Continuo não acreditando nesta escola! E você, que escola quer? -2-

Tentarei ser breve hoje. Estou cansado. Meus dias dariam, às vezes, cada um deles, um livro. Sei que é piegas esta frase – e é mesmo -, mas acho que dariam.

Esqueci de dizer umas coisitas no “Não acredito nesta escola!” número um. Apesar de todo aquele blá blá blá sermaonístico que tive que ouvir da diretora – com uma rigidez rabugenta que beirava a grosseria -, eu, apesar de estar na escola há uns dois meses, nunca participei de um planejamento decente. Veja: nunca.

Todas as 6as feiras, os professores das disciplinas “sérias” matemática, português, ciências e história/geografia (são juntas) não dão aula e se juntam para fazer o “planejamento”. Os professores das outras disciplinas, as “menores”, artes e línguas, dão aulas. E nunca nos encontram!

Muito bonito ela me dizer que blá blá blá só, só, somente só se tiver um planejamento integrado e em conjunto junto nós poderíamos fazer o que fizemos (veja no link acima se você não leu). Pois este planejamento até agora eu não vi. Tudo o que fizemos foi ficar preenchendo aquele diário enorme de grande do qual eu já falei horrores aqui mesmo! Uma das 6as feiras nós ficamos arrumando as prateleiras cheias das horrendas apostilas. Isto mesmo, cares amigues: arrumando as apostilas nas prateleiras – contando, separando, limpando, matando o tempo… ops!

Nos outros dias, preencher diários. E como os diários estavam nas mãos dos outres professores… muitas vezes fiquei ali, a falar besteiras.

Alguém nos fez trabalhar em conjunto? Nos deram a oportunidade disso? Nos incitaram a tal? Nos mostraram formas? Nos proporam projetos? Nos separaram em grupos para discutir determinados temas? Conversamos sobre os problemas da escola e como resolvê-los? Pensamos em formas de nos unirmos para que os alunos realmente consigam aprender algo?

Não.

Pois é… a vida é um eterno paradoxo…

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Dindin:

a) Para que possamos todos aprender juntos e fazer um bom trabalho pela educação, pesquise títulos e compare preços de livros sobre planejamento e sala de aula! (Bondfaro)

b) E para aqueles que se sentirem tocados com meus posts, tente ler uns livros sobre o trabalho do coordenador pedagógico na escola! Compare títulos e preços com o Bondfaro.

c) Por fim, veja títulos e preços de livros sobre projetos pedagógicos, também com o Bondfaro. 

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Na mesma linha:

a) Perguntar ofende?

b) A importância do coordenador pedagógico

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8 comentários sobre “Continuo não acreditando nesta escola! E você, que escola quer? -2-

  1. Pingback: Declev via Rec6
  2. “Tudo que não é expressamente permitido, é proibido”… Excelente “metodologia de ensino” dessa diretoria… Me dá o telefone pelo qual essas antas receberam um diploma de pedagogia que eu vou ver se compro um pra mim…

  3. Sei que o joio e o trigo crescem juntos mas também não consigo ter estômago para discursos tão diferentes da prática. Nos cobram tanto resultados, mas o processo pouco importa. Tantos aprendem vocabulário para cobrar de outrem mais não sabem mostrar em ações o significado de cada um dos termos usados em seus discursos.
    O pior desta escola que ainda temos é exatamente o joio … só dá para colher o que plantarmos? Não!!! Há muito mais germinando e minando o trabalho daqueles que verdadeiramente acreditam na educação como possibilidade de grandiosas conquistas.

  4. Concordo, Valéria,

    Tem muita gente assim; mais para atrapalhar do que para somar.

    Mas os professores que fazem, fazem. Não importa.

    Somos teimosos demais.

    Abraços.

  5. A Educação é um edifício em constante construção, enquanto o professor não entender que a escola não pode ser uma bolha isolada da sociedade, mas sim, parte integrante desta, e que os desafios da sociedade são também desafios da escola; tudo fica pendente, vez que, além do conhecimento, a escola deve mostrar os caminhos da civilidade, da ética, da cidadania, para a entrada no mercado de trabelho, principalmente para a harmonia do convívio no espaço social.

  6. DESAFIOS PARA A SOCIEDADE BRASILEIRA.

    Ninguém é dono do conhecimento, nem tão pouco tem procuração para o repasse a seu bel prazer, vez que o transmitir é sempre filtrado pela emoção, daí a necessidade de ver claro, ver fundo e ver largo.
    O Conhecimento é patrimônio da Humanidade, assim sendo, deve ser encarado com seriedade, compromisso, respeito a hierarquia, as normas, a ética, a cidadania.
    Triste é um país que precisa de um herói na educação, a educação não é um ato de heroismo, é um ato de compromisso consigo mesmo e com a sociedade.
    As Futuras gerações não podem carregar o peso das nossas limitações, razão de ter confiado em nós no agora, as desculpas para oferecer uma educação de má qualidade, culpando o sistema é um paliativo para fugir de suas próprias responsabilidades.
    A Educação Brasileira começou com os Padres Jesusitas, sem cidades, sem escolas, sem livros…. Sem nada. A semente plantada por estes religiosos deve ser regada diariamente com determinação, garra, otimismo, fé, esperança, afinal, a educação e um edificio em construção.
    Luiz Domingos de Luna
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    Email. deuteronomioarte@bol.com.br

  7. Caro intelectual Declev Dib-Ferreira. Se esta geração colocou em nossas costas o lixo podre de um processo educacional que transformou a sociedade humana num monstro, cela, presidios lotados, poluição ambiental, egoismo, naturalização do mal, corrupção, desestruturação educacional, massificação da cultura, idiotização da juventude, penso que todo post deve ser postado para conhecer a pegada do monstro, para domar o monstro ou mesmo, quem sabe ? Se aliar ao monstro. A modernidade que o diga.( com certez não é o meu caso nem tampouco o seu).
    Caro intelectual, peço desculpas, pois na verdade sou muito conservador para esta modernidade balofa, pois entendo a educação como um vetor da sociedade e não a sociedade como um vetor da educação.
    Continuo sempre a sua disposição, pois entendo que o Brasil Precisa de pessoas como você, sem coronelismo, sem o uso da força bruta pra calar os argumentos, mas sim, com o poder da transformação consoante com as aptidões sociais, num enlarguecimento cognitivo do pulsar vivo existencial para o bem estar do conjunto, pois, se a conjuntura social está bem, com certeza a educação está bem, porém não existe educação “bem” se a sociedade vai “mal”. Grande intelectual gostaria que se possível você problematizasse este meu humilde comentário, embora quem sabe postado em local não tão oportuno, porém sincero e dirigido a um publico sincero e a um intelectual e pensador educacional também sincero Declev Dib-Ferreira.
    Muito Grato

    Luiz Domingos de Luna
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