, vide o caso de Guilherme de Pádua e Paula, que estão SOLTOS e PERDOADOS.

Diz-se que todos baseados na lei. Mas a lei é para todos?

Que justiça é essa?!?

QUE PAÍS É ESSE?!?

21/10/2008   8 Comentários

Na contramão do mundo: a (in)justiça brasileira

Realmente, as coisas no Brasil são complicadas.Temos muitas e tantas coisas urgentes a serem realizadas, a serem consertadas… e o supremo (não, não é supremo de frango!) se preocupa com as algemas.

Preocupa-se com os coitadinhos que são algemados porque roubaram, mataram, corruptaram, sacanearam e fuderam com a sociedade.

Coitadinhos, podem ficar traumatizados!

O supremo de frango chegou a libertar um pedreiro condenado a 13 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, pois ele alegou ter sido vítima de constrangimento ilegal ao ser julgado de algemas. Totadinho…

Realmente, eu não teria competência para assumior um cargo desses - não conseguiria sertão justo assim. 

Ãhn? Os outros? Quem? Ah, os que eles roubaram, mataram, corruptaram, sacanearam e fuderam? Que se fodam!

Oras, eles não vão ficar traumatizados só porque foram roubados, mortos (aí é que não vão mesmo!), corruptados, sacaneados e fudidos, né?

O brasil é uma disgrama!

A gente torce pra que a justiça seja para todos, torce para que os grandes também sejam presos, torce para que a polícia funcione com os graúdos, torce, torce, torce…

Aí quando a polícia funciona – nem toda polícia e nem sempre, mas às vezes funciona – vem a (in)justiça e merda tudo.

Quando, em algo, começamos a ser iguais, vem a (in)justiça e nos coloca no nosso lugar, mostrando que todos são iguais, mas alguns são mais iguais que outros!

Coitadinhos dos maisiguaisqueagente que roubam, matam, corruptam, sacaneam e fodem todo mundo… ficam traumatizadinhos com algemas.

Mas eis que vem a (in)justiça salvá-los!

Sabem quens serviram de exemplos de constrangimento para a decisão do supremo de frango, além do coitadinho do pedreirio homicida triplamente qualificado constrangido?

Pasmem…

“Ao dar seu voto, o relator da ação no STF, ministro Marco Aurélio Mello, fez críticas indiretas à ação da Polícia Federal nas prisões do ex-presidente do Senado Jader Barbalho, do ex-prefeito paulistano Paulo Maluf e do ex-banqueiro Salvatore Cacciola. Sem citar o nome dos acusados, ele classificou o uso de algemas em Jader de “presepada”.  [soltar o cacciola pra ele fugir não foi presepada?!?]

Autor de críticas duras ao uso de algemas na prisão do banqueiro Daniel Dantas na Operação Satiagraha da Polícia Federal (PF), o presidente da Corte, Gilmar Mendes, disse que as novas regras valerão para presos ricos e pobres [rá rá rá].” Fonte

Isso é o que eu chamo de corporativismo!

23/08/2008   4 Comentários

Livros gratuitos para baixar

Recebi por email a mensagem e achei interessante.

Pra quem interessar possa, copio do saite da Fundação Perseu Abramo e divulgo aqui.

Tem que se cadastrar - rápido e fácil, não doeu - pra baixar os livros.

Eis:

Endereço original.

“A Editora Fundação Perseu Abramo completou 10 anos em 2007. De 1997 para cá, temos procurado produzir obras de qualidade nos campos político, histórico, teórico e jornalístico, como estabelecia nosso projeto inicial. Para marcar esta data, uma de nossas iniciativas é o lançamento da Biblioteca Digital da Fundação Perseu Abramo.

Por meio dela estamos disponibilizando no portal, gratuitamente e na íntegra, 43 livros do nosso catálogo. A idéia central dessa iniciativa é aumentar o alcance de nossas publicações e incentivar a circulação e o debate de idéias.

Dessa forma, colocamos à disposição de um número maior de pessoas os livros que editamos, o que pode, inclusive, levar um novo público a se interessar por essas obras. Leia mais sobre essa iniciativa.

A maior parte dos livros disponibilizados na Biblioteca Digital continua à venda no site e nas livrarias.

A maior parte das obras disponibilizadas na Biblioteca Digital permanece sob a licença de Copyright (©), com direitos reservados à Editora Fundação Perseu Abramo e a seus autores.”

Lista dos livros:

Armadilha da dívida, A – Valter Pomar e Reinaldo Gonçalves ©
Bolsa Família – Marco Aurélio Weiissheimer ©
Brasil desempregado, O – Jorge Mattoso ©
Brasil endividado, O – Valter Pomar e Reinaldo Gonçalves ©
Brasil privatizado, O – Aloysio Biondi
Brasil privatizado II, O – Aloysio Biondi
Celso Furtado e o Brasil – Maria da Conceição Tavares (org.) ©
Classes sociais em mudança e a luta pelo socialismo – Francisco de Oliveira, José Genoino e João Pedro Stedile ©
Comércio internacional e desenvolvimento – Kjeld Jakobsen ©
Democratização do Parlamento – Zilah Wendel Abramo e Mila Frati (orgs.) ©
Economia socialista – Paul Singer e João Machado ©
Esperança equilibrista, A – Juarez Guimarães ©
Fórum Social Mundial – José Correa Leite
Globalização e socialismo
– Paul Singer, Maria da Conceição Tavares, Emir Sader e Eduardo Jorge ©
Governo e cidadania – Inês Magalhães, Luiz Barreto e Vicente Trevas (orgs.) ©
Governos estaduais: desafios e avanços – Jorge Bittra (org.) ©
Hip Hop: a periferia grita – Janaina Rocha, Patrícia Casseano e Mirella Domenich ©
Instituições políticas no socialismo – Tarso Genro, Edmilson Rodrigues e José Dirceu ©
Josué de Castro e o Brasil – Vários autores ©
Máfia das propinas, A – José Eduardo Cardozo ©
Mapa do trabalho informal – Paul Singer, Marcio Pochmann, Kjeld Jakobsen, Osmir Dombrowski e Renato Martins ©
Mário Pedrosa e o Brasil – José Castilho Marques Neto (org.) ©
Massacre na Lapa – Pedro Estevam da Rocha Pomar
Modo petista de ação parlamentar, O – Fernando Antonio Nacif, José Cavalli Júnior, Selma Rocha e Zilah Wendel Abramo ©
Mulher e política – Ângela Borba, Nalu Faria e Tatau Godinho (orgs.) ©
Negro e o socialismo, O – Octavio Ianni, Benedita da Silva, Gevanilda Gomes Santos e Luiz Alberto Silva Santos ©
Novos espaços democráticos – Tarso Genro, Antonio Gutiérrez Vegara, Francisco Miguel Fernández Marugán e Jaime Montalvo Correa ©
Olhar sobre o mundo, Um – Kjeld Jakobsen ©
Orçamento participativo e socialismo – Olívio Dutra e Maria Victoria Benevides ©
Patriotas e traidores – Mark Twain ©
Periscópio Internacional: Notícias do Mundo – Kjeld Jakobsen ©
Poder local e socialismo – Celso Daniel, Marina Silva, Miguel Rosseto © e Ladislau Dowbor
Previdência social no Brasil, A – Vários autores ©
Rememória – Ricardo de Azevedo e Flamarion Maués (orgs.) ©
Retrato do Brasil, Um – José Prata Araújo ©
Revolução tecnológica, internet e socialismo – Maria Rita Kehl, Bernardo Kucinski, Laymert Garcia dos Santos e Walter Pinheiro ©
Seca e poder – Celso Furtado ©
Segurança Alimentar – Marlene da Rocha (org.) ©
Sindicatos, cooperativas e socialismo – Fernando Haddad, Ricardo Antunes, Gilmar Mauro e Gilmar Carneiro ©
Socialismo e globalização financeira – Reinaldo Gonçalves, Ronald Rocha, Tania Bacelar e João Sayad ©
Socialismo no século XXI – Marco Aurélio Garcia, Juarez Guimarães e Valter Pomar ©
Software livre – Sérgio Amadeu da Silveira
Universidade sitiada – Luiz Carlos de Menezes ©
Versões e ficções – Vários autores ©

10/08/2008   2 Comentários

Pobre não tem vez

Pobre não tem vez neste país de… de… de merda mesmo! (embora a Mírian ache que seja pior ser classe média…). Faz-se de tudo para que o Brasil seja um paraíso de se morar, mas quando se tem dinheiro. E faz-se de tudo para que aqueles que não tenham dinheiro façam de tudo para aqueles que tenham dinheiro tenham cada vez mais e vivam cada vez melhor. Entendeu?

Vamos a uns exemplos simples:

a) Quem viaja de ônibus e quem viaja de avião? Resposta óbvia. Então, banheiro de aeroporto é de graça, banheiro de rodoviária é pago!

b) Tarifas bancárias: quanto mais dinheiro você tem lá dentro do “ladrão institucional”, menos tarifas você paga. Oras, se você tem mais dinheiro, é porque você poderia pagar mais tarifas; e se você tem menos, todas as tarifas absurdas lhe fazem diferença! Veja mais.

c) Se por acaso o governo quer diminuir o uso de algo, aumenta-lhe o custo! Oras, se aumentam o custo, na verdade o que se faz não é diminuir o uso, é negar o direito aos pobres, certo? Afinal, quem tem dinheiro pode continuar usando. É comum vermos argumentos do tipo “tem muita gente, tem que aumentar o preço pra controlar”… Caraca! Se você controla o fluxo de gente pelas tarifas, você controla é a entrada dos pobres! Vê se com Fernando de Noronha não é assim (se bem que lá pobre não entra de qualquer jeito, mas é só pra dar um exemplo). Vê se não fazem assim com os carros: tem muito carro na rua, tem que diminuir o uso deles; assim, aumenta-se o custo do carro (gasolina, impostos, exigências mil), ao invés de diminuirem as passagens dos ônibus!!! (um pouco sobre os carros)

d) Por último em uma lista que é interminável, a pérola: agora colocaram juizados especiais dentro dos aeroportos para que os riquinhos possam fazem suas reclamações de íntegros cidadãos consumidores de forma rápida e eficiente. Coitadinhos… não podem esperar um pouquinho pelo avião… Gentes, não digo que está certo o que fazem. Eu também ando de avião e acho que respeito ao consumidor nunca é demais. Mas vejam: AS PESSOAS - ou melhor, os pobres - MORREM EM FILAS INTERMINÁVEIS NOS HOSPITAIS HÁ SÉCULOS!! (veja, veja e veja de novo!) Vão aos hospitais diversas vezes e não conseguem ser atendidos por que não tem material, o médico faltou, não tem leitos… Os pobres apodrecem nas cadeias mesmo após muito tempo terem cumprido suas penas! São lesadas constantemente por contratos absurdos de empréstimos leglizados retirando-lhes juros muito acima do mercado! Sofrem nas mãos dos rodoempresários (de ônibus, não de rodos) com linhas e empresas de ônibus safadas, sujas, com funcionários despreparados, tarifas absurdas, atrasos injustificáveis, horas em pontos de ônibus!

E NUNCA NINGUÉM TEVE A BRILHANTE IDÉIA DE COLOCAR JUIZADOS ESPECIAIS EM NENHUM DESTES LUGARES!!!

País de merda.

24/10/2007   7 Comentários