Como medimos as coisas

Com objetivo de contribuir com a compreensão das diferentes formas de medição e construção de conhecimentos matemáticos e científicos desde a infância, o Colégio Santa Marcelina de São Paulo desenvolveu o projeto “Como medimos as coisas”.

O projeto introduz questões importantes e que são valorizadas pelo colégio Santa Marcelina, como autonomia infantil, pensamento lógico e capacidade de estimar.

A professora responsável pela iniciativa, Lilian Rita Mendes Macedo, explica no texto como foi possível ampliar o conhecimento de coisas do cotidiano, com dedicação e responsabilidade, de forma assertiva e estratégica.

A Iniciativa é com estudantes da Educação Infantil Nível 5 e propõe o uso de instrumentos formais e não formais para ampliar a compreensão sobre medição e o desenvolvimento do raciocínio lógico.

As Atividades incentivaram as crianças a explorar, de forma prática e investigativa, conceitos de tamanho, tempo e quantidade

Projeto Como Medimos as Coisas

Ao longo do ano letivo de 2025, uma turma de 14 estudantes da Educação Infantil – Nível V do Colégio Santa Marcelina São Paulo participou do projeto “Como medimos as coisas”, iniciativa pedagógica voltada à compreensão das diferentes formas de medição e construção de conhecimentos matemáticos e científicos desde a infância.

Os estudantes utilizaram instrumentos de medição formal, como régua, fita métrica, calendário e relógio analógico, além de recursos não formais, como passos, blocos, rolinhos e tampinhas, ampliando as possibilidades de investigação.

A proposta contribuiu para o desenvolvimento do pensamento lógico, da autonomia e da capacidade estimar, comparar e analisar a adequação e a precisão dos instrumentos, por meio de uma abordagem prática, reflexiva e investigativa.

As atividades incentivaram o desenvolvimento do pensamento lógico, autonomia infantil, capacidade de estimar, comparar e analisar a adequação e a precisão de diferentes instrumentos de medição, por meio de uma investigação estruturada que articulou experimentação, reflexão e produção de conhecimento.

Segundo a professora Lilian Rita Mendes Macedo, o projeto foi inspirado por uma abordagem investigativa e participativa e nasceu do interesse e da curiosidade das próprias crianças.

“A partir do momento em que identifiquei esse interesse na turma, procurei criar um ambiente rico em materiais relacionados à medição. Então, conduzi os estudantes em um percurso de descobertas, no qual medir o próprio corpo, os objetos, os espaços, o tempo e até fenômenos da natureza passou a ser uma forma de compreender a si, ao outro e ao mundo”, afirma.

Desenvolvimento socioemocional e tecnologia como aliadas

O projeto integrou diferentes dimensões da aprendizagem, incluindo atividades voltadas ao campo socioemocional, especialmente por meio do trabalho em grupo. Segundo a professora, a experiência estimulou a escuta atenta, o respeito às diferentes ideias e a negociação de estratégias.

“Esse processo contribuiu para a formação das crianças, tornando-as mais cooperativas, seguras e conscientes do tempo e do espaço do outro”, afirma Lilian.

A tecnologia também desempenhou um papel importante ao longo do projeto, com o uso de câmeras, aplicativos de medição e ferramentas digitais de registro. A partir disto, os estudantes ampliaram suas possibilidades de observação, comparação e documentação das descobertas, fortalecendo a análise dos dados coletados e aproximando a aprendizagem das dinâmicas variadas, como jogos, vídeos e atividades bilíngues, que complementaram o percurso pedagógico, contribuindo para a consolidação do vocabulário matemático, tanto em português quanto em inglês, de maneira lúdica e interativa.

O projeto se desdobrou em diversas experiências pedagógicas, como a construção e o uso de relógio de sol antigo para compreender a passagem do tempo a partir da observação da natureza, a criação de manuais de instrução, que ampliou o letramento e a autonomia, estudos do meio, que levaram a investigação para além dos muros da escola, atividades no ateliê e na sala maker, com a criação de instrumentos e protótipos, além da elaboração de gráficos e mapas mentais para organizar ideias, hipóteses e dados coletivos.

Ao longo do percurso, também houve a participação das famílias, que, por meio da plataforma de comunicação da escola, contribuíram com informações, doações e empréstimos de instrumentos de medição, como bússolas, trenas e réguas de diferentes tamanhos. Em casa, também participaram da construção de instrumentos, fortalecendo o vínculo entre escola e família e ampliando o repertório das crianças.

Desafios, conquistas e legado do projeto

Entre os desafios do projeto, esteve justamente o acesso a todos os instrumentos sugeridos pelos estudantes, o que exigiu criatividade, colaboração e envolvimento da comunidade escolar.

Por outro lado, a principal facilidade observada pela educadora foi o interesse autêntico e constante dos estudantes pela matemática, o que permitiu aprofundar progressivamente o nível das investigações.

“Embora na Educação Infantil o currículo seja organizado por campos de experiência, o projeto dialogou de forma integrada com diferentes áreas do conhecimento, como ciência, linguagem, geografia e inglês, ampliando o repertório das crianças. Na etapa final, esse percurso também se aprofundou no campo socioemocional, ajudando os estudantes a compreenderem melhor o próprio tempo, o tempo do outro e a sua relação com o coletivo”, finaliza Lilian.

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