Utilidade pública: conselhos de um advogado

 Não tem muito a ver com o conteúdo do blog, mas acho que vale a pena…

 Não costumo repassar emails daqueles que recebemos do tipo “não deixem de ler”, “não apaguem” ou “repassem a todos os seus amigos”. Mas achei interessante este que recebi. Pode ser até que tenham inventado a história, mas as informações parecem fazer sentido.

Copio e colo abaixo.

Conselho de um advogado

Um advogado de uma companhia circulou a seguinte informação para os empregados na companhia dele.

1. Da próxima vez você ordenar talão de cheques peça ao banco que coloque somente as iniciais de teu nome (em vez do nome completo) e sobrenome no talão. Se alguém levar seu talão de cheques, eles não saberão como você assina seus cheques, com somente a inicial de seu nome, mas seu banco saberá como você assina seus cheques;

2. Não assine a parte de trás de seus cartões de crédito. Ao invés, escreva ” SOLICITAR RG “;

3. Ponha seu número de telefone de trabalho em seus cheques em vez de seu telefone de casa. Se você tiver uma Caixa Postal de Correio use este em vez de seu endereço residencial. Se você não tiver uma Caixa Postal, use seu endereço de trabalho. Ponha seu telefone celular ao invés do residencial.

Nunca tenha seu CPF impresso em seus cheques. (Você pode colocá-lo se for necessário); se estiver impresso, qualquer um pode ver.

4. Tire Xerox do conteúdo de tua carteira. Tire cópia de ambos os lados de todos os documentos, cartão de crédito, etc. Você saberá o que você tinha em sua carteira e todos os números de conta e números de telefone para chamar e cancelar. Mantenha a fotocópia em um lugar seguro. Também leve uma fotocópia de seu passaporte quando for viajar para o estrangeiro. Se sabe de muitas estórias de horror de fraudes com nomes,CPF, RG, cartão de créditos, etc. roubados.

Infelizmente, eu, um advogado, tenho conhecimento de primeira mão porque minha carteira foi roubada no último mês. Dentro de uma semana, os ladrões ordenaram um caro pacote de telefone celular, aplicaram para um cartão de crédito VISA, tiveram uma linha de crédito aprovada para comprar um computador, dirigiram com minha carteira e mais. Mas aqui está um pouco de informação crítica para limitar o dano no caso de isto acontecer a você ou alguém que você conheça.

1. Nós fomos informados que nós deveríamos cancelar nossos cartões de crédito imediatamente. Mas a chave é ter os números de telefone gratuitos e os números de cartões à mão, assim você sabe quem chamar. Mantenha estes onde você os possa achar.

2. Abra um Boletim Policial de Ocorrência imediatamente na jurisdição onde seus cartões de crédito e outros foram roubados. Isto prova aos credores você tomou ações imediatas, e este é um primeiro passo para uma investigação (se houver uma).

Mas aqui está o que é talvez mais importante que tudo:

3. chame imediatamente o SEPROC e SERASA (e outros orgãos de crédito se houver) para pedir que seja colocado um alerta de fraude em seu nome e número de CPF. Eu nunca tinha ouvido falar disto até que fui avisado por um banco que chamou para confirmar sobre uma aplicação para empréstimo que havia sido feita pela internet em meu nome. O alerta serve para que qualquer empresa que confira seu crédito saiba que sua informação foi roubada, e eles têm que contatar você por telefone antes que o crédito seja aprovado.

Até que eu fosse aconselhado a fazer isto (quase duas semanas depois do roubo), todo o dano já havia sido feito. Há registros de todos os cheques usados para compras pelos ladrões, nenhum de que eu soube depois que eu coloquei o o alerta. Desde então, nenhum dano adicional foi feito, e os ladrões jogaram fora minha carteira. Este fim de semana alguém a devolveu para mim. Esta ação parece ter feito eles desistirem.”

6 comentários sobre “Utilidade pública: conselhos de um advogado

  1. Pingback: Declev via Rec6
  2. Infelizmente a recomendação: “Nunca tenha seu CPF impresso em seus cheques” é, há vários anos, impossível; é exigência do Banco Central que conste, impresso, nos cheques, não só o CPF, como o RG do 1° titular da conta…

    Por outro lado, a recomendação de não assinar o Cartão de Crédito é totalmente inócua. Eu tive prova disto no Natal passado. Para não “entregar” onde e o que eu comprei para minha esposa, usei o Cartão de Crédito de meu filho, Bruno. Na hora de efetuar o pagamento, o caixa pediu o RG. Na maior “cara-de-pau” eu entreguei minha Identidade. O caixa leu “João Carlos” e aceitou o Cartão com o nome “Bruno”…

    O melhor conselho que ele dá é ter cópia de todos os cartões (ao que eu acrescento: anote no mesmo lugar seguro, os números do talão de cheques que você está usando…), telefonar imediatamente para as centrais dos cartões e registrar a queixa na Polícia.

    Mas nem isso é suficiente: minha sogra teve um talão de cheques “clonado” e até hoje tem aborrecimentos com isso…

  3. Valeu pelas dicas, João; todo cuidaddo é pouco no país do “jeitinho”. Nunca aconteceu nada comigo especialmente, mas já tive documentos, cheques e cartões roubados e bem que poderia.

    A cara de pau das pessoas é infinita. Estávamos jantando, eu e minha esposa, com um casal de amigos num restaurante da Zona Sul – local das chamadas “gentes de bem”, dos chiques e famosos. A bolsa da minha amiga estava pendurada na cadeira e esta de costas para outra cadeira, da mesa ao lado.

    Quando ela foi pagar a conta deu falta pelo cartão de crédito. Pagou em dinheiro pensando que tinha esquecido em casa. Chegou em casa não estava lá. Ligou para a operadora e já tinham feito uma compra com ele: no próprio restaurante!

    Ela voltou lá, olhou o papel assinado e, claro, a assinatura nele não tinha absolutamente nada a ver com a dela. E o restaurante ainda achou que agiu certo, mesmo sem pedir a identificação.

    Por isso acho legal o toque do cartão de crédito. Mesmo com estes atendentes imbecis, o risco de usá-lo ao menos pode ser menor. Até orque deve ser muito difícil ter um homônimo meu…rs.

  4. Realmente Declev… você e minha mulher (Delarimar) devem ser únicos… 🙂

    Mas, ampliando a informação sobre o caso de minha sogra, os cheques dela foram “clonados” dentro do próprio Banco (do Brasil). Os cheques falsificados continham o CPF correto e um RG falso. Até hoje ela continua na lista do CCF (e não faz a menor questão de sair… não vão novos cheques clonados serem usados…) Só que, crédito… nunca mais…

Os comentários estão encerrados